<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806</id><updated>2012-01-29T22:22:39.260Z</updated><category term='Abril de 2008'/><title type='text'>Raul Pica Sinos</title><subtitle type='html'>O MEU CANTINHO

RETRATOS DA VIDA PARA UM DIA OS NETOS RECORDAREM</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7137191075580092180</id><published>2012-01-29T19:45:00.001Z</published><updated>2012-01-29T19:49:30.615Z</updated><title type='text'>FOI DIFERENTE A MINHA 1ª COMUNHÃO NO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-o90ipHCYCpU/TyWh6sLOiCI/AAAAAAAAAkQ/obowkaRURP4/s1600/pisco%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 106px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703142532797335586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-o90ipHCYCpU/TyWh6sLOiCI/AAAAAAAAAkQ/obowkaRURP4/s200/pisco%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enrolados pela encosta abaixo, o fato ora branquinho, passou a ter a cor castanha do barro, com laivos da cor verde, por estampada alguma relva por onde rebolamos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Já por outras ocasiões contei aos meus botões, que recordar cenas passadas no meu velho Bairro das Furnas, quando na minha meninice e adolescência, surge em mim uma paz de espírito difícil de descrever. Não questiono porquê, sei que me sinto bem. E por isso….de quando em quando, escrevo….&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na época dos meus 7/8 anos de idade, havia um “puto”, com a alcunha de “Pisco”, (aqui recordado com saudade e respeito) que na escola comigo andou. Morava no nº 3 da minha Rua dos Plátanos. Tinha como vizinhas, na casa da parte de cima, a Beatriz, e na casa da parte debaixo, a Nazaré. Esta, a irmã do Meca, era atleta na modalidade do atletismo no Clube Futebol “Os Belenenses”. Gente talvez com mais 8/10 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O António Manuel Soares, o “Pisco”, era um “puto” pequeno e de estrutura esguia, daí a alcunha. Rapazola bem reguila. Decerto não mais que os outros, mas sempre disposto a defender-se, ao “bilhete”, dos demais, quando as coisas não lhe corriam de feição. Também “gozão” ou “pirraceiro”, quando algo, nos outros, aos seus olhos saiam do “natural”. Mas apesar de tudo éramos muito amigos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No velho Bairro das Furnas, a esmagadora maioria dos seus habitantes era de fé católica e casados pela igreja. Aliás; o ser casado pela igreja, era uma condição para o usufruto da habitabilidade, mas isto é outra história. Consequentemente, com os filhos, havia a prática para além de os baptizar, os incentivar, através da organização cristã existente, na prática da educação católica – catequese – não só para receberem a 1ª comunhão, mas também, mais tarde, a crisma. Assim, todos os anos, era rotina haver um destes eventos. Estes jovens, quando ao receberem a 1ª comunhão, tinham como condição, apresentarem-se solenemente vestidos com roupa branca e, transportar na mão uma vela adornada de fita azul.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como estava feliz a D. Georgina, minha querida mãe, no dia da minha 1ª comunhão. Não posso precisar se a roupa que eu trajava era emprestada, ou se foi comprada por via de algo necessariamente “emprestado” na frequente casa de penhores. Uma coisa é certa. O contentamento da minha mãe, contradizia com o meu descontentamento. Que “seca”! Todo aquele aparato envolvente ao acto, não estava de acordo com a minha forma de estar. Não me sentia bem dentro daquele traje branco. De tal forma me sentia incomodado que, para fugir aos olhares de todo aquele aglomerado de gente que assistiu à solene cerimónia, o meu trajecto de regresso a casa, não teve em conta a bela escadaria da igreja, mas sim o carreiro de terra batida que, existia por detrás da escola dos rapazes e, que dava acesso ao campo da bola, onde hoje existe o chamado Bairro dos Sargentos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Oh…Azar dos azares. Mais ou menos a meio do citado carreiro, cruzara-se comigo o nosso “Pisco” que, não perde a oportunidade de me gozar a bom gozar…Olha o branquinho! Olha o rajá….Fruta oh chocolate….Olha… pareces o Estica…Rindo a bom rir da vestimenta cá do rapaz!&lt;br /&gt;Zangado que eu estava, daqui ao estalo no “Pisco” foi um ápice! Enrolados pela encosta abaixo, o fato ora branquinho, passou a ter a cor castanha do barro, com laivos da cor verde, por estampada alguma relva por onde rebolamos. Não vale a pena descrever o que se passou em minha casa. A cena foi de tal forma contundente que, por muitos anos que viva não a vou esquecer.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Descansa em paz meu amigo e miúdo da minha Rua dos Plátanos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;"&gt;A foto é o "Pisco" na idade escolar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7137191075580092180?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7137191075580092180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7137191075580092180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7137191075580092180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7137191075580092180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2012/01/foi-diferente-minha-1-comunhao-no-meu.html' title='FOI DIFERENTE A MINHA 1ª COMUNHÃO NO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-o90ipHCYCpU/TyWh6sLOiCI/AAAAAAAAAkQ/obowkaRURP4/s72-c/pisco%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-429501617660846029</id><published>2011-12-18T18:46:00.004Z</published><updated>2011-12-23T09:30:10.179Z</updated><title type='text'>E HOJE VOLTAMOS A BRINCAR NO JARDIM ZOOLÓGICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Qb6iSWtFRCs" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As “meninas”, tal como miúdas, não se fizeram rogadas. Saltaram a cancela do acesso do carrossel que, mesmo parado, “cavalgaram” nos cavalos, agarradas aos ferros, a imaginar como que o tempo não tivesse passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Há muitos, muitos anos, na parte interior do Jardim Zoológico, no perímetro reservado à pequenada, anexo à vedação, provido altos ferros verticais de cor verde, que terminavam pontiagudos em corte de lança de cor dourada, junto a uma carreira de canas de bambu, de várias dimensões, existia uma “aldeia” de pequenas casinhas multicoloridas, onde a pequenada costumava brincar.&lt;br /&gt;O sino do pequeno campanário da igrejinha não parava de tocar. Pelas portas das entradas dos minúsculos edifícios, não raras vezes eram palco de constantes atropelos, tal a azafama das brincadeiras. A situação era idêntica quando, a pequenada, saltava alegre e satisfeita pelas janelas de dimensões idênticas.&lt;br /&gt;Brincar às escondidas era também “momento alto”, originando que fugissem assustados os pequenos galináceos (cocós) que nesta área habitavam…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, deu para verificar que tudo se mantém fiel ao passado. Aqui ali com algumas modificações, com conservação algo pouco cuidada. O sino que outrora existia no campanário da igrejinha sumiu-se, as cores de algumas casinhas estão debotadas, descoradas. Os cocós que por lá tinham o seu habitat, não foram avistados. Mas, no fundamental, o “nosso” jardim lá está, para que a pequenada de hoje se possa divertir, como alguns nós, agora avós, há muitos anos o fizemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que motivou este encontro de amigos/as no nosso Jardim Zoológico? E o que os/as fez correr para o Jardim dos Pequeninos?&lt;br /&gt;Há já algum tempo, também em idêntico encontro, foi acertado que, os sagitários deste grupo de amigos se encontrariam para festejar o aniversário e que, os não sagitarianos do grupo seriam convidados de honra. Também ficavam, os convidados de honra, encarregados não só de pagar o seu respectivo almoço, assim com das oferendas aos aniversariantes. Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal festividade decorreu no passado dia 17 de Dezembro no Papa-formigas. Dos 9 mastigantes do bacalhau no forno, que estava uma delícia, só 4 eram (são) sagitários/as. Cantou-se os parabéns a você, fizeram-se ondas de alegria, festejou-se à saúde dos presentes e, naturalmente a todos aqueles que se ama. Foi um almoço revestido de camaradagem, amizade e alegria que não tarda a repetir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satisfeitos/as, já de saída, os olhares prenderam-se no carrossel da entrada do jardim. Como miúdas, as “meninas”, não se fizeram rogadas e, saltaram de imediato a cancela do acesso. Mesmo parado “cavalgavam”, nos cavalos, agarradas aos ferros imaginando o carrossel. Até ao momento que as corridas foram outras. Foram corridas…pois foram, mas… “corridas” pelo empregado e, obrigadas a descer do abusivo montar. De seguida resolvem comprar os bilhetes de ingresso. Desta vez devidamente montadas, viam-se constantes rasgos de alegria. Fazendo inveja à mais famosa das amazonas.&lt;br /&gt;Depois foi vê-las naquele espaço dedicado à pequenada a “repetir” as brincadeiras de outrora, não sendo difícil imaginar, estes amigos/as do peito, quando meninas e meninos, nas muitas décadas já passadas neste jardim infantil: ….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…A Tê, a Lena e a Teresa apanharam todas as bolachas em altura, não admira são mais altas…&lt;br /&gt;…A corrida dos sacos de batatas foi ganha pela Mónica e pela Clarisse…&lt;br /&gt;…A corrida dos 50 metros pelo Luís e pelo Raul…&lt;br /&gt;…A Nelinha e a Olívia, desistindo de tudo quanto eram corridas, por derrotadas, foram ver se apanhavam ovos das cocós….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui um dia que há muito não passávamos&lt;br /&gt;Tenham também um dia feliz&lt;br /&gt;Clarisse, Helena, Luís, Manuela, Mónica, Olívia, Raul, Teresa Carvalho e Teresa Silva&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-429501617660846029?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/429501617660846029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=429501617660846029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/429501617660846029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/429501617660846029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/12/e-hoje-voltamos-brincar-no-jardim.html' title='E HOJE VOLTAMOS A BRINCAR NO JARDIM ZOOLÓGICO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Qb6iSWtFRCs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-756677194480380299</id><published>2011-11-11T09:41:00.005Z</published><updated>2011-11-11T10:02:14.530Z</updated><title type='text'>O REENCONTRO COM O MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEM TODOS, E DIFERENTES NO REGRESSO DA “MINHA VIAGEM” À GUINÉ&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tens em troca &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;órfãos e órfãs&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E campos de solidão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E mães que não têm filhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Filhos que não têm pais· &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Zeca Afonso)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A tarde já vai alta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi diferente a partida da Guiné. Desta vez não houve fanfarra e lenços a acenar. Apenas o soar da sirene do navio.&lt;br /&gt;São menos os que partem naquela primeira segunda-feira do mês de Março de 1969. Não são os mesmos “meninos” de outrora, a guerra tornou-os homens e diferentes.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ficam para trás as águas barrentas, o navio já vai distante. Na ânsia da partida não tive tempo para me despedir daquela terra de cor vermelha, do seu cheiro, das árvores centenárias, dos pássaros, das bolanhas, do seu magnífico pôr-do-sol, do silêncio das noites estreladas ou do medo quando da cor do breu, do seu povo. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É um conjunto de imagens que a guerra e o tempo não conseguirão apagar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dos ausentes, em tempo, “Em nome da Pátria”, através de um qualquer oficial subalterno, naquela que foi sua morada, surge a notícia da morte. A família e os amigos choram para sempre a sua sorte. Também a guerra e o tempo não conseguirão apagar a imagem dos meus camaradas que tombaram com honra naquele chão que lhes era alheio.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na partida, mas com a data de cinco meses antes, a mim, e aos demais que &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PDCmy3LRztk/Trzv51InIrI/AAAAAAAAAkA/ucNQpNgjK3Y/s1600/louvor%2Bpica%2Bsinos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 144px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673673407374762674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PDCmy3LRztk/Trzv51InIrI/AAAAAAAAAkA/ucNQpNgjK3Y/s200/louvor%2Bpica%2Bsinos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;me acompanham, é-me entregue um “papel verde”, “O Comandante Militar atesta o seu apreço pelos serviços prestados á Pátria na Província da Guiné”. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aos que ficaram para a vida inteira mutilados, estropiados não sei se a “Pátria” também lhes atestou o seu apreço.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As mesas e beliches nos porões do Uíge, pelo seu uso, não se notam que são de madeira, negra é a sua cor. Ao contrário da ida, os vomitados do enjoo já não importam. A limpeza precária e a falta do banho diário, o barulho dos motores, pouco ou nada incómoda. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Repete-se a vida no convés. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só nas conversas se observam excepções, são de contentamento e alegria.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todos acordam cedo naquela manhã de 9 de Março, a brisa do mar gela-me a cara, os meus olhos já avistam a terra que me viu nascer. Uns choram, outros abraçam-se, procuro um lugar, como muitos, na amurada do navio. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Já vejo o Tejo e os “cacilheiros”. Todos estrategicamente se calam para após a passagem da ponte, dizerem em uníssono……JÁ PASSOU.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O navio prepara-se para atracar. Aqui, alem, vêm-se cartazes….Estou aqui Manuel…. Leiria. Esperamos por ti……. Família Santos Aqui…… Massarelos Presente.&lt;br /&gt;Os gritos de alegria com o desembarque comovem. Mães, Pais, Filhos, Mulheres, Noivas, Amigos, todos se abraçam. A nuvem negra parece ter passado o e sofrimento acabado.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quartel do RAL 1 nos Olivais. O aeroporto de Lisboa está por perto, entregamos o que resta dos fardamentos. Despeço-me dos meus camaradas com um até breve. Vou para casa onde a família me espera. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reencontro o meu velho Bairro das Furnas. A guerra, essa, durou estupidamente mais cinco anos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-756677194480380299?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/756677194480380299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=756677194480380299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/756677194480380299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/756677194480380299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/11/o-reencontro-com-o-meu-velho-bairro-das.html' title='O REENCONTRO COM O MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PDCmy3LRztk/Trzv51InIrI/AAAAAAAAAkA/ucNQpNgjK3Y/s72-c/louvor%2Bpica%2Bsinos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-2951542194506244993</id><published>2011-11-06T15:20:00.001Z</published><updated>2011-11-06T15:21:55.168Z</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS - ANTES E DEPOIS</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/4qFEwFl5g2c" frameborder="0" width="420" height="315"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-2951542194506244993?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/2951542194506244993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=2951542194506244993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2951542194506244993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2951542194506244993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/11/blog-post.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS - ANTES E DEPOIS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/4qFEwFl5g2c/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-4356395848347144495</id><published>2011-10-25T09:40:00.006+01:00</published><updated>2011-10-25T10:56:00.125+01:00</updated><title type='text'>AS "VELHAS" DO MEU BAIRRO DAS FURNAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aLu4c28LTks/TqZ2MLWSLxI/AAAAAAAAAjg/XnaPiMc2qDQ/s1600/canstock4132977.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 110px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667347132669112082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-aLu4c28LTks/TqZ2MLWSLxI/AAAAAAAAAjg/XnaPiMc2qDQ/s320/canstock4132977.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Oh Ti Georgina! Chama alguém junto da cancela do quintal.&lt;br /&gt;Quem é? Retorquiu.&lt;br /&gt;Sou a Adélia.&lt;br /&gt;Diz filha…, o que queres?&lt;br /&gt;Olhe: A sua roupa que está estendida no estendal, já está toda enxuta. Eu preciso dos arames!&lt;br /&gt;Ah é? Então vou já querida, vou já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da ocupação, por uma só pessoa, de muitos dos arames por via da roupa estendida, havia por vezes discussão.&lt;br /&gt;A Ti Georgina, bem cedo, ocupava quase todos os arames do lado direito do estendal do lavadouro existente ao fundo das ruas do Bairro.&lt;br /&gt;A roupa que lavava, proveniente do Laboratório onde trabalhava, era imensa. Sobretudo toalhas, batas e alguns lençóis da casa das doutoras, que quando penduradas nos arames e estendidas no chão ao sol, pouco espaço deixava. Principalmente para quem também tinha muita roupa para estender.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As “velhas” do meu Bairro, em especial as da minha Rua, porque melhor as conheci, eram, (algumas felizmente ainda vivas), gente muito humilde, simpáticas e de bom trato para com todos. Sobretudo com as crianças.&lt;br /&gt;Respeitavam o próximo e faziam-se respeitar.&lt;br /&gt;Quase todas analfabetas, mas conhecedoras da vida como ninguém.&lt;br /&gt;Eram “mestras” em ultrapassar as dificuldades com que se deparavam e, não eram embaraços tão pequenos como isso.&lt;br /&gt;Eram tempos muito difíceis.&lt;br /&gt;Quantas vezes comiam mal, para que o pouco que tinha não faltasse aos seus filhos e quiçá maridos.&lt;br /&gt;Contudo, diga-se, que nem todas as “velhas” do meu velho Bairro das Furnas, pautavam pelo mesmo grau de dificuldades. Umas tinham menos dificuldades que outras. Mas todas tinham vidas sofridas. Contudo, também sabiam rir e brincar, sabe Deus, muitas vezes, a que custo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Onde vais Georgina? Diz-lhe uma vizinha ao vê-la subir a rua dos Plátanos. Vou à praça. À Cármen. Vou fazer contas com ela, e comprar uma cenourita. Talvez também um nabo para pôr na sopa.&lt;br /&gt;Olha…Não vou demorar. Tenho o feijão ao lume, há duas horas, e o “cabrão” ainda não cozeu. O Adriano vem comer ao meio-dia, não me posso atrasar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Cármen, vendia, frutas e as hortaliças na praça. Cujo edifício detinha diversas bancas de produtos hortícolas e de frutas. Também era provido de talho, padaria e mercearia. Ficava situado na entrada do Bairro.&lt;br /&gt;A Cármen era uma mulher alta e bonita. A sua voz era forte. Amiga do seu amigo. Sabia das dificuldades de todos os seus clientes, e sempre que saldavam as contas ao “rol”, ajudava, na nova encomenda, com a oferta de uma ou outra peça da sua bancada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como eu recordo: Da mãe da Beatriz. Da mulher do Ti Cardoso, mãe do Meca. Da Ilda (dos óculos), da Ti Carolina. Da Ti Engrácia, da Ti Teresa, que vendia azeitonas e morava em frente à casa da Olga. Da Ti Rosa, da Ti Irene.&lt;br /&gt;Como eu recordo: A mãe (e da irmã) do Zé Koi, que mais tarde foram para a rua das Oliveiras.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como eu recordo: Da Maria do Carmo, Da mulher do alfaiate, que morava em frente à minha casa. Da Ti Matilde infelizmente pouco me lembro. A Ti Josefa, alentejana e mulher do sapateiro, que o seu ritual diário era estender, em panos colocados no chão, as ervas e pétalas das flores, que colhia, secando-as ao sol, destinadas à venda para chá.&lt;br /&gt;Como eu me lembro da Adélia, felizmente ainda viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha casa, a pretexto do romance do “Tide”, que passava todos os dias na rádio, pela tarde, depois do almoço, era palco de encontro de diversas vizinhas.&lt;br /&gt;Quer o romance, quer o que se passava depois dele, o que conversavam/contavam umas às outras, não me preocupava saber.&lt;br /&gt;Confesso que não gostava de romances e muito menos de “encontros de cusquice”. Se bem que não podia deixar de as ouvir, mesmo fechando a porta do meu quarto.&lt;br /&gt;Num dia… diziam as cenas passadas ou ouvidas de personagens suas vizinhas ou não. Salvaguardando o escárnio e o mal dizer, de alguém que pudesse estar presente.&lt;br /&gt;Num outro dia… o “fado” era o mesmo.&lt;br /&gt;Comentava-se as cenas de quem esteve na reunião anterior, e outras cenas entretanto acontecidas. Faziam uma espécie de “acta falada”.&lt;br /&gt;Sabes o que disse a….daquela que mora…&lt;br /&gt;O marido da fulana… bateu-lhe com a bebedeira.&lt;br /&gt;A sujeita tal… deve-me dinheiro que lhe emprestei e há duas semanas e ainda não me deu. Se o meu marido sabe, tenho “sermão”.&lt;br /&gt;O miúdo da…tem a cabeça cheia de piolhos…&lt;br /&gt;O filho da…está com anginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós, rapazolas, respeitávamos as “velhas” do nosso Bairro. Mas também é certo que gostávamos mais de umas de que outras. Daquelas que nos metiam medos, dizendo que iam fazer queixas às nossas mães, quando encetávamos as barulhentas brincadeiras, gostávamos pouco. Não gostávamos mesmo nada, daquelas porque “dá aquela palha”, faziam queixas ao fiscal Costa. Como era o hábito da personagem chamada Estrela que à beira da sua casa tinha uma palmeira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Desta senhora, a Estrela, não era só os miúdos que tinham medos. A vizinhança dizia que era irmã da governanta do Salazar. Se era ou não, da fama não se livrara. Como era uma senhora muito altiva, quiçá arrogante, as “conversas” com as suas vizinhas ficavam-se, por uns (entre dentes) bom dia ou boa noite, e mais falas não haviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu recordo: A mãe do Luis Filipe, no seu passo pequeno mas ligeiro, a subir a minha rua. A mãe dos irmãos Espinha. Da do Armando Claro, da do José Silva, da Ti Virgínia, entre outras.&lt;br /&gt;Fora da minha rua dos Plátanos, também recordo com saudade: A mãe do “Rabaloto” que era peixeira. Da mulher do Caixinha que era revisor da CP. Da ti Amélia que vendia fruta numa carroça. Da Pomposa das mamas grandes e de outras tantas.&lt;br /&gt;Que saudades meu Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a proximidade do Bairro ao Jardim Zoológico e quando o vento soprava a norte…&lt;br /&gt;Numa dessas manhãs, oiço perguntar:&lt;br /&gt;Olha lá, não ouvistes toda a noite o uivar dos leões e o cantar dos pavões?&lt;br /&gt;Não dormi toda a noite!&lt;br /&gt;Não filha, não ouvi! Retorquiu a Ti Georgina.&lt;br /&gt;O que ouvi, e que não me deixou dormir toda a noite foi o ressonar do meu marido, com a ressaca da bebedeira de ontem à noite! Raios o partam!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota:&lt;br /&gt;A identificação de parte das personagens teve a ajuda de alguns/mas Furnianos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A imagem foi tirada dop Google&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-4356395848347144495?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/4356395848347144495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=4356395848347144495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4356395848347144495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4356395848347144495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/10/as-velhas-do-meu-bairro-das-furnas_25.html' title='AS &quot;VELHAS&quot; DO MEU BAIRRO DAS FURNAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aLu4c28LTks/TqZ2MLWSLxI/AAAAAAAAAjg/XnaPiMc2qDQ/s72-c/canstock4132977.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-759293834147110115</id><published>2011-10-08T22:01:00.010+01:00</published><updated>2011-11-02T11:34:49.786Z</updated><title type='text'>OS RAPAZES DA RUA DOS PLATANOS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7BCjx-nCOTM/TpC8gi1PkxI/AAAAAAAAAi0/kWlkEDtLUQQ/s1600/futebol29.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;No meu velho Bairro das Furnas, a maioria das crianças eram rapazes. Havia raparigas, mas, o que me dava observar, eram em número inferior. Não me é possível a esta distância, enumerar todos aqueles com quem convivi nas brincadeiras. Tenho relembrado em modestos escritos, alguns com quem partilhei “patifarias” próprias da época. No entanto há lacunas quanto às brincadeiras com as raparigas. Também brincava, mas menos. As mães, os pais e sobretudo as avós, não achavam lá muita “graça” as meninas brincarem com os rapazes. Hoje, o pensamento, felizmente, é diferente para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oKX7LEsC38o/TpC60gU1l0I/AAAAAAAAAic/fXHcH-yO1BI/s1600/digitalizar0020.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 135px; FLOAT: left; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661230142798010178" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-oKX7LEsC38o/TpC60gU1l0I/AAAAAAAAAic/fXHcH-yO1BI/s200/digitalizar0020.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Pelas razões atrás aduzidas, torna-se mais fácil “rabiscar” sobre os garotos da minha rua do meu velho Bairro das Furnas. Rua esta que me viu crescer, viver e partir para casar com uma linda rapariga, que dá pelo nome de Maria Emília, mãe das minhas 2 filhas e com quem ainda hoje, felizmente, partilho a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rua dos Plátanos, como a maioria das ruas, era dividida por 2 lanços. Moravam no lanço de baixo 6 rapazes. O José Silva, o Armando Claro e o irmão, os irmãos Fernando e Carlos Espinha e o Bica que já faleceu. No lanço de cima habitavam mais 11 rapazes. O Luís Filipe, o José Fernando, os irmãos Manuel e Valdemar, o Fernando da Carolina, o Raul Pica Sinos, o Julio da Rosa, o Pedro da Engrácia,o Luís Augusto, o Emílio e o Pisco este também já falecido. Havia ainda outros rapazes com idades que já se situavam na esfera da adolescência. Sendo que as suas “brincadeiras” já eram outras. Lembro o Zé Koi, Zé Camacho, Zé António, o Américo, e irmão mais novo da Ilda e da Mariazinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os miúdos do meu Bairro das Furnas, aquando da idade escolar da 1ª à 4ª classe, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7BCjx-nCOTM/TpC8gi1PkxI/AAAAAAAAAi0/kWlkEDtLUQQ/s1600/futebol29.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 149px; FLOAT: right; HEIGHT: 130px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661231998896673554" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7BCjx-nCOTM/TpC8gi1PkxI/AAAAAAAAAi0/kWlkEDtLUQQ/s200/futebol29.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;tinham brincadeiras, que hoje são raras por diferentes, Se bem que, já naquele te&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6Ei94v-Nfzs/TpC7ObWJ-XI/AAAAAAAAAik/SK5iDsfHvwk/s1600/futebol29.gif"&gt;&lt;/a&gt;mpo, havia miúdos que residiam nos arredores do Bairro, resultante do estrato social dos seus pais tinham algumas diversões que os seus vizinhos miúdos do bairro não podiam achegar.&lt;br /&gt;Essa diferença levava a que alguns moradores nos arredores e “turistas”, tivessem o descaramento de afirmar, que os residentes das Furnas, eram gente problemática no sentido pejorativo.&lt;br /&gt;Problemático da cabeça era quem o afirmava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas que existiam eram derivados da pobreza da vida. Sim. Existia muita tristeza na maioria das casas por continuarem a ver os seus filhos mal calçados e mal vestidos. Os seus filhos não tinham acesso aos brinquedos que os outros meninos tinham e, que aqui e ali as montras mostravam. No entanto apesar das dificuldades, os miúdos do meu bairro também brincavam. Faziam os seus próprios brinquedos. Eram felizes com o que tinham. Eram pobres, mas as portas das suas casas no meu velho Bairro das Furnas nunca se fechavam à chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HcH2TlwD0vM/TpC7jz0VvxI/AAAAAAAAAis/YDzDIslmJwE/s1600/futebol33.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 144px; FLOAT: left; HEIGHT: 137px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661230955484266258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HcH2TlwD0vM/TpC7jz0VvxI/AAAAAAAAAis/YDzDIslmJwE/s200/futebol33.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Diz o ditado que, com os rapazes nem o diabo se metia. Tínhamos que brincar. A brincadeira mais fácil dos miúdos da minha rua, depois das aulas, era fazer pequenos “desafios”, no cruzamento da rua que dava para o estendal comunitário. Lembro-me uma vez da gritaria da “habitante” da casa de esquina, na frente à casa do Luís Filipe por ter sido “flagelada”, por um chuto na bola menos certeiro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Suposto era a bola ir na direcção baliza feita de pedras. Não foi. A direcção da bola foi nas chapas de lusalite que cobriam a parede exterior da casa, partindo-se umas quantas. Digo umas quantas porque não deu para ver o efectivo estrago, tendo em conta a fuga então desenfreada.&lt;br /&gt;O fiscal Costa, por queixa da prejudicada, veio de pronto cobrar o prejuízo. Sendo certo que a “brincadeira” não acabou aqui. Depois de feitas as contas, e saldadas com o fiscal Costa, eram “ajustadas” outras contas lá em casa. E durante alguns dias, ficávamos, com as orelhas a arder e não só, e no “banco” sem jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu gostava de abraçar, hoje, os rapazes do meu velho Bairro das Furnas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-759293834147110115?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/759293834147110115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=759293834147110115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/759293834147110115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/759293834147110115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/10/os-rapazes-da-rua-dos-platanos-do-meu.html' title='OS RAPAZES DA RUA DOS PLATANOS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oKX7LEsC38o/TpC60gU1l0I/AAAAAAAAAic/fXHcH-yO1BI/s72-c/digitalizar0020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-3886387901734795643</id><published>2011-09-29T17:34:00.004+01:00</published><updated>2011-09-29T17:44:45.014+01:00</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS E AS BICICLETAS</title><content type='html'>OS MENINOS SABIAM ANDAR DE BICICLETA--IÔÔH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Era vermo-nos vaidosos e felizes por termos, mais uma vez, a oportunidade de andar de bicicleta. A alegria foi de tal forma que não deu para verificar que as horas passaram mais depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-78wWFR2TvJY/ToSfLZfGgMI/AAAAAAAAAiE/kfeIDGvTjfQ/s1600/images%2Bmotos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 345px; FLOAT: left; HEIGHT: 295px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657822050052899010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-78wWFR2TvJY/ToSfLZfGgMI/AAAAAAAAAiE/kfeIDGvTjfQ/s200/images%2Bmotos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei se ainda existe, no Campo Grande (Lisboa), o espaço que era dedicado à rapaziada da minha geração visando ou proporcionando a aprendizagem e o uso das bicicletas. Assim como, não sei se ainda existe um outro espaço contínuo, reservado a mais velhos com vistas a aprender ou praticar o uso de motociclos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que as bicicletas, na maior parte, eram velhas e apenas com um travão na roda traseira. Excepção para as que eram consideradas de corrida.&lt;br /&gt;Os motociclos eram da marca Famel (entre outras marcas), predominando a pintura de cor prateada. Só eram cedidos a quem tivesse mais de 15 anos e deixasse como garantia o bilhete de identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluguer das bicicletas, tinham, quando eu menino, valor diverso em função do modelo e do tempo de utilização. Alugar uma pequena bicicleta, no tempo de uma hora, pagava-se então 5 escudos. O aluguer das “aceleras” era bem mais caro. Que inveja e tristeza me faziam os “motoqueiros”, quando da sua passagem bem barulhenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu salário quando comecei a trabalhar, aos 11 anos, era cerca 2$50 por dia, dinheiro que no final da semana era entregue à minha mãe.&lt;br /&gt;Como podia ter dinheiro para alugar, por uma hora, a bicicleta que tanto cobiçava?&lt;br /&gt;Não era fácil. Só possível se juntado aos tostões das gorjetas, o dia de salário que minha mãe me dava, e ainda um ou outro centavo do troco que rapinava quando ia aos recados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu Bairro das Furnas, a esmagadora maioria dos moradores era de condição pobre.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AVPsqx41mGo/ToSfpAFfNSI/AAAAAAAAAiM/sklIdashduc/s1600/imagesCAX3O934.jpg"&gt;&lt;/a&gt; Nós, miúdos, brincávamos com os brinquedos que fabricávamos. Éramos muitos solidários. Facilmente trocávamos os brinquedos, os nossos carros de esferas. A bola de catechu que tinha saído nos “bonecos da bola”, era emprestada a todos quando em desafios. Cedíamos os bilhetes do eléctrico/autocarro repetidos na colecção, por vezes em troca de nada. Quem não tinha bilas, peão ou caricas, não deixava de jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, um menino com dinheiro suficiente para alugar, durante uma hora, as tão cobiçadas bicicletas do Campo Grande, pela tarde, resolveu por pés a caminho, não só no propósito de alugar uma, mas também decidido a traçar um percurso para longe da pista que lhe estava normalmente reservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada do menino ao bairro, foi de festa para todos aqueles que o esperavam. E um a um, deram uma &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-73CrklyI218/ToSgIo9PnRI/AAAAAAAAAiU/ns8K2wdf4PM/s1600/bicic.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 353px; FLOAT: right; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657823102177877266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-73CrklyI218/ToSgIo9PnRI/AAAAAAAAAiU/ns8K2wdf4PM/s200/bicic.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;voltinha pelo meu velho bairro.&lt;br /&gt;Era vermo-nos vaidosos e felizes por termos, mais uma vez, a oportunidade de andar de bicicleta. A alegria foi de tal forma que não deu para verificar que as horas passaram mais depressa.&lt;br /&gt;Aflito, o menino, procurou saber por todos os “ciclistas”, se havia dinheiro suficiente para cobrir a despesa, que o tempo extra acumulou. Todos ficaram calados. Não havia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o menino, sem qualquer rebuço, propõe:&lt;br /&gt;Malta, vamos esperar que o dono das bicicletas as recolha e abandone o local.&lt;br /&gt;Depois é só colocar a bicicleta no devido lugar e pirar.&lt;br /&gt;Dito e feito. Já noite, perto da pista vazou-se um pneu da bicicleta e, os 2 ou 3 meninos da aventura, deixaram o velocípede encostado numa qualquer árvore das muitas existentes no Campo Grande. Obviamente, que o tempo extra da posse nunca foi pago, até porque a bicicleta “avariou”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;fotos: Gloog &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-3886387901734795643?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/3886387901734795643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=3886387901734795643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/3886387901734795643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/3886387901734795643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/09/o-meu-bairro-das-furnas-e-as-bicicletas.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS E AS BICICLETAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-78wWFR2TvJY/ToSfLZfGgMI/AAAAAAAAAiE/kfeIDGvTjfQ/s72-c/images%2Bmotos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-638315955604017794</id><published>2011-09-21T15:39:00.005+01:00</published><updated>2011-09-21T15:52:42.440+01:00</updated><title type='text'>NO QUINTAL DO MEU BAIRRO DAS FURNAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NEM SÓ AS ROSAS METIAM COBIÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;No &lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3h4UbGrFKJA/Tnn4I5L-bVI/AAAAAAAAAh8/lfpfjk1pX3A/s1600/Jarros.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 272px; FLOAT: left; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654823638814059858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3h4UbGrFKJA/Tnn4I5L-bVI/AAAAAAAAAh8/lfpfjk1pX3A/s200/Jarros.jpg" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;meu antigo Bairro das Furnas, a minha morada de casa, na sua frontaria, tinha um pequeno quintal que, para além de muitas flores, detinha duas árvores de fruta, um pessegueiro e uma macieira.&lt;br /&gt;Quem o tratava e se preocupava por estar sempre arranjado e bonito, era a minha querida mãe, a D. Georgina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este meu quintal era separado por um corredor de ripado pintado de cor verde. Num dos lados, tinha plantado na sua extensão uma roseira. Brotava as chamadas rosas príncipe preto. As suas pétalas eram de um impressionante vermelho aveludado. Amiúde via a vizinhança a admirar a beleza de tais rosas e, o desejo de as possuir. O roseiral era de tal forma bonito e cobiçado que, foi determinado pela minha mãe, a proibição de arrancar as rosas por quem quer que fosse. Dizia, então…as minhas rosas são para nascer e morrer na roseira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;No outro lado do corredor, a acompanhar também o ripado na sua extensão, estava plantado jarros brancos. Minha mãe chamava-as de “flores de casamento”. Apareciam com a primavera, mas proliferavam sobretudo na estação Outono/inverno.&lt;br /&gt;A D. Georgina costumava decorar a sala da entrada da minha casa com estas flores, e oferecer às vizinhas quando lhe pedissem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;De resto o quintal estava provido de alguns alvéolos/canteiros com amores-perfeitos de cor variada, cravos e crisântemos. E vasos com outros tipos de flores cujo nome desconhecia.&lt;br /&gt;Se bem que gostasse de tudo no meu quintal, eram os jarros que me metiam grande cobiça. Sobretudo a espádice amarela que existia (existe), bem no meio da flor. Travesso, sempre que tinha a oportunidade, enfiava os dedos no fundo do “copo”, lá se ia o “filete”. Ficando eu, com os dedos pintados de amarelo, ocultando tal travessura (até um dia) aos olhares da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Em conclusão: Uma dada vez não me contentei a arrancar o “amarelo” de uma só flor. Apanhado, nem tive tempo sequer de esconder as mãos de algo ”pintadas”. A D. Georgina, do molho de jarros que arrancou, sem o “dito cujo”, não se fez rogada em o espatifar cá no rapaz, enquanto procurava eu, fugir a toda a velocidade do quintal. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-638315955604017794?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/638315955604017794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=638315955604017794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/638315955604017794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/638315955604017794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/09/o-quintal-do-meu-bairro-das-furnas.html' title='NO QUINTAL DO MEU BAIRRO DAS FURNAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3h4UbGrFKJA/Tnn4I5L-bVI/AAAAAAAAAh8/lfpfjk1pX3A/s72-c/Jarros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-4867273268848438047</id><published>2011-06-11T14:13:00.015+01:00</published><updated>2011-06-12T14:34:22.231+01:00</updated><title type='text'>A PROPÓSITO DAS FESTIVIDADES DE LISBOA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qts3ds5k50w/TfNsF0WBl9I/AAAAAAAAAhM/OcxzQWeSgRI/s1600/1245258711495_f.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616952007467309010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-qts3ds5k50w/TfNsF0WBl9I/AAAAAAAAAhM/OcxzQWeSgRI/s200/1245258711495_f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como “alfacinha de gema”, nascido em Benfica e, criado nesta grande zona de Lisboa, não posso deixar passar o momento das festividades da cidade, não só para enaltecer este acontecimento festivo, mas também escrever modestas palavras, sobre um outro alfacinha, também de “gema”, originário da freguesia de S. Vicente que é, de certo modo, o “responsável” por toda esta alegria e vivacidade que, me faz recordar, hoje, quanto em miúdo, mesmo sem qualquer trono montado, no meu Bairro das Furnas, a “ajuda” que o seu nome prestou nos meus "ganhos” para as gulosices, na compra dos bilas, das pevides e dos amendoins. E ainda a sua “responsabilidade”, já na minha adolescência, pelos “&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;amp;biw=1004&amp;amp;bih=621&amp;amp;rlz=1W1MOOI_pt-PT&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=lhLyTYDFOYOFhQff0YEw&amp;amp;ved=0CC0QBSgA&amp;amp;q=affaires&amp;amp;spell=1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;affaires&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;” com as raparigas, aquando nos bailaricos armados, não só no meu bairro, como nas Águas Boas, por detrás do chafariz em frente à Pedro Santarém, no Calhau, em outros arraiais populares, nos largos, nas vielas, nas ruas de outros bairros e, nas Colectividades desta minha cidade que é Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como eu recordo as fogueiras que se ateavam para assar as sardinhas e, ter a oportunidade de ver as pernas às raparigas quando por elas saltavam, no queimar das alcachofras em flor, para aferir, dias depois, se elas voltavam a florir. Quando assim não fôra, era sinal que o amor por quem se queimou as alcachofras, não tinha reciprocidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ou ela não usa calças&lt;br /&gt;Ou as tem na lavadeira&lt;br /&gt;Dei por isso ontem à noite&lt;br /&gt;Quando saltava à fogueira &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4lDLwjIIelA/TfNsT8hgzHI/AAAAAAAAAhU/ZMhfYXZcDeA/s1600/Festas-de-Santo-Antonio-criancas-preparam-o-trono-e-o-peditorio-1909%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616952250181143666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4lDLwjIIelA/TfNsT8hgzHI/AAAAAAAAAhU/ZMhfYXZcDeA/s200/Festas-de-Santo-Antonio-criancas-preparam-o-trono-e-o-peditorio-1909%255B1%255D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Stº António, diz-se, que é conhecido como o protector dos pobres, do auxílio na busca de pessoas ou objectos perdidos e, amigo nas causas do coração, nomeadamente no auxílio às moças solteiras a encontrar noivo. Nasceu, em Lisboa, no dia 15 de Agosto de 1195, e morreu, em Pádua (Itália), aos 36 anos de idade.&lt;br /&gt;Lisboa está cheia de testemunhos do Santo António. Mas o maior, é a igreja, de seu nome, situada na freguesia onde nasceu. Foi destruída pelo terramoto de 1755 e, reconstruída 10 anos mais tarde. Para quem não saiba, a sua construção foi financiada, em parte, pelas doações entregues pelos pobres às crianças de Lisboa que, andavam pelas ruas pedindo um tostãozinho para o Santo António. Razão pela qual, o chão da capela esteja coberto de moedas. Hoje, é muito raro, no bairro mais popular que seja, ver uma criança a pedir umas moedas para as gulosices ou para enfeitar o trono do Santo e, provavelmente as meninas solteiras já não lhe pedem um namorado.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se eu fosse o cravo vermelho&lt;br /&gt;Que trazes sobre o teu peito&lt;br /&gt;Por muito que fosse velho&lt;br /&gt;Não te guardava respeito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As festividades da cidade desenvolvem-se por vários dias, mas é na noite de 12&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vGEjpt-4rrE/TfSvoNo9XXI/AAAAAAAAAhk/v78gAc2zOWo/s1600/Marcha_Benfica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617307740628934002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-vGEjpt-4rrE/TfSvoNo9XXI/AAAAAAAAAhk/v78gAc2zOWo/s200/Marcha_Benfica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; para o dia 13 de Junho, o feriado municipal em honra do Santo, que se verifica maior frequência da população nos arraiais montados pelos bairros populares, onde os vasos com os manjericos enfeitados com cravos e pequenas bandeiras de papel, ostentam frases/rimas bem populares, que se esgotam nas mãos das vendedeiras. &lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E, dançando ao som das músicas dos quintetos, ou ouvindo o fado aqui-e-ali, os populares não perdem a oportunidade nestes dias de comer, servido na malga de barro e, bem quentinho, o caldo verde, as sardinhas assadas em cima do pão e, as fêveras de porco assadas na brasa, tudo regado com vinho a granel, sangria ou cerveja, depois de assistir, ou não, na Av. da Liberdade, ao desfile das marchas populares dos principais bairros de Lisboa e, ao fogo-de-artifício lançado dos barcos estacionados no rio Tejo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Contam os entendidos que as Marchas Populares no País têm como exemplo, as marchas que o povo francês, no final do sec. XVIII, realizava em Junho. A estas marchas que chamavam “marche aux falambeaux” tinham como objectivo celebrar a tomada da Bastilha. O povo francês, transportando archotes acessos na mão, dançava ao som das fanfarras. Com as invasões napoleónicas – a Marche aux Flambeaux – o povo português assumiu o costume e, passou a chamar-lhe a - Marcha ao Flambó -. Só que em vez de archotes acesos usava balões de papel enfiados num pau. No ano de 1932, em Lisboa, foram incluídas nas festividades em louvor de Stº António.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cravo, manjerico e vaso/E uma quadrinha singela/Tudo lhe dei, não fez caso/Pronto, não caso com ela.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-4867273268848438047?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/4867273268848438047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=4867273268848438047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4867273268848438047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4867273268848438047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/06/proposito-das-festividades-de-lisboa.html' title='A PROPÓSITO DAS FESTIVIDADES DE LISBOA'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qts3ds5k50w/TfNsF0WBl9I/AAAAAAAAAhM/OcxzQWeSgRI/s72-c/1245258711495_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-832431120607128230</id><published>2011-02-23T15:46:00.012Z</published><updated>2011-02-25T11:06:00.388Z</updated><title type='text'>HISTÓRIAS DO MEU BAIRRO DAS FURNAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8gDHTppZuNs/TWZgvSFgBCI/AAAAAAAAAgs/ftbWdTLlEhc/s1600/Furnas.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 206px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577251553969964066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-8gDHTppZuNs/TWZgvSFgBCI/AAAAAAAAAgs/ftbWdTLlEhc/s400/Furnas.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;    SACOLA DE PANO Á TIRICOLO PARA APRENDER JUNTAR AS PRIMEIRAS LETRAS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu morava na Rua dos Plátanos. Rua situada ao fundo, do lado este, do meu Bairro das Furnas. A &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;minha escola primária era fronteira à da escola das raparigas, por detrás da capela.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esta igrejinha estava situada no ponto mais elevado deste meu Bairro. O seu acesso passava por subir uma longa escadaria feita com pedras de calçada de cor branca. Ladeada por vários ciprestes de delicado trato pelo jardineiro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um outro&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-csScr4wUazs/TWUzffSSfHI/AAAAAAAAAfU/hwdd1qXb0aw/s1600/santa%2Bnostalgia%2Bo%2Blivro%2Bda%2Bprimeira%2Bclasse%2B001_thumb%255B2%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 154px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576920329635396722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-csScr4wUazs/TWUzffSSfHI/AAAAAAAAAfU/hwdd1qXb0aw/s200/santa%2Bnostalgia%2Bo%2Blivro%2Bda%2Bprimeira%2Bclasse%2B001_thumb%255B2%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; acesso à escola era subir por um carreiro junto às hortas que começava no terreno que chamávamos de “campo de futebol”. Era um espaço existente do lado esquerdo, por detrás e um pouco além do Sal&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ão de Festas. É hoje ocupado por prédios um pouco antes do chamado Bairro dos Sargentos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No ano de 1952, no meu primeiro ano de aulas, recordo que a escola dos rapazes tinha 4 filas de carteiras, comportando as turmas da 1ª, 2ª, 3ª e da 4ª classe.&lt;br /&gt;Recordo ainda que a secretária da mestra estava colocada num estrado que me parecia muito alto. Na parede, por detrás desta secretária, uma ardósia também enorme, não chegando, q&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;uando chamado a prestar exercícios, os meus pequeninos braços, mesmo em bico de pés, ao meio desse quadro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como a recordo a jovem e bonita professora, sobretudo quando a sua face se apresentava rosada não só por irritada com os seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DISCIPLINA E ESTUDO NA ESCOLA DO MEU BAIRRO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em tempos idos, era habitual dizer-se quando uma criança revelava uma atitude&lt;br /&gt;de rebeldia e se a pretendia rectificar com uns açoites, estes eram justificados pela frase “de pequenino é que se torce o pepino”. Na maior parte das vezes resultava.&lt;br /&gt;Corria o ano de 1954. A primavera chegara. No final das aulas, os alunos das turmas da 1ª,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; 2ª e 3ª classes, sequencialmente e de forma ordeira, lá iam saindo. A professora, como de costume, assistia de pé, posicionada e vigilante na frente da sua secretária.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O… “até amanhã senhora professora”… era acompanhado, de quando em quando, com um aceno de cabeça da mestra, em jeito de concórdia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O interesse dos rapazes com a passarada nesta época do ano, não raras as vezes equipad&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;os com as fisgas, visco e na procura dos ninhos, deu razões à professora para que os alunos da turma da 4ª classe ficassem mais um pouco na aula e sentados.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A mestra pretendia anunciar que, no dia seguinte seriam feitas perguntas sobre a importância e o comportamento das aves, procedimentos insertos num dado texto do livro d&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;e leitura para esta classe.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Recomendara bastante o seu estudo, uma vez que iriam reler este importante texto e seriam feitas perguntas às quais a turma tinha que prontamente responder.&lt;br /&gt;Todos os rapazes saíram satisfeitos. A lição escolhida pareceu-lhes fácil&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QNTBg_qlyMA/TWU0NIIEthI/AAAAAAAAAfc/ROk0aS13Dck/s1600/santa%2Bnostalgia%2Bo%2Blivro%2Bda%2Bprimeira%2Bclasse%2B002_thumb%255B4%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 159px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576921113692517906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-QNTBg_qlyMA/TWU0NIIEthI/AAAAAAAAAfc/ROk0aS13Dck/s200/santa%2Bnostalgia%2Bo%2Blivro%2Bda%2Bprimeira%2Bclasse%2B002_thumb%255B4%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;. De pássaros e dos seus comportamentos não havia ninguém quem melhor os conhecessem. Consequentemente, o estudo da lição e as recomendações da senhora professora foram colocados como algo desnecessário por certezas mais que evidentes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No dia seguinte, a mestra, no tempo do questionário verbal sobre a lição re&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;comendada no dia anterior, apenas teve tempo para fazer a primeira pergunta, o resto do tempo foi destinado e ocupado por uma série de 3 reguadas em cada mão dos alunos da 4ª classe. Castigo infligido, pelo raciocínio &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ora confirmado, de que ninguém tinha estudado a lição como ela recomendara.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas que pergunta foi feita que os seus alunos da 4ª classe não souberam responder, ou melhor, que eles responderam rápido… mas erradamente? Simplesmente…de como se chamava…&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;a fêmea do pardal…! A que todos “sabiamente” responderam…”pardala”…! Quando na verdade deviam ter respondido…pardaleja ou pardaloca...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Pardala” não constava da lição nem sequer existia (existe) no dicionário da língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO ÓDI&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O AO OLEO FIGADO DE BACALHAU…&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem não se lembra daquela mistela castanha a que davam o nome de óleo fígado de bacal&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;hau. O óleo fígado de bacalhau, era servido numa colher da sopa na cantina escolar antes das refeições dos alunos e, era tido e considerado como complemento alimentar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ao contrário de muitos outros alunos da minha escola, felizmente eu não passava fome! Os meus pais, muito pobres, procuraram sempre que o seu menino tivesse, em termos de alimentação, o melhor que a vida lhes permitia dar, mas longe de dispensarem as refeições que a escola oferecia aos seus alunos.&lt;br /&gt;Se &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;era um facto que a sopa ingerida na escola era na grande parte das vezes bem-vinda, já não o era o óleo fígado de bacalhau.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como eu recordo o sacrifício de tal ingestão. Quantas tentativas falhadas para fintar a contínua “carrasco” por tais obrigações. O processo alternativo era rapidamente comer de seg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;uida 3 ou 4 colheradas da sopa servida, caso contrário os vómitos acompanhados de um ou dois estalos não se faziam esperar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;…AO ENCANTO PELOS JOGOS DO FUTEBOL &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="http://animacao.paginas.sapo.pt/desporto/futebol/futebol04.gif" /&gt;Marcante também foi a “festa da rija” por derrotados em duas frentes!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como já acima se disse, o nosso “campo de futebol”, estava situado em paralelo com a Rua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; da&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;s Furnas, logo abaixo da colina onde a escola se situava, por detrás do Salão de Festas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A nossa equipa era constituída por alunos da 4ª classe e estava a perder com os eternos rivais alunos do Pedro Santarém.&lt;br /&gt;O empenho era tanto que mal ouvíamos a contínua Palmira&lt;br /&gt;…meninos venham para cima…! …meninos venham para cima…!&lt;br /&gt;Pois há muito que o horário, marcado para as aulas no período da tarde, tinha sido ultrapassado.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ao lado da contínua Palmira a mestra já com as faces ruborizadas, com o cabelo enrolado em jeito de carrapito, de bata branca com mãos atrás das costas, assistia incrédula à indisciplina dos seus alunos da 4ª classe que, muito tristes, a pouco e pouco, desistiam de jogar desmotivados, por um lado, pela impossibilidade de recuperar os golos sofridos e, por um outro lado, pelas consequências disciplinares que se adivinhavam, às quais já não podiam fugir.&lt;br /&gt;Nesse dia, a maior parte de nós sujos e suados, nem sequer tivemos a oportunidade de nos sentarmos nas carteiras. E para exemplo dos prevaricadores e sob o olhar atento dos alunos das restantes turmas as reguadas mais uma vez foram postas em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RETRATOS DA VIDA DE UMA PROFESSORA QUE ADORO E QUE JAMAIS A ESQUEÇO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas quem era, quem é esta professora que eu adoro e que já mais esqueço?&lt;br /&gt;A professora Maria Helena, em recentemente encontro no Centro Comercial das Amoreiras, em Lisboa, onde esteve presente um outro seu antigo aluno – o José Fernando - também ele professor jubilado e licenciado em Pintura, deu para saber que esta amorosa personagem, já considerada por mim morta, é natural de Lisboa da Freguesia de S. Cristóvão. Se bem que tenha crescido e vivido, durante praticam&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_00OSygRBSA/TWU1Fw-mh_I/AAAAAAAAAfk/Z-JIG3t0MA8/s1600/4classe_int4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576922086731319282" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_00OSygRBSA/TWU1Fw-mh_I/AAAAAAAAAfk/Z-JIG3t0MA8/s200/4classe_int4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ente toda a sua vida, na freguesia de Santa Isabel, lá para os lados de Campo de Ourique.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esta Mulher que me ensinou a juntar e a interpretar as letras, que eu adoro, não devo nem a quero esquecer. Por grato e motivado pelas boas recordações da escola do meu Bairro das Furnas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A professora Maria Helena que já me deu a possibilidade de a recordar em outros escritos, nasceu em Julho no ano de 1927. Seus pais, para que a sua única filha pudesse concluir o magistério primário, tiveram que a emancipar aos 18 anos de idade. Em Outubro do ano de 1946, já professora, com 19 anos de idade, foi colocada por concurso, na escola primária do Bairro das Furnas. Local onde dedicou toda a sua vida a ensinar a ler e a escrever os rapazes deste “seu” bairro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hoje, com 84 anos de idade, não perdeu a vivacidade e firmeza que lhe conheci enquanto jovem. Já alguns traços de rugas na face bem vincados são certos, com aquele cabelo branco que outrora não estava ali. Aos meus olhos, vejo-a irradiar saúde e felicidade. A sua memória, ao relembrar os rapazes das suas aulas, fez inveja a este seu antigo aluno e certamente ao companheiro também presente na conversa, o José Fernando.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-832431120607128230?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/832431120607128230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=832431120607128230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/832431120607128230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/832431120607128230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/02/historias-do-meu-bairro-das-furnas.html' title='HISTÓRIAS DO MEU BAIRRO DAS FURNAS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8gDHTppZuNs/TWZgvSFgBCI/AAAAAAAAAgs/ftbWdTLlEhc/s72-c/Furnas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6961986413550561047</id><published>2011-02-06T09:27:00.015Z</published><updated>2011-02-19T19:08:14.174Z</updated><title type='text'>ERA DAS MOÇOILAS MAIS BONITAS E OS SEUS OLHOS AZUIS ERAM OS ÚNICOS NA SUA ALDEIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU59F4mnKjI/AAAAAAAAAd8/BYYehS1mrL8/s1600/GEORGINA1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; FLOAT: left; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570527329151035954" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU59F4mnKjI/AAAAAAAAAd8/BYYehS1mrL8/s200/GEORGINA1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nunca precisei da luz do luar para ver a estrela que havia em ti.&lt;br /&gt;Nunca precisei da luz do dia para ver a tua imagem pura da mulher que me gerouComo me sinto feliz por conservar saudades da minha Mãe.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Era um encanto os olhos da Senhora minha mãe.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Os olhos da vossa avó/bisavó a todos &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;encantavam por onde &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;passava, direi mesmo que eram a sua “marca d’àgua”. A vossa avó/ bisavó era uma mulher de personalidade muito forte, trabalhadora, mas sacrificada na vida. Adorava os filhos, procurando sempre ultrapassar as adversidades da vida que, foram muitas, para que nada lhes faltassem. Para os outros, com quem vivia de perto, havia sempre um dichote brejeiro. Era &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;muito galhofeira, todos a adoravam &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;naquele v&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;elho Bairro das Furnas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ainda não há &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;muito tempo, quando di&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;rigia palavra a uma sua vizinha no bairro dizia vaidosa a minha &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;irmã vossa tia…Este é o filho da “Tia Georgin&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a” … Ah pois é! Responde a sujeita depois de me reconhecer…Oh Ra&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ul que saudades eu tenho da tua mãe, parece que a estou a ver no Carnaval, mascarada e divertida com todos…&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A vossa avó/bisavó, era pequenina na estrutura física, mas a sua forma de estar na vida era de desenvoltura e de audácia no enfrentar dos problemas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Seus olhos eram azuis cor do céu! A sua neta mais velha – Madalena – foi a única que teve a benesse desta herança genética. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Quanto eu mais a olhava, mais encantado ficava com o brilho que aqueles olhos azuis irra&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;diavam. Quando comigo zangada, que muito acontecia, os seus olhos um nada entortavam, mas não perdiam a sua beleza. Esta mulh&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;er nascida e criada na c&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;hamada zona saloia, em re&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;dor de Lisboa, mais propriamente em &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Montachique. Era a mais nova dos 9 irmãos (4 rapazes e 5 raparigas)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;. Morreu há 24 anos no Hospital Curry Cabral, &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;em Lisboa, com 82 anos de idade.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;I – A VIDA NA ALDEIA DE MONTACHIQUE&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nasceu em 1905. Seus pais, Joaquim Lourenço e Damascena dos Santos, deram-lhe o nome de Georgina dos Santos. Baptizaram-n&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a na Igreja Matriz de Fanhões, no Concelho de Loures. Não foi à escola. A família vivia muito pobre. Comiam&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570521421129731138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU53t_gkTEI/AAAAAAAAAc8/7J05TgLLJr4/s200/lavadeira1.bmp" /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; do que o t&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;erreno baldio lhes dava.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;As moçoilas, suas irmãs, lavavam e “coravam ao sol” as roupas dos senhores da grande cidade.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A vida da vossa avó/bisavó é-lhe madrasta desd&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;e mu&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ito nova. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Com 9 anos de idade, em 1914, estoira a 1ª Grande Guerra Mundial, a falta e o racionamento dos be&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ns de primeira &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;necessidade começa a ser uma evidência muito forte. Três anos mais tarde, incorporado no primeiro contingente de soldados port&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ugueses, vê partir da sua terra natal, para a guerra na região da Flandres francesa, um dos seus irmãos. Os outros três são sucessivamente chamados para servir o regime militar obr&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;igatório mas já não foram à guerra. Dois outros irmãos (um rapaz e uma rapariga) de forma dramática desi&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;stem de viver ainda muito jovens.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ainda criança, já lavadeira como as demais raparigas na terra, lavava &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a roupa num&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a ribeira por perto. Ficava encantada quando chegava o dia de a&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;uxiliar o carrego das trouxas, com as suas irmãs, para as galeras que as levavam a um dos paradeiros da cidade, mais propriamente ao Poço do Borratem, junto à Praça da Figueira, onde pernoitavam, tendo por companhia, por perto, os animais que as transportavam.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;II – O ABANDONO DA SUA TERRA NATAL E O ENCONTRO COM A CIDADE&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A vossa avó/b&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;isavó era das raparigas mais bonitas de Montachique. Era a única, com os olhos &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;da cor do céu. Aos 22 anos apaixona-se. Dessa paixão, aos 23 anos, nasce o pr&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;imeiro filho, o Fernando, hoje já falecido. Ao confrontar-se a ficar mãe solteira, dado que o seu enamorado negou perfilhar o rapaz e a&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ssumir as responsabilidades do matrimónio, desgostosa, resolve abandonar a sua aldeia com o intuito de conseguir, na cidade, m&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;elhores oportunidades de trabalho com vistas ao sustento do seu filho, entregando-o temporariamente aos cuidados e à responsabilidade dos seus pais. E com a bênção destes, parte para Lisb&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;oa nas galeras que transportavam as trouxas. Já na cidade, valeu-lhe &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;uma outra moçoila de cor preta, serviçal de um capitão, a quem há muito recebia e e&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ntregava, no paradeiro, a roupa da casa deste oficial.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A Antónia, assim se chamava a sua amig&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a, ao ver a vossa avó/bisavó sofredora &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570521694536264354" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU5396Bw6qI/AAAAAAAAAdE/Jv4XKUP-Ga0/s200/aldeiadaroupabranca_1b.jpg" /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;e chorosa, logo se prontificou a ajudá-la e a interceder junto do militar superior. Sendo que, nesse mesmo dia, a Dª. Georgina, ficou a ser colega desta sua grande amiga, na casa deste capitão, lá para os lados das Amoreiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Esta li&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;nda&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; “criada de servir” de olhos azuis cor do céu, não passou despercebida a um rapa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;z moreno e bem pa-&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;recido que, da&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;va pelo nome de Adriano P&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ica Sinos, vosso avó/bisa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vô, também morador na mesma freguesia de Stª Isabel. Daqui a levá-la para a barraca que construiu ou alugou no Casal do Louro nº 30, na Estrangeira &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;de Cima, em Alcântara, foi um ápice. E, No ano de 1933, já com 28 anos de idade, para agregar ao seu companheiro e ao regressado, há muito, seu filho Fernando, já com 5 anos d&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;e idade, presenteia-os com o nascimento de uma outra criança, a minha irmã/vossa tia Helena.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;III – OPERÁRIA, A VIDA SOCIAL E FAMILIAR&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mais tarde faz-se operária na “Fábrica das Colheres”, no 200 da Rua da Junqueira, às Janelas Verdes. Um acidente, com a máquina de moldar o estanho, marca-a para toda a vida. “Esqueceu-se” de retirar da guilhotina o dedo indicador da mão direita. Sendo certo que esta deficiência não a coibiu, após sair da fábrica, ser servente, com a função de partir pedra para as calçadas e passeios de Lisboa, numa das pedreiras em Alcântara.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;No ano de 1935, estoira a guerra civil de Espanha. Em consequência dificilmente os parcos escudos que os vossos avós/bisavós recebiam, mal chegavam para adquirir os ali&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;mentos necessários para o sustento da família. Com a manutenção do racionamento dos alimentos imposta pelo governo, a vida complica-se ainda mais. O seu filho – Fernando – contrai a doença do peito (tuberculose) e, é novamente entregue aos cuidados da avó materna, a Dª. Damascena dos Santos, em Montachique.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em 1939, o desgosto mais uma vez se instala na família. O Manuel Custódio, um outro filho da avó e do avô Adriano, morre de uma pneumonia aos 5 meses de idade. A mágoa é enorme e, como as desgraças não fossem suficientes, ao vosso avô/bis&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;avô, é-lhe diagnosticada a doença de esclerose múltipla.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;I&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;V - MUDAM-SE OS RUMOS, MUDAM-SE AS VONTADES&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Dois anos mais tarde, por via da atribuição de uma casa de renda social ao vosso avô/bisavó, que era cabouqueiro e funcionário público da C.M.L., a D&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;. Georgina, com o seu co&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;mpanheiro e com a menina filha do casal, deixa a barraca, em Alcântara, para passar a viver no Bairro da Quinta da Boa Vista, em Benfica.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570524788326120610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU56x_SvvKI/AAAAAAAAAdc/Q2eWscUpnWk/s200/Furnas.JPG" /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Aos 36 anos de idade, em 1 de Junho de 1941, contrai o matrimónio na igreja de Benfica. E, quando em 1942, consegue emp&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;rego na Comissão Reguladora do Laboratório dos Produtos Químicos e &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;F&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;armacêuticos, ao Calhariz de Benfica, como servente e lavadeira, obviamente deixa a fábrica e o partir da pedra para outros.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Porém nem tudo é melhoria. A doença do seu companheiro, aliada à pobreza que afecta a todos os trabalhadores, sobretudo em Lisboa, constata, verifica, que o seu marido, vosso avô/bisavô, elege o vinho como “bom analgésico” para as dores que trás no corpo e, quiçá ”permitir-lhe o esquecimento” das am&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;arguras do dia-a-dia. O constante “bambole&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ar no andar” começa a ser preocupante. A D. Georgina sofre e muito.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;De todo o modo a vida continua. Em 1945, a 13 de Dezembro de 1945, contrariamente ao que a vossa avó/bisavó pensara ser um mioma (tumor benigno no &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;útero), por inchasso crescente na barriga, era uma nova gravidez, neste caso o vosso pai/avô, Raul Pica Sinos.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A família aumentava e as condições de habitabilidade dão-se por insuficientes. Então foram criadas as condições para junto da C.M.L. concorrer a uma nova casa social, com mais uma divisão (T3), num bairro de casas desmontáveis, recentem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ente construído, na Quinta das Furnas, bairro esse que ficava junto ao Jardim Zoológico – o que veio a acontecer em Outubro de 1948 –.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;V - MELHORAM AS CONDIÇÕES DE HABITABILIDADE, MAS AS DA VIDA TARDAM&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;É muita a dureza do trabalho. Pela madrugada, às 05.30 horas, co&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;meçava os seus afazeres com a limpeza no Laboratório ao Calhariz de Benfica. Acabadas as tarefas, quando chegava a casa, por volta do meio-dia, fazia o almoço para a família. Às 15.00 horas, no lavadouro social do bairro, começava a faina das&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 131px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570526631119371170" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU58dQO5O6I/AAAAAAAAAd0/7Ecp4mEHg3E/s200/Lavadouro.bmp" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;lavagens, do estender e do apanhar, depois de seca, a roupa e os atoalhados q&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ue trazia do laboratório. Já noite tinha lugar o cozinhar. Depois do jantar, não raras as vezes, ficava silenciosa, sentada/debruçada na mesa pela noite dentro. Era visível o seu sofrimento pela má sorte na vida, quer por via da dureza profissional, quer por via dos afazeres domésticos.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Não obstante os dias passam! O vosso avô/bisavô começava, com o agravar da doença (esclerose multiplica), cada vez mais a encontrar na bebida “agasalho” para as tristezas do seu dia-a-dia. Situação que motivava grande desgosto à D. Georgina. Originando, com muita frequência, discussões e desavenças &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;deveras complicadas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Os pobres não tinham alternativas, procuravam esquecer os “amargos na boca” e as mágoas, conforme a vida lhes permitia. Contudo e com o crescimento da família, a pouco-e-pouco, a vossa avó/bisavó, procurando fugir ao entristecimento, organizava, a custo, a lida da casa com vistas a viverem o melhor que podiam.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em 1949, casa com 16 anos de idade, a sua filha Helena. Em 1951, nasce a sua 1ª neta – Madalena. Quatro anos mais tarde, nasce uma 2ª neta – Gina. Ainda em 1955, por razões de melhores condições de habitabilidade, a sua filha Helena, deixa o bairro das Furnas. Em 1958, com 13 anos idade, o seu filho Raul passa a trabalhar na Robbialac Portuguesa. A casa da vossa avó/bisavó fica mais vazia e, desta oportunidade, reivindica e consegue um quarto só para si. Passa a dormir sozinha.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;VI – COMO NAS MOEDAS, TAMBÉM A VIDA TEM DUAS FACES &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A vossa avó/bisavô, para desanuviar as tristezas que a assolam, desafiada pelas suas grandes amigas e vizinhas da mesma rua do Bairro – a Ilda dos “Óculos”, a “tia” Carolina, a Rosa, a Esperança, a Mª do Carmo, entre outras, inscrevia-se, com o marido e o filho Raul, em passeios que, eram pagos em prestações pecuniárias ao&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; longo do ano. Estas excursões eram sobretudo ao norte do país e tinham como duração de 5/8 dias de viagem. Eram no verão, nos poucos dias de férias que se conseguia. A maior parte das refeições eram confeccionadas junto das camionetas que as transportavam que eram da pertença da Cooperativa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-sgelMjKHFL0/TWAUCXEJzyI/AAAAAAAAAe8/arn7p1QTo0s/s200/ilda0001.jpg" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 196px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575478369468403490" /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; Lisbonense de Chauffeurs – “Palhinhas”. As dormidas do pessoal, eram dentro ou fora das mesmas, enrolados em mantas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Outros motivos de regular distracção da D. Georgina e amigas, sobretudo da Ilda dos “Óculos e da Esperança, também eram, nas noites de verão, algumas “saltadas” à Feira Popular, localizada à época, no Parque José Maria Eugénio, na Praça de Espanha. A barraca dos “espelhos” era visita obrigatória. Esta barraca provida de espelhos que deformavam o corpo, também estava equipada com altifalantes para o exterior, permitindo ouvir, a quem passava, o ga&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;rgalhar no interior. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;As risadas destas “folionas” eram tantas que não raras as vezes, outras entravam para se juntarem à “festa”.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Também pelo Carnaval a vossa avó/bisavó não perdia um dia da folia. Sempre mascarada, por vezes com a farda do trabalho do marido, com a vassoura pelas costas. Enfiava na braguilha uma cenoura, fazendo rir a bom rir quem por ela passava. Como aquela gente a adorava. Sobretudo a juventude que a cumprimentava sempre com um beijo.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mas nem tudo eram sorrisos. A doença do vosso avô/bisavô agrava o seu estado de saúde físico e mental. É dado como incapaz para o trabalho. No ano 1962, pela força, é &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;internado no hospício do Telhal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;VII – CHORAM-LHE OS OLHOS AO VER PARTIR O SEU “MENINO” PARA A GUERRA&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em Março do ano de 1966, já com 61 anos de idade, a sua coragem enfraquece quando vê o filho Raul ingressar nas fileiras do exército. Um ano mais tarde, mais propriamente em Abril de 1967, ao saber que o seu “menino” está mobilizado para a Guiné, corre ao encontro do Mário para que este interceda junto de alguém (?) com vistas a anular a guia de marcha para a guerra. Sem êxito.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O Mário era preto e bem constituído! Era funcionário público, desconhecendo o autor em que serviço estava colocado e o que fazia. Era filho da Dª Antónia, sua grande amiga e colega enquanto criada de servir. Foi esta sua amiga que valeu à Dª. Georgina por ocasião do abandono da sua terra natal quando moçoila. A Dª. Antónia, também já vivia no Bairro das Furnas, na Rua dos irmãos Nina e Lélé, mesmo ao lado &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;do revisor da CP, o Sr. Caixinha.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O Mário, filho mais velho da Dª. Antónia, também chamava de “mãe” &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;à vossa avó/bisavó. Ao que se julga saber, tal carinho advinha de acontecimentos em períodos passados quando ele, miúdo, a visitava na barraca em Alcântara. A vossa avó/bisavó possuía um “par” de galinhas e uma cabra da qual extraía o leite para a família. Quando o Mário dizia que tinha fome, &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;deixava-o mamar nas tetas da cabra até se saciar. Gesto que nunca esqueceu por agradecido.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;É no cais de Alcântara, que mais uma vez os seus lindos olhos azuis choram de tristeza. Este cais, outrora local de giro, em algumas tardes de domingo, com a sua filha Helena, é agora palco para ver muitos meninos partirem para a guerra. E o seu vai também. A dor mais uma vez se instala naquele corpo pequenino e já ligeiramente curvado da idade.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;VIII – RUA DOS PLÁTANOS Nº 14, UMA CASA CHEIA DE SAUDADES&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;À D. Georgina, já há muito é uma mulher reformada. O seu marido está internado na Casa de Saúde do Telhal sem recuperação possível. O seu “menino” está lá muito longe na guerra colonial. Vale-lhe como companhia a sua amiga Dª. Esperança, as vizinhas da sua rua dos Plátanos e a gata – a Zaruca –. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Visita assídua da casa passa também a ser também uma jovem de 20 anos, a Mª Emília, hoje vossa avó, e à época namorada do seu filho Raul e sua futura nora, trazendo-lhe, de quando em quando, as notícias em cartas que chegam da Guiné. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-Zrp1EbjGHIU/TWAPs3-SEXI/AAAAAAAAAes/l80ZJiogb1k/s200/geog%2Bzoo0001.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 158px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575473602298515826" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em 1968, mais p&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ro&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;priamente no mês de Dezembro, o corpo do marido passa a descansar em &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;paz no cemitério de Benfica. E como de desgraças já bastassem, para sua distracção, começa a ser visita assídua do Jardim Zoológico. Distribuindo, aqui-e-ali, pedaços de pão, já duro, pelos animais, sendo-lhe atribuído pela Direcção do Zoo um cartão de benemérita, o que lhe permitia entrar no recinto, no horário das visitas, sem nada pagar.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mas embora mais velha, a vida vai mudando felizmente para melhor. Em Março de 1969, o seu menino Raul regressa, são e salvo da Guiné. E os preparativos para o casamento do seu filho agora regressado, não se fizeram esperar. No dia 5 do mês de Maio desse mesmo ano acontece festa rija na aldeia do Pombalinho, lá para os lados da Golegã. A sua nora, a Mª Emilia, Uma das suas “filhas da terra” opta por casar na sua pequena capelinha. Ao contrário do que aconte&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ceu no casamento da sua filha Helena, a presença da D. Georgina, foi bem notada em toda a cerimónia. Desta vez a confecção da boda e do abrilhantar das mesas coube a outros.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;IX – NETAS, BISNETOS E UMA NOVA CASA&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A sua filha Helena já lhe tinha dado 2 netas, a Madalena e a Gina, que a amiúde a visitavam no seu velho Bairro das Furnas. O seu filho Fernando, a viver no Bairro de Stª Cruz em Benfica, também já tinha contribuído para o aumento da família ao dar-lhe 2 netos e 2 netas – o Amadeu, a Fernanda, o Fernando e a Cristina. Faltava agora o seu rapaz que, casado, saiu de sua casa para ir viver um pouco mais acima, no Calhariz de Benfica, na antiga casa dos seus compadres, dizendo a D. Georgina, não poucas as vezes…não quero morrer sem ver os filhos do meu Raul... Prece que foi atendida por muitos bons anos.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;3 Anos mais tarde, no ano de 1972, nasce a primeira neta filha do seu Raul, &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-bDM1qMB-AfE/TWASTa7bXKI/AAAAAAAAAe0/BABoRP3rkAs/s200/Geog%2BSofia0001.jpg" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575476463540067490" /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a Ana Sofia, vossa mãe (do Luís e da Inês) e tia (da Lara). Neta que não a viu só nascer como a ajudou a criar, ficando inclusive à sua guarda durante e no horário em que os pais trabalhavam. Também a acompanhou durante 2 anos no trajecto da ida e no regresso à escola primária do velho Bairro das Furnas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Há muito que se falava da construção de um novo Bairro das Furnas. O velho bairro, construído com paredes de lusalite cinzentas, foi inaugurado em 1946. Era tido como um “bairro provisório de casas desmontáveis”. Provisoriedade que só cerca de 30 anos mais tarde acabou, realojando-se por fases os moradores. Agora, no ano de 1976, os/as prédios/casas de construção em cimento e de tijolo, no primeiro grupo de moradores a ser realojado a sul do bairro, a D. Georgina estava incluída, ficando doravante aos cuidados da sua filha Helena, agora com ela novamente morar. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Corria o ano de 1978, quando a sua neta Madalena lhe dá a primeira bisneta, a Susana. Em 1979, cabe a vez da sua neta Gina de lhe dar mais um bisneto, o José Pedro, não parando, como natural, a família deixar de aumentar. Em 1980, do seu filho Raul, nasce mais uma menina, a Catarina.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Quando alguém perguntar quem foi a vossa avó/ bisavó, digam que foi uma das raparigas mais bonitas da sua aldeia natal e a única com os olhos azuis cor do céu. Digam que foi uma mulher pobre, sacrificada mas honrada na vida. Foi uma mulher de personalidade muito forte e trabalhadora. Adorava os filhos, netos e bisnetos. Morreu a 19 de Março do ano de 1987, no “Dia do Pai”, que descanse em paz. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;As fotos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A D. Georgina com 36 anos. Um grupo de lavadeiras (Google). A galera do filme Aldeia de Roupa branca transporte da roupa. Uma panorâmica do velho Bairro das Furnas. O Lavadouro do velho Bairro das Furnas do Livro “O Meu Bairro das Furnas”. A D. Georgina com a Ilda dos óculos. A D. Georgina no Jardim Zoológico. A D. Georgina com a neta Sofia&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;________________________________________________________________________________________&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6961986413550561047?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6961986413550561047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6961986413550561047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6961986413550561047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6961986413550561047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2011/02/era-das-mais-bonitas-e-os-seus-olhos.html' title='ERA DAS MOÇOILAS MAIS BONITAS E OS SEUS OLHOS AZUIS ERAM OS ÚNICOS NA SUA ALDEIA'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/TU59F4mnKjI/AAAAAAAAAd8/BYYehS1mrL8/s72-c/GEORGINA1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-2705566406258011668</id><published>2010-08-29T09:03:00.008+01:00</published><updated>2011-11-06T19:46:14.530Z</updated><title type='text'>BAIRRO DAS FURNAS VII</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mh50B5xz0HA/TrbjSM3qmNI/AAAAAAAAAj0/ptVdsQqydBc/s1600/Furnianos%2BNA%2BFURNAS%2B2011%2B048.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671970682551572690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-mh50B5xz0HA/TrbjSM3qmNI/AAAAAAAAAj0/ptVdsQqydBc/s320/Furnianos%2BNA%2BFURNAS%2B2011%2B048.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,51,51);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;… PARTIR O RIPADO Á AMÉLIA… NÃO SE FAZ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte a minha de não partir no canastro o que quer que fosse. Já assim não aconteceu com (o ripado) a Amélia. Que em monumental “chavascal”, fez do acontecimento noticia de “1ª página” no meu Bairro das Furnas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triciclo era de modelo inglês, encontrado no lixo pelo meu pai. Com a intenção de o restaurar responsabilizou um homem dado à bricolage. Pai da minha sobrinha Madalena e meu cunhado. Deu-o como presente, já quando pronto, a esta sua 1ª neta, tinha ela 3 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triciclo, aos meus olhos e a muitos outros olhos dos rapazes do meu Bairro das Furnas, sobretudo aos da minha rua, era lindo. Era estonteante a vontade de o conduzir, em possui-lo. Não havia muitas crianças no Bairro que tivessem o privilégio de terem triciclos e, como aquele muito menos. Era o único modelo existente. Tinha o assento comprido pintado de vermelho, as rodas eram grandes e estavam pintadas de preto. A roda da frente era mais alta que as detrás e, entre estas, sobre o eixo que as seguravam, também pintada de vermelho, estava fixada uma tábua com sítio próprio para a colocação dos pés, permitindo aos miúdos mais crescidos a opção de utilizarem tal “velocípede” com uma maior velocidade, comparativamente aquela que tinham a pedalar na posição de sentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapazola, já na escola&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/THoVHLSaDhI/AAAAAAAAAb0/HgwZ4KmxNMk/s1600/Bicicleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510740307074485778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 325px; HEIGHT: 295px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/THoVHLSaDhI/AAAAAAAAAb0/HgwZ4KmxNMk/s320/Bicicleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, 3 ou 4 anos mais velho da idade da minha sobrinha, o período da tarde era dado a brincadeiras. Aproveitando, sempre que possível, pela hora da sesta da menina, furtar despercebidamente tal “velocípede”, no intuito, com a malta mais chegada, desenvolver acções de destreza e de mestria, em velocidade, nas ruas do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo o modo, é sabido que os triciclos, mesmo grandes que fossem, não tinham travões. Os “espigadotes” quando os utilizavam e necessitavam de parar deixavam de pedalar ou em alternativa, se a velocidade fosse maior, a solução era forçar os pés à “roçadura” pelo asfalto, ou mesmo forçar o seu estatelamento na “pista” quando os pés estavam descalços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O habitual “velódromo” era na rua que começava junto ao Centro Social e terminava, uns metros antes do ripado do quintal da Amélia, no início da rua dos Choupos, no lado Este do bairro. Rua com uma inclinação considerável, sobretudo at&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/THoVYrnxF9I/AAAAAAAAAb8/gkag6eHWCDg/s1600/choroes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510740607811786706" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/THoVYrnxF9I/AAAAAAAAAb8/gkag6eHWCDg/s320/choroes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;é meio. Do lado direito da via existia uma pequena faixa de terra com chorões plantados. A cor destas plantas era amarela ou rosa. A seguir, em paralelo com a plantação dos chorões, existia uma sebe cuja altura variava entre 3 a 4 metros, com ramos erectos, pendentes e cobertos por espinhos que davam como “fruto” uns grãos de vermelho vivo (Pyracanta) que ao mastigá-los depressa eram cuspidos pelo amargo de boca que faziam, mas indispensáveis para as “batalhas” de arremesso através dos pequenos tubos de ferro. Esta sebe servia de vedação às hortas e aos viveiros de jardim que, o Sr. Zé, sob orientação do Fiscal Costa, cuidava primorosamente, sendo que os chorões, serviam de escape para travagens do “velocípede”, sobretudo, na hora das provas, quando a “pista era invadida” por alguns passantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.Mesmo assim, para que a velocidade não fosse tão vertiginosa, o local das partidas &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/THoVrq-rf1I/AAAAAAAAAcE/-uLZaBDi95g/s1600/piracanta_fru.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510740934056968018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/THoVrq-rf1I/AAAAAAAAAcE/-uLZaBDi95g/s320/piracanta_fru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;começavam a meio dessa rua, no espaço que dava acesso à rua dos “Lés-Lés” e onde morava também o Sr. Caixinha que era revisor da CP. Ficando situada a meta no final dessa rua, mais propriamente no cotovelo que dava acesso à Rua dos Choupos. Hoje essa rua dá pelo nome de Costa Mota e a Rua dos Choupos, passou a ser o Largo Calouste Gulbenkian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que uma das vezes a adrenalina estava no auge. Este rapaz vaidoso e seguro da sua mestria e destreza na condução de tal veículo, entendeu colocar a partida no ponto mais alto da descida. E não contente pediu, aos demais que o assistiam, que o empurrassem até se perderem na corrida do acompanhamento. E mais não digo, a não ser que não consegui fazer a curva em cotovelo para a Rua dos Choupos, estatelando-me, claro está, no ripado da Amélia. E não queiram saber o sururu que foi na minha casa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O desenho do triciclo é da autoria&lt;br /&gt;Do autor. As fotos das planas são&lt;br /&gt;Retiradas do Google &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-2705566406258011668?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/2705566406258011668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=2705566406258011668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2705566406258011668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2705566406258011668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2010/08/bairro-das-furnas-vii.html' title='BAIRRO DAS FURNAS VII'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mh50B5xz0HA/TrbjSM3qmNI/AAAAAAAAAj0/ptVdsQqydBc/s72-c/Furnianos%2BNA%2BFURNAS%2B2011%2B048.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-4642151842561172933</id><published>2010-05-01T14:04:00.022+01:00</published><updated>2010-06-12T22:48:10.834+01:00</updated><title type='text'>NÃO HÁ SAUDADE QUANDO SE ESQUECE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9woj6IU6XI/AAAAAAAAAac/SdRI17882j8/s1600/digitalizar000122.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466288645085653362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9woj6IU6XI/AAAAAAAAAac/SdRI17882j8/s320/digitalizar000122.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Há muito que procuro redigir sobre meu pai. Tenho escrito algumas linhas soltas, enquadradas em contextos diferenciados, mas é tempo de o fazer mais e detalhadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vosso Bisavô, Avô e meu Pai – Adriano Ferreira Picasinos, era um homem alto, cabelo preto encaracolado, pele morena, de bigode em “^” cheio e de corte fino, com o rosto sempre barbeado. Era um homem formoso e bem-parecido, de poucas falas mas observador. Respeitador e apreciado por quem que com ele convivia de perto. Amigo da verdade e tolerante até se reconhecer. A vida deu-lhe inteligência e responsabilidades que soube assumir, mas não a alfabetização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsável pela minha existência, a saber, por duas razões. Uma; obviamente pela co-responsabilidade da gravidez de minha mãe. A outra; porque a sua mulher, com dois filhos nos braços ainda crianças (Fernando e Helena) e pelas adversidades da vida à data (1945), não estava pelos “ajustes” que a vontade do Adriano, seu homem e companheiro da sua vida, se concretizasse com minha existência neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - PARTE COM OS BOLSOS VAZIOS CARREGADO DE DESGOSTO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Entre a data do seu nascimento, 23 de Novembro de 1898 e 30 de Setembro de 1919, data da incorporação militar no Regimento de Infantaria nº 7, em Setúbal, muito pouco se sabe e, na família, já não existe quem se lembre bem ou saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustenta o Arquivo Distrital de Leiria, por fotocópia Paroquial, que o Sr. Adriano nasceu pelas 3 horas da manhã, no Casal da Faniqueira, na freguesia da Batalha no Distrito de Leiria e foi baptizado, a 12 de Dezembro de 1898, na Paróquia local da sua naturalidade, recebendo os apelidos apenas do seu pai Joaquim Ferreira Picasinos, proprietário. A sua mãe chamava-se Francisca Santana, agricultora e era natural do Casal do Alho. Os seus avós paternos tinham os nomes de Manuel Ferreira Picasinos e Maria Tomásia e os maternos Luís Carreira Frazão e Maria Santana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê a sua mãe morrer de pneumonia aos 8 anos de idade. Seu pai, desgostoso por tal infortúnio, isola-se no seu quarto e recusa-se a comer, situação que lhe valeu a morte dias mais tarde. Fica órfão em conjunto com os dois irmãos mais novos. A irmã mais velha (Júlia), já casada, fica responsável pela custódia e pela tutoturia dos menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o vosso Bisavô, Avô e meu Pai, parte da sua terra natal, aos 21 anos de idade, para responder à chamada da vida militar obrigatória, carrega grande desgosto ao aperceber-se que os bens deixados pelos seus progenitores foram vendidos, com a argumentação, falsa, que a venda dos terrenos justificou-se para pagar as dívidas então deixadas pelos pais. Dividas que sabia serem inexistentes, reclamando dos tutores o valor das suas partes, 7 jeiras (1 jeira 0,2 Hect.) dos terrenos existentes na localidade, de um terreno existente junto ao Pinhal de Leiria e duma várzea cuja localização ora se desconhece. Mas sem êxito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses passados, sabe que a sua irmã mais nova, desiste de viver e, que o seu irmão sai do país a “salto” para o Brasil, voltando só a vê-lo uma única vez cerca de 25 anos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - UMA CARREIRA MILITAR ALGO FRUSTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingressado a 30 de Setembro de 1919, no Regi- mento de Infantaria nº 7, na cidade de Setúbal, quando acaba a recruta, a 17 Março de 1920, é colocado como soldado d&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wpNANf4_I/AAAAAAAAAak/ex0hdWn01Mo/s1600/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466289351092593650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wpNANf4_I/AAAAAAAAAak/ex0hdWn01Mo/s320/digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;e 2ª classe no Batalhão nº 2 da GNR, em Lisboa. A 17 de Julho do mesmo ano, como soldado de 1ª classe, passa a prestar serviço no Batalhão nº 3 da GNR, em Évora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confrontado com o reduzido tempo da obrigatoriedade da prestação militar, a consequente passagem à disponibilidade, sem certezas na vida futura, reunindo as condições exigidas (robustez, firme, solteiro, e de boa morigeração e conduta) aproveita a possibilidade dada nesta instituição militar para a incorporação de soldados voluntários. E um ano depois, 01 de Junho de 1921, é considerado alistado e colocado na Secção de Adidos, em Lisboa, com contagem de serviço desde a data do pedido a 27 de Junho do ano de 1919. É destacado por um curto período na Ilha da Madeira, e recolocado mais tarde no Batalhão nº 2, em Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saber pelo registos disciplinares na respectiva Caderneta, a vida militar não estava no seu horizonte: 7 Guardas disciplinares, 6 dias de detenção e 10 de prisão e algumas multas em dinheiro por não se apresentar à revista militar, (amnistiado pela Lei nº 1629 de 15/07/1924). Tais punições correspondem às seguintes actuações: por pouco vigilante no Posto da Guarda, por proferir palavras obscenas e um oficial por perto ter ouvido, por falta de limpeza nas botas e nas correias e por se ter apresentado, no quartel, depois de ter provado o vinho novo, em demasia, nas tascas a caminho. Castigos demasiado severos e desmotivadores para um jovem que procurou dar o seu melhor ao serviço da Guarda e da Pátria. Hoje, a verificarem-se tais situações, não têm o mesmo peso disciplinar que o regime militar defendia à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa à disponibilidade, como soldado, em 09 de Junho de 1922, com a obrigatoriedade de se apresentar periodicamente à revista militar. Agora, morador na Rua das Amoreiras nº 89, na Freguesia de Stª Isabel em Lisboa, a melhor sorte que encontrou neste ano, foi com a “criada de servir” de nome Georgina, que prestava as suas obrigações na residência de um oficial da instituição em que o Adriano se voluntariou. A D. Georgina, foi a sua mulher de sempre e mãe dos seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - DA G.N.R. PARA FUNCIONÁRIO&lt;br /&gt;DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saído da G.N.R. consegue colocação como assalariado fora do quadro de efectivos na Câmara Municipal de Lisboa. Aguardou cerca de 8 anos o concurso para entrar no quadro do pessoal. O que só veio a acontecer por despacho em 08/12/1930, então com a categoria profissional de Cabouqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extracção de pedra para a construção civil e obras públicas e para o fabrico de cal, era uma indústria há muito &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wqCwLMYWI/AAAAAAAAAas/uD3oGibWNvI/s1600/barracas+2.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466290274500895074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wqCwLMYWI/AAAAAAAAAas/uD3oGibWNvI/s200/barracas+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;tempo em expansão na zona de Alcântara. Esta freguesia estava, também por via de outras fábricas, a industrializar-se rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ganhar mais uns escudos, o vosso Bisavô, Avô e meu Pai, depois do trabalho na Câmara Municipal, ainda trabalhava na pedreira, com a função de manipulador de explosivos com vistas aos rebentamentos das encostas. Igualmente, depois de prestar serviço na “Fábrica das Colheres”, na Rua Janelas Verdes, à Junqueira, acompanhava-o a D. Georgina, sua mulher, tendo como função, igual a outras mulheres, partir as pedras que vinham a ser empregues nas calçadas na cidade de Lisboa. A vida é-lhes madrasta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Casal do Louro nº 30, Estrangeira de Cima, em Alcântara, arrenda ou constrói uma casa feita com chapas de zinco. Em 1933 regozija-se com o nascimento de uma menina, sua filha, minha irmã e vossa tia Helena. O Fernando, filho de uma outra relação da vossa Bisavô, Avó e minha Mãe, transporta com ele uma doença pulmonar e, com vistas à sua reabilitação, é entregue à sua avó materna, Dª. Damascena dos Santos, residente em Montachique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - REPUDIAR O COMUNISMO E TODAS AS IDEIAS SUBVERSIVAS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;PARA MANTER O VINCULO À FUNÇÃO PÚBLICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A serra de Monsanto coberta por searas e pasto para o gado assume, com a ar&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wqts4ttdI/AAAAAAAAAa0/V49zxZYBNI4/s1600/BRONZE.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466291012352456146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 105px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wqts4ttdI/AAAAAAAAAa0/V49zxZYBNI4/s200/BRONZE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;borização em 1934, o nome Parque Florestal do Monsanto. A edilidade onde o vosso Bisavô, Avô e meu Pai já era funcionário do quadro de efectivos, associada à filosofia da Lei da Casas Económicas de Salazar, com vistas a acudir à mísera situação dos habitantes dos bairros de lata que proliferavam pela cidade e, ainda para responder ao realojamento dos seus fu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWR_s9wnII/AAAAAAAAAOU/WWGODbcUFSw/s1600-h/a+eu+e+a+eugÃ©nia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;ncionários, que também viviam em barracas, constrói nas periferias deste Parque, e em outros locais da cidade, um conjunto de bairros de construção definitiva e, outros, com o nome de “casas desmontáveis” de duração limitada a “meia dúzia de anos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em 1937, foi-lhe “oferecida”, pela Câmara Municipal de Lisboa, uma casa situada no então Bairro do Alvito, na freguesia de Alcântara. A renda mensal era de 300 escudos. Não pôde aceitar. O aluguer da casa era superior ao ordenado da sua categoria profissional. Nem somado com ordenado da D. Georgina, sua mulher, poderiam aguentar tal opção de vida. O sustento da família estava em primeiro lugar. A barraca no Casal do Louro, construída com chapas de zinco, sem luz e água, continuou a ser a “casa” de eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1939, ao cabo de 3 anos, termina a guerra civil de Espanha, mas começa a 2ª Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Aumenta, no país, a procura dos alimentos. O racionamento dos mantimentos de primeira necessidade intensifica-se. A fome também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wrAQ5cqQI/AAAAAAAAAa8/4-Ysx1T6ijo/s1600/MEDALHA+PRATA.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466291331256854786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 96px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wrAQ5cqQI/AAAAAAAAAa8/4-Ysx1T6ijo/s200/MEDALHA+PRATA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A 20 de Agosto do ano em referência, para que vosso Bisavô, Avô e meu&lt;br /&gt;Pai pudesse manter o vínculo à função pública, teve que confessar numa declaração escrita por outrem, aludindo a Constituição da República de 1933, ser sua honra repudiar o comunismo e todas as ideias subversivas. Esta declaração, pelo facto do Sr. Adriano ser analfabeto, foi assinada a rogo por 4 testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aos demais pobres da cidade, a vida não lhe sorri. A vida é-lhe madrasta. São desgostos atrás de desgostos, tristezas atrás de tristezas. O Manuel Custódio, filho do casal, muito desejado, morre de uma pneumonia aos 5 meses de idade. Como não fossem desgraças suficientes, é-lhe diagnosticado o princípio de uma doença que dá pelo nome de esclerose múltipla. E o vinho passa de prazenteiro às refeições, para começar a manifestar-se-lhe um “bom analgésico” para dores que assolam o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - TER UM TECTO SÓ NA CONDIÇÃO DE CASADO&lt;br /&gt;E RESPEITADOR DOS “BONS” COSTUMES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de Janeiro de 1941, com a construção do Bairro &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wsjhMzELI/AAAAAAAAAbM/-aL8GwkUKxM/s1600/BOA+VISTA+2.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466293036440031410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wsjhMzELI/AAAAAAAAAbM/-aL8GwkUKxM/s320/BOA+VISTA+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;da Quinta &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wrmDcvhKI/AAAAAAAAAbE/XK9-79orj_8/s1600/FotoSketcher+-+A6188.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;da Boavista, na freguesia de Benfica, um bairro de “casas desmontáveis” feitas de lusalite, no outro lado da serra, e propriedade da C.M.L., veio resolver-lhe o problema da habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, o Sr. Adriano tinha declarado que não poderia aceitar a casa no Bairro do Alvito porque a renda era elevada. Registava o cadastro de pessoal da C.M.L. que tinha 2 filhos. Que não era casado, mas com a condição de ser seu propósito. Homem trabalhador e respeitador dos “bons” costumes do Estado Novo, ou seja: estavam criadas as condições para poder habitar uma casa tipo T2 no citado bairro que se dizia, à época, ser de “construção provisória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa, equipada com mobília de sala e quartos, tinha uma renda acessível (80$00/mês), mas a localização, obrigava todos os dias, para o pegar ao trabalho na zona de Alcântara, percorrer, a pé, uma distância de cerca de 4 km, por caminhos serranos de trajectos muito difíceis. Acompanhava-o na ida e no regresso, a sua mulher e a menina, sua filha, que frequentava a instrução primária na escola da Tapada da Ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1 de Junho de 1941, para responder aos compromissos, contrai, aos 42 anos de idade, o matrimónio com a mulher da sua vida; a D. Georgina dos Santos, mais nova de idade 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se, no mesmo dia, o baptizado da sua filha Helena. As cerimónias realizam-se na Igreja de Nª Srª do Amparo de Benfica. Foram testemunhas do casamento gente que não conhecia; o Conde de Bonfim, casado, proprietário e Presidente da Junta da Freguesia de Benfica. José Neves, casado e empregado da Igreja e ainda Laura Costa Cabral, viúva, proprietária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI - AUMENTA A FAMILIA&lt;br /&gt;MUDAM OS LOCAIS DE TRABALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os melhoramentos das condições de habilidade; a casa, com sala de entrada, que também servia de cozinha, dois quartos, casa de banho com água corrente e luz eléctrica em paralelo com o horário da iluminação pública, e na circunstância com as novas funções profissionais da sua mulher, o Sr. Adriano procura dar novo rumo à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em rigor, no ano de 1942, a D. Georgina ganha a oportunidade de lavar roupa para famílias abastadas; E, através destas, é admitida &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9ws7PVvSmI/AAAAAAAAAbU/wvLEyW0YkH4/s1600/rega.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466293443962554978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9ws7PVvSmI/AAAAAAAAAbU/wvLEyW0YkH4/s200/rega.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;como servente de limpeza e lavadeira das roupas, panos e toalhas servidas nos ensaios laboratoriais, na Comissão Reguladora dos Produtos Químicos e Farmacêuticos, no Calhariz de Benfica. A menina, a vossa tia Helena, conclui no ano a seguir a escolaridade obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 2ª guerra mundial está no auge, embora Portugal não participe com o envio de tropas, contribui, para a Alemanha de Hitler, com minério (volfrâmio) e com géneros alimentícios de toda a qualidade, faltando aos filhos da nação todos produtos de primeira necessidade em especial: o arroz, o açúcar, o macarrão, a farinha para o pão, as batatas, o feijão, o azeite, etc. O sabão, o carvão e o petróleo eram “luxos” muito caros. Passavam-se horas nas filas para conseguir as senhas de racionamento; O contrabando proliferava. As pequenas hortas que o Sr. Adriano cultiva, nas fossas junto ao bairro, e no quintal na frente da sua nova casa, eram uma dávida nestes tempos de fome e miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1943, constroem-se ruas e avenidas no eixo Benfica – S. Sebastião da Pedreira. Pela madrugada procede-se à recolha dos lixos domésticos. Seguem-se as lavagens com agulheta. Durante o dia varrem-se os lixos que se acumulavam nas zonas de passeio. O vosso Bisavô, Avô e meu Pai, agora com a função de cantoneiro e em reforço do pessoal da limpeza, é colocado no Posto de Limpeza e Regas de Benfica. O tempo de trabalho são em 10 horas por dia, mas permitiu acabar com as caminhadas na serra de Monsanto, em direcção a freguesia de Alcântara.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;A dureza do trabalho não lhe trás receios, mas sim dores musculares e na cabeça. Tal sofrimento, que é muito, é em parte apaziguado pela acção das ventosas, que a D. Georgina lhe colocava nas costas. No entanto pelas manhãs, a ingestão do bagaço e também do vinho, começava a ser mais frequente por ser a opção escolhida para o alívio de tais maleitas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas do mal, o menos. A sua única filha (Helena), aos 12 anos de idade, consegue, nesta época de enorme escassez e carência de trabalho, colocação na Fábrica das Bonecas e Manequins. Nesta fábrica, existente na Rua Cláudio Nunes em Benfica, os escassos escudos que lhe pagam, vêm permitir ajudar a família nas míseras receitas salariais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano de 1945, mais propriamente no mês de Maio, a 2ª grande guerra acaba! Mas não acaba a fome e a miséria. Os géneros de primeira necessidade haviam quase desaparecido. O povo, sobretudo na grande região de Lisboa, manifesta-se contra o racionamento do pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto no final do ano em referência, mais propriamente a 13 de Dezembro, existem motivos para grande satisfação na casa do Sr. Adriano. A sua mulher, a D. Georgina, dá à luz um outro filho a quem lhe atribuem o nome de Raul. Começa, então, a haver razões acrescidas, para concorrer a uma nova casa com mais uma divisão (T3), num bairro que ia ser construído na Quinta das Furnas, lá para os lados do Jardim Zoológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII - A VIDA NO NOVO BAIRRO&lt;br /&gt;DA QUINTA DAS FURNAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, em 04/10/1948, com os parcos utensílios de cozinha, roupas e pouco mais, transportados pelos seus próprios meios, foi, com a família, estrear uma nova casa tipo T3, vazia de móveis, na Rua dos Plátanos nº 14, no novo Bairro da Quinta das Furnas. Neste novo bairro, inaugurado em Maio de 1946, as condições de habitabilidade eram rigorosamente iguais ao Bairro da Boavista, com excepção da renda que era de valor mais elevado, 110$00/escudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade havia outras diferenças por via &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wtTA03lQI/AAAAAAAAAbc/tDvmNmv9sFw/s1600/2s923c0.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466293852383450370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wtTA03lQI/AAAAAAAAAbc/tDvmNmv9sFw/s320/2s923c0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;das imposições querem do foro ético quer moral. A organização social regente defendia, que os moradores que administravam no bairro das Furnas, tinham níveis económicos e morais superiores, comparativamente com os diversos moradores dos bairros de “casas desmontáveis”. Pela negativa incluíam-se, os humildes e trabalhadores, moradores do bairro da Boavista. Certamente para justificar a obrigatoriedade do casamento civil procedido de católico, caso contrário, não eram socialmente bem aceites e a atribuição da casa era recusada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder, ou não a tais imposições, sobretudo do foro “ético”, em Fevereiro do ano de 1949, autoriza a sua filha Helena, então com 16 anos, a casar com o Fernando. O Fernando era manipulador de manequins e colega da Helena na Fábrica das Bonecas e Manequins em Benfica. Obviamente passou a habitar no quarto que é ocupado pela sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nos dias que se passavam, o Sr. Adriano, rodeado de dificuldades, mesmo nos períodos em que a bebida encobria as tristezas do seu dia-a-dia, procurou sempre ser respeitador e educado para com todos os vizinhos e colegas, em especial para com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pela primeira vez avô por nascimento, em Janeiro de 1951, da sua neta Madalena, vossa prima em 1º e 2º grau. Meses depois, o quarto de dormir do vosso Avô e Pai Raul, sofre modificações pela necessidade de se construir um boliche com duas camas, com vistas a uma delas acomodar o mais recente membro da família. A prole aumenta, em Janeiro de 1955, por nascimento de uma outra neta a quem lhe põem o nome de Gina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1952, regozija-se com a entrada do seu filho Raul, para aprender as primeiras letras na escola primária do bairro. Dois ou três anos depois é a vez do vosso Bisavô, Avô e meu Pai, ser chamado, após a jornada de trabalho, a frequentar as lições ministradas na escola primária existente em Sete Rios, visando responder às acções de combate ao analfabetismo dos funcionários da função pública. Mas sem sucesso, o seu estado de saúde já não lhe permitia compreender, nesta área, o que é que fosse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wtoKNQ1jI/AAAAAAAAAbk/nUKe4cclN9c/s1600/Adriano2.bmp"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466294215678940722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 109px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9wtoKNQ1jI/AAAAAAAAAbk/nUKe4cclN9c/s200/Adriano2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Os anos passam e a doença não o larga, pelo contrário, agrava-se o seu estado de saúde e é dado como incapaz para o serviço em Agosto de 1962. Internado na Casa de Saúde do Telhal, no Concelho de Sintra, despede-se do seu filho Raul, em Abril de 1967, quando este parte para a guerra colonial na Guiné-Bissau. O homem que não esqueço, morre a 08 de Dezembro de 1968. Foi vosso Bisavô, Avô e meu Pai. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Homem respeitador e apreciado por quem que com ele convivia. Homem amigo da família e tolerante com os demais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Homem que pugnava pela verdade. Homem que assumiu e cumpriu todas as responsabilidades até se reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1 de Maio de 2010&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Fotos: Albúm de família&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Caderneta Militar do meu pai&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Medalhas CML atribuidas ao funcionário e meu pai&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Outras Fotos: Google/C.M.L.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-4642151842561172933?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/4642151842561172933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=4642151842561172933' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4642151842561172933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4642151842561172933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2010/05/nao-ha-saudade-quando-se-esquece.html' title='NÃO HÁ SAUDADE QUANDO SE ESQUECE'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/S9woj6IU6XI/AAAAAAAAAac/SdRI17882j8/s72-c/digitalizar000122.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7666190689428684998</id><published>2009-12-15T21:06:00.005Z</published><updated>2009-12-15T21:13:55.956Z</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS - VI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7JGBAFxI/AAAAAAAAAaA/v_LK7XcAzAo/s1600-h/Nogueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415573210588518162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7JGBAFxI/AAAAAAAAAaA/v_LK7XcAzAo/s320/Nogueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333300;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A minha mana foi responsável pela minha protecção e educação, quando miúdo, no espaço e no tempo do trabalho dos nossos pais. Encontramo-nos de tempos-a-tempos, se bem que lhe telefone amiúde, para saber do seu estado de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rija como a nogueira, vencedora da mais cruel das doenças, sempre corajosa perante novas ameaças, mas a sua postura é triunfante. Sorridente, simpática, de coração sempre aberto, aos 77 anos de idade não deixou de ser uma mulher elegante e bonita. A sua presença e a sua beleza, registo com vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é natural do bairro, mas foram largos os anos que lá teve morada. Numa primeira vez, no velho bairro, por mais que uma década, em casa de minha mãe, com o seu marido e uma filhinha. Sai do bairro para uma casa nos Restauradores com melhores condições de habitabilidade, tempos mais tarde nasce-lhe mais uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos “voam” como flechas, as filhas casam e quando, na companhia do seu marido, regressa pela segunda vez para cuidar da nossa mãe, as casas que vieram substituir as do velho bairro, já estão prontas. Hoje, no bairro, mora sozinha com saudades dos que partiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul, onde vamos almoçar?&lt;br /&gt;Diz tu Lena!&lt;br /&gt;Olha; vamos ao Carvoeiro, come-se bem e não é caro.&lt;br /&gt;Interrogo-me com o nome deste restaurante, é-me familiar, mas nada digo e deixo-me conduzir pela rua de S. Domingos de Benfica que, dá acesso à Estrada de Benfica e ao Palácio Fronteira, onde funcionava a antiga Escola Comercial Pedro Santarém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu recordo o passado! Nesta rua, em frente à Leitaria do “Manel”, a drogaria já não existe. Mais abaixo o barbeiro também não. Mas a tasca do carvoeiro, que tinha atrás do balcão o taberneiro velho e chato, resistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me do tasco, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7WjHieaI/AAAAAAAAAaI/M2dQ7gkP03w/s1600-h/bairro20001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415573441738865058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7WjHieaI/AAAAAAAAAaI/M2dQ7gkP03w/s320/bairro20001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;quando era encontro de muitos trabalhadores que, nos finais dos dias e dos seus trabalhos, por ali confraternizavam, ou num qualquer jogo de cartas. Não só vendia vinho como tinha acoplada uma carvoaria que, mais tarde, com o desacostume do uso do carvão, foi convertida em “salão” de jogos dos matraquilhos. Hoje, apresenta o mesmo visual quanto à tasca, mas o espaço interior, o velho salão dos matraquilhos, foi transformado num modesto restaurante – Adega S. Domingos – o “Carvoeiro” como lhe chamam os que por lá moram há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado numa das mesas a saborear o ensopado de borrego, procurava responder à conversa com a minha irmã, mas ao mesmo tempo recordava com nostalgia, este espaço, outrora palco de grandes jogatinas. Nunca consegui meter os golos na baliza adversária como com a perícia do Beirão. E quando eu na defesa, este meu amigo, que não sei da sua sorte, fazia rolar as bolas entre os três primeiros jogadores e chutava-as, de tal forma rápida, que não conseguia aperceber-me de que lados entravam na baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e a minha heroína, confortados e de barriga cheia, subimos a Rua de S. Domingos em direcção ao Bairro. Na entrada, encontramos uma velhinha que me olha interrogada, mas de pronto esclarece a minha irmã. Este é o filho da Tia Georgina, é o meu irmão Raul. Pois é! Responde a sujeita que no mesmo tempo me dá dois calorosos beijos, não sem antes dizer - que saudades tenho da tua mãe - parece que a estou a ver no carnaval, mascarada e divertida com todos…hoje já nada disso se vê por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha frente vejo um prédio, que me parece uma torre. Outrora era o edifício da praça, que na sua frente tinha um ajardinado e um pequeno largo. No lado oposto um outro edifício onde funciona o Centro Extra Escolar e a Mocidade Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu me lembro da Carmen, que na praça vendia as frutas e as hortaliças!&lt;br /&gt;A Carmen era uma senhora alta e de viva voz.&lt;br /&gt;Anda cá Raul…leva isto que comprou a tua mãe…leva com cuidado filho, não estragues!&lt;br /&gt;Do lado esquerdo, mais uma banca de frutas e legumes. Por &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7q11y4II/AAAAAAAAAaQ/lVlpxTL-USg/s1600-h/bairro30001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415573790362099842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7q11y4II/AAAAAAAAAaQ/lVlpxTL-USg/s320/bairro30001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;detrás, a padaria e o talho. A pequena mercearia ficava no lado direito para quem entrasse na praça. O edifício era servido com 3 ou 4 degraus e 2 portas, largas e gradeadas, entre os pilares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em direcção à casa da minha acompanhante, paro no Largo que homenageia a D. Mª de Lurdes Pais Gomes, assistente social e mestra da Casa do Trabalho no bairro. Recordo as festas que me fazia quando na idade escolar. Tenho pena que ainda não se tenha alcançado igual reverência com as professoras primárias, em especial a D. Maria Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxergo a correnteza das casas existentes rua abaixo – Rua Costa Mota – outrora o sítio da horta e dos viveiros para jardim que o Sr. Zé (o jardineiro) cuidava diariamente. “Vejo”, em frente da sebe, algumas das ruas do velho bairro. No regresso ao passado, “vejo” no meu lado esquerdo, não as novas casas, o parque infantil, mas sim a rua onde morava o Sr. Caixinha, revisor dos comboios da CP e na parte de baixo o Rabaloto. Logo a seguir, a rua do “super-rato”, do Francisco Lambuças, e do barbeiro. “Vejo” a minha rua, a dos Plátanos e, já no fundo da correnteza, no princípio da Rua dos Choupos, “vejo-me” apoiado no ripado do quintal da Amélia. Hoje é Largo Calouste Gulbenkian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao despedir-me da minha irmã, deparo, com saúde, o Zé Silva e o Rabaloto. Chamei pela “Bigodes”, grande amiga da minha mãe e visitante assídua da minha velha casa. Não me ouviu ou não estava. Estará certamente para uma próxima visita, à minha querida irmã e às minhas origens.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Fotos: Com o devido respeito&lt;br /&gt;Do Bairro novo – Google Earth&lt;br /&gt;Do Bairro velho – Do livro O Nosso Bairro –&lt;br /&gt;Mª de Lurdes Pais Gomes e da Comissão de Moradores &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7666190689428684998?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7666190689428684998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7666190689428684998' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7666190689428684998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7666190689428684998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/12/o-meu-bairro-das-furnas-vi.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS - VI'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Syf7JGBAFxI/AAAAAAAAAaA/v_LK7XcAzAo/s72-c/Nogueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6811843361496839513</id><published>2009-11-15T17:24:00.010Z</published><updated>2009-11-15T19:18:21.753Z</updated><title type='text'>O MENINO, OS MÉDICOS, O JARDINEIRO E O GAFANHOTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7vWII07I/AAAAAAAAAZ4/MdnKNBhdPII/s1600-h/gafalhoto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404385237424198578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7vWII07I/AAAAAAAAAZ4/MdnKNBhdPII/s400/gafalhoto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vamos&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA6pnsVuhI/AAAAAAAAAZg/YAqsJcF5YJg/s1600-h/gafalhoto.jpg"&gt;&lt;/a&gt; deixá-lo aqui no parapeito da janela, disse o Sr. Joaquim. A lua quando chegar vai curá-lo e vais ver que, amanhã, quando te levantares e vieres espreitar o gafanhoto, ele já terá partido e, certamente a saltitar, pois foi curado pela lua por força do seu luar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;em&gt;Já passaram, muitos, muitos anos. Tinha cerca de 6 anos, quando fui atormentado por uma febre reumática, levando-me ao internamento, durante 2 a 3 meses, no Hospital do Rêgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal principiou por fortes dores na garganta, febre muito alta, grandes inchaços, não só na zona do pescoço mas por todo o corpo, acompanhadas por dores nas articulações, sobretudo nos joelhos, que me dificultavam no andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe preocupadíssima consultou o médico no Centro Social do Bairro, fornecendo-a de remédios, pois segundo o Sr. Dr., era uma amigdalite comum e típica nas crianças em idade escolar e nos adolescentes, só que, passados 3 dias, as maleitas e os inchaços no corpo, não apresentavam sinais de abandono, pelo contrário, agravaram-se, assim como se agravaram as dores, agora espalhadas por demais articulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre mãe, de profissão servente de limpeza, quando se apresentou ao serviço no Laboratório onde operava a Comissão Reguladora dos Produtos Químicos e Farmacêuticos, situado no Calhariz de Benfica, chorava de tristeza e de dor pelo infortúnio do seu menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As colegas, doutoras, ao saberem as causas de tal pranto, uma delas, a Dr.ª Maria de Lurdes de Vasconcelos, de imediato à fala com o marido que, era interno no Hospital do Rêgo, pede-lhe rápida consulta e, n&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7ECKFJUI/AAAAAAAAAZo/3-pJXcMJ-qM/s1600-h/Comiss%C3%A3o+Reguladora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404384493329261890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7ECKFJUI/AAAAAAAAAZo/3-pJXcMJ-qM/s320/Comiss%C3%A3o+Reguladora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as horas que se seguiram, o médico, já no Bairro, sentenciou e transportou o menino, com vistas ao seu internamento, de pronto, no hospital onde trabalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hospital do Rêgo, fundado em 1904, hoje Hospital Curry Cabral, estava (está) situado entre o Bairro Santos e as Av. Novas, paredes meias com a estação ferroviária do Rêgo. É uma das mais antigas unidades hospitalares do país, e sempre se distinguiu pela excelência do corpo clínico e pelo seu elevado grau de humanização e perfil tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As enfermarias, à época, eram térreas e rodeadas de jardins, sobretudo por canteiros arrelvados, bem tratados, aqui ali, neles plantadas roseiras e outras flores e ainda algumas árvores que me pareciam serem de frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internado com outros doentes com idades muito superiores à minha, não podia, receber visitas dos meus familiares. As visitas só eram feitas pela Dr.ª Vasconcelos e pelo marido, e este último, por força da sua especialização naquele hospital para doenças infecto-contagiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha a oportunidade, de quando enquanto, pela janela da enfermaria, aberta pelas manhãs, por um curto período de tempo, de ver ao longe, para lá dos jardins, o acenar da minha mãe que, sorridente e feliz me enviava, transportados pelo vento, beijinhos ora arremessados pelas suas lindas mãos já enrugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos poucos momentos que as janelas da enfermaria estavam abertas, também podia, não todos os dias, ver e chegar à fala com o Sr. Joaquim, o jardineiro e, acompanhar a sua arte no tratamento con&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7XMfYqvI/AAAAAAAAAZw/q0J0xLQNtQs/s1600-h/Pavilh%C3%A3o+do+antigo+Hospital+do+R%C3%AAgo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404384822520490738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7XMfYqvI/AAAAAAAAAZw/q0J0xLQNtQs/s320/Pavilh%C3%A3o+do+antigo+Hospital+do+R%C3%AAgo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;stante do canteiro ajardinado que, ficava logo abaixo do parapeito da janela. Ele respondia às minhas perguntas, sobretudo nos cuidados a ter com as roseiras, pois no quintal da minha casa, lá no Bairro, minha mãe também as tinha plantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses dias, quando no momento da faina do Sr. Joaquim, não gostei de ver este meu novo amigo esborrachar um gafanhoto que se alimentava, nas pétalas, numa das rosas. Eu adorava a bicharada e, era comum transportar em caixas de fósforos vazias; lagartixas, cigarras, besouros, gafanhotos e outros bicharocos que apanhava pelas árvores do bairro e mesmo fazer deles, com a restante miudagem, trocas por “bilas” e tampas de caricas, com vistas a engrossar o pequeno saco de pano que sempre me acompanhava nos bolsos das calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom homem, ao aperceber-se da minha tristeza, procurou desculpar-se, dizendo que não era sua intenção esborrachar o gafanhoto, mas sim fechá-lo na mão para me oferecer, mas com medo que fugisse, se tinha descontrolado na força ao apertá-lo. Acrescentando que não me preocupasse, pois ele voltaria a saltar e a voar, explicando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixá-lo aqui no parapeito da janela. A lua quando chegar vai curá-lo e vais ver que, amanhã quando te levantares e vieres espreitar o gafanhoto, ele já terá partido e certamente a saltitar, pois será curado pela lua por força do seu luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi. Pela manhã do dia seguinte constatei, satisfeito, que o gafanhoto tinha “abalado” e provavelmente já “curado”. Nunca mais vi, o Sr. Joaquim, a maltratar os bicharocos visitantes das suas flores, nos lindos jardins do hospital, que tão bem zelava.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagens e fotos:&lt;br /&gt;Do Hospital – Flickr/Yahoo&lt;br /&gt;Do Laboratório já desactivado – Paulo Ferro/cidadamialx/Google&lt;br /&gt;O Gafanhoto – Google/Desenhos animados&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6811843361496839513?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6811843361496839513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6811843361496839513' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6811843361496839513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6811843361496839513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/11/o-menino-os-medicos-o-jardineiro-e-o.html' title='O MENINO, OS MÉDICOS, O JARDINEIRO E O GAFANHOTO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SwA7vWII07I/AAAAAAAAAZ4/MdnKNBhdPII/s72-c/gafalhoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-4476265830767113977</id><published>2009-11-10T20:25:00.004Z</published><updated>2009-11-10T20:45:32.630Z</updated><title type='text'>O MEU CARRO DE LATA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;DIGAM LÁ SE NÃO TÊM INVEJA DOS SABERES E DO TEMPO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Onde vais? Dizia-me, da porta da entrada da casa, a minha mãe.&lt;br /&gt;Vou dar uma voltinha com o meu carro, respondi.&lt;br /&gt;Qual carro? Pergunta-me com a sua voz já com os decibéis acima do volume considerado normal.&lt;br /&gt;O carro de transporte que eu fiz – respondo quiçá meio feliz meio a medo, afastado quanto bastasse - mostrando-o dependurado pelo arame que lhe servia de volante, pois tinha dúvidas que os seus lindos olhos azuis, não ficassem arregalados e consequentemente as suas mãos “trabalhassem”, quando se abeirasse por perto do “engenheiro”, já com a construção pronta a rolar no asfalto da rua onde vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá cá o carro e vai ao vinho para o jantar do teu pai! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Uma bola de pano, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;num charco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um sorriso traquina, um chuto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Na ladeira a correr, um arco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O céu no olhar, dum puto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A taberna do Sr. Manuel ficava na entrada do bairro, mais propriamente num dos lados do Pavilhão da Praça e tinha ligação à mercearia que também era dele. O balcão era de mármore a todo o comprimento e dava-me, em altura, pelo pescoço. As pipas estavam &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnOek15jfI/AAAAAAAAAZI/q90gYWX5ZOU/s1600-h/caro+lata+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402576252688764402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnOek15jfI/AAAAAAAAAZI/q90gYWX5ZOU/s320/caro+lata+004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;encostadas às paredes, mesas e bancos não haviam dada a sua pequena dimensão. A restrição à entrada dos miúdos não acontecia, mas só era possível a permanência no tempo do atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De garrafa na mão, com meio litro de vinho para o jantar do Adriano, meu pai, venho em correria rua abaixo, pois não queria deixar de apresentar, enquanto era dia, o meu novo “modelo” de transportes de mercadorias aos outros putos do bairro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;As caricas brilhando na mão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A vontade que salta ao eixo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um puto que diz que não&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Se a porrada vier não deixo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mas em que consistia tal relíquia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este meu carro de “pesados” era construído com 4 caixas de latas de graxa redondas, que faziam de rodas ligadas em eixo, sendo o chassis composto por duas caixas de latas de conserva de atum rectangulares, tudo ligado por arame. Por fim levava à altura da barriga, uma gancheta às rodas dianteiras a fim de o poder manobrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro podia levar 3 caixas de latas de conservas, mas não mais, senão, “abarrigava” com o peso e, arrastava pelo chão. Era preferível fazer um atrelado, apenas com duas rodas a trás e engatado ao carro da frente, como qualquer TIR de hoje.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnOs0so5XI/AAAAAAAAAZQ/Q7cy-7bj5To/s1600-h/caro+lata+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402576497463059826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnOs0so5XI/AAAAAAAAAZQ/Q7cy-7bj5To/s320/caro+lata+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Duas das caixas da graxa que iam servir de rodas, foram-me dadas pelo Sr. Joaquim, o sapateiro, fruto das conversas em algumas tardes que, sentado no parapeito da janela que rasava o chão do passeio, o via na arte a trabalhar e na esperança que a graxa depressa se esgotasse.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Era muito pequena a oficina. Estava situada na Rua das Furnas, mesmo na entrada do bairro. Lá dentro, a um dos cantos, a máquina de cozer, de resto, as paredes eram cobertas de prateleiras com sapatos de sola (poucos), também de pneu ou borracha (muitos), outros devidamente restaurados, já usados, mas prontos para vender a gente certamente muito modesta. Os outros apetrechos eram: Facas bem afiadas, lixas, cola, escovas, bem como uma serie de sevelas que estavam devidamente penduradas. Uma lamparina para derreter as pomadas em barra, tintas e as graxas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;No caixote da graxa lá de casa fui encontrar duas caixas quase vazias, encontrando a solução para as duas rodas que faltavam. Na verdade raras eram as engraxadelas, os meus sapatos eram amarelos, de pele de vaca (?) curtida, os da minha mãe eram alpercatas, só o meu pai usava botas e era eu que as engraxava de quando em quando, mas com sebo, portanto era pouco provável, aos meus pais, darem pela falta das ditas cujas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnO60OuNeI/AAAAAAAAAZY/HOpq7wjd__0/s1600-h/caro+lata+007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402576737855747554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnO60OuNeI/AAAAAAAAAZY/HOpq7wjd__0/s320/caro+lata+007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As latas de atum foram fáceis de encontrar nas estrumeiras, problemático era desengordurá-las. Era com areia e sabão com o devido cuidado, senão os cortes nos dedos eram certos. Quanto ao arame, foi encontrado nas cercas dos quintais, nas ocasiões em que os vizinhos estavam “distraídos”, caso contrário os estalos eram a dobrar, do vizinho e lá em casa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Digam lá se não têm inveja dos saberes e do tempo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Parecem bandos de pardais à solta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os putos, os putos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ão como índios, capitães da malta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os putos, os putos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mas quando a tarde cai&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vai-se a revolta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sentam-se ao colo do pai&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;É a ternura que volta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E ouvem-no a falar do homem novo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;São os putos deste povo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A aprenderem a ser homens.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#333399;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quadras do poema - Os Putos de Ary dos Santos&lt;br /&gt;O carro é construção do autor em 2009. Em miúdo fazia melhor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-4476265830767113977?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/4476265830767113977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=4476265830767113977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4476265830767113977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4476265830767113977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/11/o-meu-carro-de-lata.html' title='O MEU CARRO DE LATA'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SvnOek15jfI/AAAAAAAAAZI/q90gYWX5ZOU/s72-c/caro+lata+004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6967117987503593626</id><published>2009-11-07T20:10:00.005Z</published><updated>2011-10-29T19:28:15.518+01:00</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS - V - QUEM BATE ASSIM LEVEMENTE, COM TÃO ESTRANHA LEVEZA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m1yAztmU-mo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m1yAztmU-mo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Zé Koi, era à data, um rapazola de 16, 17 anos e, já alguns trabalhava.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De um pedaço de neve fez um boneco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sabemos que nos invernos em Portugal é natural cair neve lá bem no norte do país e, quando mais agreste, o centro, também é animado por este fenómeno. Só em condições muito particulares é que os naturais das outras regiões têm a possibilidade de contemplar tal fascinio como exemplo, os da região do sul. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Também nas ilhas dos Açores (Ilha do Pico) e na Madeira (Picos: Ruivo, Torres e Areeiro),com regularidade, cai neve nas partes mais elevadas. Mas em Lisboa são necessárias condições atmosféricas de frio muito adversas para que os lisboetas tenham a oportunidade de apreciarem tal encanto. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A história que vou contar decorreu à 55 anos, no ano de 1954, foi tal forma marcante a surpresa que ainda hoje recordo em pormenor. Foi na manhã do dia primeiro de Fevereiro, quando o meu bairro das Furnas em Lisboa e o país acordou coberto por um manto de neve. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fui ver. A neve caía&lt;br /&gt;do azul cinzento do céu,&lt;br /&gt;branca e leve, branca e fria…&lt;br /&gt;. Há quanto tempo a não via!&lt;br /&gt;E que saudades, Deus meu! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De um punhado dela, o meu amigo Zé Koi, fez um boneco. Colocou tal feito no parapeito da janela do meu quarto. De seguida bateu nos vidros e escondeu-se no quintal, para que eu, miúdo, levasse a crer que a escultura era a causadora do feliz despertar. Eu nunca tinha visto cair neve, nem sequer na televisão, pois ainda não existia. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Zé Koi era, à data, um rapazola de 16, 17 anos, e já a alguns trabalhava. Pelos seus afazeres profissionais saía muito cedo e chegava já com as ruas iluminadas pela luz dos poucos candeeiros existentes. Morava na mesma rua onde eu morava, na Rua dos Plátanos, lá pró princípio, no nº 4. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olho-a através da vidraça.&lt;br /&gt;Pôs tudo da cor do linho.&lt;br /&gt;Passa gente e, quando passa,&lt;br /&gt;os passos imprime e traça&lt;br /&gt;na brancura do caminho… &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Zé Koi, era divertido mas algo reservado, foi educado pela sua mãe, junto com uma irmã, (creio que o seu pai morreu novo). Não dispensava grande atenção aos miúdos das outras ruas, ao contrário para comigo e para com os outros putos seus vizinhos. Concedia-nos grande empatia, talvez por sermos algo espevitado, reguilas, enfim miúdos de bairro, iguais a tantos outros que ali foram criados e cresceram, que logo a seguir à instrução primária, os seus pais os fizeram “saltar do ninho por prontos para voar”. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fico olhando esses sinais&lt;br /&gt;da pobre gente que avança,&lt;br /&gt;e noto, por entre os mais,&lt;br /&gt;os traços miniaturais&lt;br /&gt;duns pezitos de criança… &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Zé Koi, tinha umas mãos de artista, de “escultor”. A sua profissão era a de carpinteiro/marceneiro e gostava de construir barcos em madeira, e quanto aos “clássicos baptismos” não havia discursos, musicas ou garrafas quebradas nos cascos. Mas não pensem que não faltaram acontecimentos nas aguas das picotas das hortas, plantadas junto das linhas dos comboios. São outras histórias que um dia contarei. Até lá esperemos que este inverno a neve volte a cair em Lisboa. E quem se lembrar do Zé Koi, que complete mais a história deste furniano&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quadras do poema Balada de Neve/Gil Vicente&lt;br /&gt;vídeo da C.M.L. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6967117987503593626?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6967117987503593626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6967117987503593626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6967117987503593626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6967117987503593626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/11/o-meu-bairro-das-furnas-v.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS - V - QUEM BATE ASSIM LEVEMENTE, COM TÃO ESTRANHA LEVEZA'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7101230227355993096</id><published>2009-10-10T09:40:00.000+01:00</published><updated>2009-10-10T09:44:28.904+01:00</updated><title type='text'>Canção do Seixal</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/80mTfJRQyTM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/80mTfJRQyTM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7101230227355993096?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7101230227355993096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7101230227355993096' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7101230227355993096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7101230227355993096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/10/cancao-do-seixal.html' title='Canção do Seixal'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7168485013910068268</id><published>2009-07-10T19:38:00.000+01:00</published><updated>2009-07-11T10:18:13.119+01:00</updated><title type='text'>OS IDOSOS E OS OUTROS "VELHOS"</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SleNXYkTd8I/AAAAAAAAAYk/2HEJrDjnwgY/s200/Renato+Fogal+-+sem+abrigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356905714651723714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Acreditem que não foi difícil encontrar o “suporte” necessário para relatar, e, opinar, sobre a problemática da chamada 3ª idade neste país, chegando à conclusão, que são muito poucos os Idosos, com razões para darem Graças, por verem respeitados, honrados, na sociedade e na família, os direitos que lhes são justamente devidos no Outono da vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Os outros, os “Velhos”, a esmagadora maioria, sem “voz” para reclamarem, juntam velas, que acendem, ou não, rezando e implorando p’los &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;direitos que lhes são legítimos; na segurança económica, nas condições de habitação, na saúde, no convívio familiar e comunitário. Rezam, suplicam, protestam para que respeitem a sua autonomia pessoal, que lhes acabem com o isolamento e com a marginalização de que são vítimas. Direitos que lhes são constitucionalmente devidos e que tardam a encontrarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;No Largo do Martim Moniz, em Lisboa, encontro o Fernando (nome fictício), um sem abrigo que se estendia e, se aconchegava no “seu” cartão, para uma noite que ambiciona ser calma. Na improvisada cabeceira da sua “cama”, tem uma vela apagada. Murmurava quando lhe pergunto se esteve na guerra colonial. Não me respondeu, a sua meditação ia noutra direcção. Não sei se rezava, ou se reclamava por não ter acesso uma refeição, mesmo que fosse de qualidade deficiente? Uma fatia de pão? Umas sopas ou “algo” misericordioso que não conseguiu encontrar? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Insisto por uma resposta e, entre dentes, de olhar incisivo, diz algo que me pareceu ser “Guileje” ou “Guidaje”. Foi claro a pedir-me cigarros, ao que anui. Virou-me as costas e tapou-se de farrapos, não me pareceu digno continuar a insistir, ficando, eu, sem saber as causas que motivaram ou motivam tão miserável forma de estar. Pareceu-me revoltado, mas ao mesmo tempo (talvez) resignado, mas não acredito que o Fernando, (ou qualquer outro sem-abrigo), rejeite uma sociedade que tem a obrigação de proteger aqueles que são seus filhos, que rejeite o direito a uma vida digna (e merecida), enquanto “&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;percorrem a estrada” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;até ao dia da verdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Senhores, basta de olhar para o lado, fingindo que não vêem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(0, 51, 0);font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Estigma&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Filhos dum deus selvagem e secreto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;e cobertos de lama, caminhamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;por cidades, por nuvens e desertos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Ao vento semeamos o que os homens não querem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Ao vento arremessamos as verdades que doem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;e as palavras que ferem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Da noite que nos gera, e nós amamos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;só os astros trazemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;A treva ficou onde todos guardamos a certeza oculta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;do que nós não dizemos, mas que somos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-top: 12pt; line-height: normal;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;Foto de Renato Fogal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:8;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt;Poema Ary dos Santos&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7168485013910068268?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7168485013910068268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7168485013910068268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7168485013910068268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7168485013910068268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/07/os-idosos-e-os-outros-velhos.html' title='OS IDOSOS E OS OUTROS &quot;VELHOS&quot;'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SleNXYkTd8I/AAAAAAAAAYk/2HEJrDjnwgY/s72-c/Renato+Fogal+-+sem+abrigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-4328751678125980073</id><published>2009-06-25T09:33:00.000+01:00</published><updated>2009-06-25T10:31:14.032+01:00</updated><title type='text'>SEIXAL É ÚNICO NAS FESTAS DO S.PEDRO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM3UnrTmeI/AAAAAAAAAYE/7F-wc7qYa0g/s1600-h/bras%C3%A3o.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 100px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM3UnrTmeI/AAAAAAAAAYE/7F-wc7qYa0g/s320/bras%C3%A3o.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351181609633815010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;NAS FESTAS POPULARES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;Deste velho de barbas brancas, como identifica o poeta Fernando Pessoa, lembro-me, em miúdo, quando o tempo era propício a trovoadas, de tapar a cabeça com os lençóis por medo dos trovões, dizendo a minha mãe para não ter, porque o santo, lá no céu, estava numa de arrumar a “casa”. Aliás creio que muita da sua popularidade advém do “regozijo” ou da “culpa” que lhe é conferido pela ocasião das chuvas, na abundância ou por falta dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                                          &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Tu que diabo? És velho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;És o único dos três que traz velhice&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Às festas. Tuas Barbas brancas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Têm tudo contudo um ar terno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A que o teu duro olhar não dá razão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Parece que com essas barbas brancas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Por fenómeno de imitação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Pretendes ter um ar de Padre Eterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;Recordo também, na adolescência, nas festas populares da cidade da minha terra natal, o “queimar os últimos cartuchos”; quer nos bailaricos, quer no “saltar às fogueiras”. Eram as festividades que encerravam, o campismo selvagem lá para os lados da Trafaria, nos fins-de-semana, era a meta a seguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153); font-style: italic; font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;"&gt;Se há quem diga (bairristamente falando) que o Santo António está para Lisboa, e o São João está para o Porto, cabe-me dizer (morador no concelho à 38 anos) no São Pedro, Seixal é único. E quem com dúvidas houver, venham ver de como o Povo ribeirinho se esmera nas comemorações deste seu santo padroeiro, que também foi pescador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 153); font-style: italic; font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM3nRBwANI/AAAAAAAAAYM/KGu5gzCh4v4/s1600-h/marchas_populares+seixal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM3nRBwANI/AAAAAAAAAYM/KGu5gzCh4v4/s320/marchas_populares+seixal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351181929971450066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Cá está a Timbre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A espalhar a sua alegria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Traz o Manel e a Maria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Vem com cana e balões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Com a sua gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Vem dar volta ao arraial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;E a cantar dizer bem alto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Viva o Seixal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;As festividades, promovidas pela Câmara Municipal do Seixal, em honra do São Pedro, iniciaram-se, este ano, 10 dias antes do feriado municipal, para que os naturais, munícipes e visitantes, tenham  a oportunidade de participarem nos diversos arrais, nos “comes e bebes” e assistir a eventos como: animação de rua, teatro ao ar livre, na actuação das bandas filarmónicas, na mostra, todos os dias, do artesanato, ranchos folclóricos e ainda a animação dos músicos itinerantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Encontro de estátuas vivas, actuação de conjuntos musicais, a exemplo; UHF, Anjos, Banza. Outros artistas de nomeada tais como: Marco Paulo, Rui Bandeira, Susana Félix e o Mário Barradas a cantar Ary dos Santos. Fados e guitarradas no Largo da Igreja e o desfile da Orquestra de percussão – Toca a Rufar, espera-se que sejam momentos de grande regozijo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Igualmen&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM4Fjc0YvI/AAAAAAAAAYU/xcAiO6asyTA/s1600-h/seixal+canas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 181px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM4Fjc0YvI/AAAAAAAAAYU/xcAiO6asyTA/s320/seixal+canas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351182450312897266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;te a serem pontos altos, na véspera do dia de São Pedro, é os desfiles das marchas populares dos diversos bairros e freguesias, incluído neles as marchas, dos Reformados e a das Canas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;     Mas em que consiste a Marcha das Canas de que tanto gosta o povo do Seixal e, que parte dos músicos das centenárias Sociedades Filarmónicas; Democrática Timbre Seixalense e União Seixalense, entre outros, com muito bairrismo, primam, todos os anos, por abrilhantar tal evento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;     Dizem os mais velhos que era tradição, no dia que antecede o dia de São Pedro, após o baile popular, os resistentes, deslocavam-se com uma toalha branca ao ombro, na direcção da Quinta Grande, onde havia um chafariz e caniçais. Lavavam e limpavam a cara para depois atar as toalhas às canas, previamente cortadas, que erguiam, voltando pelo nascer do Sol, em marcha ao som da charangada, com o intuito de manterem bem vivas as festividades em honra do Santo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;     Dizer, para concluir, que hoje, o espaço dessa Quinta, só dá lugar ao nome e a empreendimentos habitacionais, contudo para que a tradição não morra, com o apoio da C.M.S., foi construído, creio que uma réplica do chafariz, na área da nova sede da Soc. Portugal Cultural e Desporto, na Arrentela, difícil é, por perto, encontrar um caniçal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Nota:&lt;br /&gt; Bibliografia&lt;br /&gt;Quadra do Fernando Pessoa&lt;br /&gt;C: M.Seixal,&lt;br /&gt;Soc. Filarm. D.Timbre Seixalense&lt;br /&gt;Quadra do Emílio Oliveira Rebelo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-4328751678125980073?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/4328751678125980073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=4328751678125980073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4328751678125980073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4328751678125980073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/06/seixal-e-unico-nas-festas-do-spedro.html' title='SEIXAL É ÚNICO NAS FESTAS DO S.PEDRO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SkM3UnrTmeI/AAAAAAAAAYE/7F-wc7qYa0g/s72-c/bras%C3%A3o.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-8695627069149104589</id><published>2009-06-18T22:23:00.000+01:00</published><updated>2009-06-18T22:35:35.140+01:00</updated><title type='text'>Oh meu lindo S. João</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SjqwvOXmQKI/AAAAAAAAAX8/UkcJEtowF5I/s1600-h/festa.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 190px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SjqwvOXmQKI/AAAAAAAAAX8/UkcJEtowF5I/s320/festa.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348781832813297826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUTILIZ%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUTILIZ%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUTILIZ%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Bem bonito que ele é&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Com os seus caracóis d’oiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;E seu cordeirinho ao pé&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Dizem que o São João é o santo que mais se festeja na Europa, e que durante muito tempo era dos três santos populares, que a igreja, por causa da sua fama de sedutor, menos confiava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Também se diz, que o Povo, ao São João, este também com a fama de casamenteiro, sempre lhe dispensou grande admiração, sobretudo nas camadas mais jovens. A popularidade, aproximação e veneração eram de tal ordem, que era comum ser tratado por tu, posição bem invulgar há época.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não era com menos a estima, afeição e respeito que ao Santo António e ao padroeiro dos pescadores, São Pedro, o Povo lhes dispensavam, razões mais que acrescidas para a cognominação de populares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;As festividades em honra do São João destacam-se pela sua sumptuosidade, e grandiosidade popular, sobretudo nas Cidades do Porto, de Braga, de Almada, de Guimarães, de Portimão e em muitas outras de norte a sul do país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;S&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;ão João vem ver as moças&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Bem bonitas que elas são&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Bem bonitas que elas são&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;São ainda mais bonitas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Na noite de São João&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando jovem, nos meses de Junho, por estas ocasiões, era como se diz …um virote… Não havia bairro ou arraial em Lisboa, que o rapaz não os abrilhantasse com a sua presença. No entanto por outras razões, há 2 datas bem marcadas, que por muitos anos que viva não as vou esquecer, é a sexta-feira do dia de 23 de Junho de 1972 e a terça-feira do dia 24 de Junho de 1980.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pelas 16 horas daquela sexta-feira, véspera de São João, do ano de 1972, nasce na Associação dos Empregados do Comércio, na Freguesia de S. Lourenço em Lisboa, a minha filha Sofia, e nessa mesma noite, “doido” de alegria, festejei tal acontecimento no arraial, num Largo ali bem perto, o da Graça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pelas 09 horas daquela terça-feira, dia de São João, mas 8 anos mais tarde, nasceu no Hospital de Stª Maria, na Freguesia do Campo Grande, a minha filha Catarina. Desta vez não fui para um qualquer arraial da minha cidade natal, na medida em que não só por razões dos festejos dos anos da filha Sofia, mas também pelo vaivém, durante a noite, casa/hospital/casa/hospital até à hora do nascimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Acreditem que não houve, em todos os anos, melhores noites de São João! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;S&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;anto António já se acabou&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;O São Pedro está-se a acabar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;São João, São João, São João&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Dá cá um balão para eu brincar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-8695627069149104589?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/8695627069149104589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=8695627069149104589' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8695627069149104589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8695627069149104589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/06/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html' title='Oh meu lindo S. João'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SjqwvOXmQKI/AAAAAAAAAX8/UkcJEtowF5I/s72-c/festa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-3511206942398077674</id><published>2009-06-11T14:46:00.000+01:00</published><updated>2009-06-12T07:35:58.831+01:00</updated><title type='text'>As Festas populares da Cidade de Lisboa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SjFwjffatvI/AAAAAAAAAX0/oGMo2Y-B_XA/s1600-h/Amalia_MarchasPopulares1m.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SjFwjffatvI/AAAAAAAAAX0/oGMo2Y-B_XA/s320/Amalia_MarchasPopulares1m.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346177987716495090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt;Amália Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Não poderia deixar de assinalar o dia 13 de Junho, Dia de Santo António, Feriado Municipal em Lisboa, onde em honra do santo se desenvolvem festas com tradição que de entre diversos eventos destacam-se as festas dos Bairros e as Marchas populares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Antes, na noite do dia 12, os bairros populares da cidade, montam arraiais que são decorados, engalanados, enfeitados com balões e arcos decorativos, onde a sardinha assada, o caldo verde, o pão com chouriço e o vinho procuram dar “cor” às comemorações&lt;/span&gt;&lt;span class="txtagenda"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; com o bailarico a entrar pela noite dentro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt; Também ainda não se perdeu a tradição, dos rapazes oferecerem há raparigas, um vazo de manjericos ostentando quadras brejeiras e amorosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Oh meu rico Stº António&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Tu que foste milagreiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Vê lá se arranjas uma namorada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Que tenha muito dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;Tenho pena que o Bairro onde nasci, Benfica, este ano não desfile na Av. da Liberdade, como o vem fazendo desde 1932, onde em variados anos foi sua Madrinha a saudosa Beatriz Costa. Não questiono as razões, mas creio que se prendem com a inclusão de novos “bairros”, sem raízes históricas, visando responder a aspectos de carácter económico sem sustentação popular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Olha a marcha de Benfica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Qual saloia cantadeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Que entra na festa contente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Ai, ninguém fica sem cantar a vida inteira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Ouvindo a marcha da nossa gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/60Ov_clZRf4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/60Ov_clZRf4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-3511206942398077674?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/3511206942398077674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=3511206942398077674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/3511206942398077674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/3511206942398077674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/06/as-festa-populares-da-cidade-de-lisboa.html' title='As Festas populares da Cidade de Lisboa'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SjFwjffatvI/AAAAAAAAAX0/oGMo2Y-B_XA/s72-c/Amalia_MarchasPopulares1m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-5925853591170388608</id><published>2009-05-03T16:30:00.001+01:00</published><updated>2009-05-03T16:36:32.008+01:00</updated><title type='text'>O Dia das Mães</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Sf24v3HZ_KI/AAAAAAAAAXk/Cow9cSSrvcw/s1600-h/FLORES.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 375px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Sf24v3HZ_KI/AAAAAAAAAXk/Cow9cSSrvcw/s400/FLORES.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331620666264911010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUTILIZ%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUTILIZ%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUTILIZ%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt; 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A contrastar com as rotinas diárias do sossego e, com as cores azul e branca do caiado das casas. As folhas e flores que agora cobriam o chão, as colchas bordadas colocadas nas janelas, davam-lhe um colorido e uma beleza sumptuosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Era o 1º domingo de Maio, os sinos da igreja repenicavam freneticamente, não só pela ocasião da sua missa dominical, mas sobretudo pela festa que se verificava neste dia no povoado. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Eram assim que a aldei&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;a, todos os anos, celebrava o Dia da Mãe. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Na escola, a professora primária, uma ou duas semanas antes, não deixou de ensinar as crianças nos trabalhos manuais que normalmente desenvolviam, desenhos, pinturas e arranjos florais mas agora com motivos para celebração do Dia, que depois de prontos seriam religiosamente guardados até ao dia, então oferecidos, como prova do seu amor, às suas mães.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Antes também, sobretudo as mulheres e as raparigas, durante semanas, pelo serão, não se cansaram na construção dos arranjos florais, que não só iriam cobrir o chão das ruas da aldeia, mas também as bandeiritas que seriam colocados, tudo, na noite anterior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A toda esta azafama, transportando no bolso uma caixinha que outrora fora de fósforos, agora com uma lagartixa dentro, assistia melancólico, o Pedro, com 4 anos, o irmão mais novo de 5. Ele sabia que os seus irmãos mais velhos tinham feito na escola desenhos para darem à mãe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O Pedro não se lembrava de ver a aldeia tão bonita, por tudo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Sf244um9WhI/AAAAAAAAAXs/RikaZ8ZvPTA/s1600-h/Fosforos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 198px; height: 167px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Sf244um9WhI/AAAAAAAAAXs/RikaZ8ZvPTA/s320/Fosforos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331620818600155666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;isto já passara mas só agora compreendia e dava valor. Ficou deslumbrado com os desenhos que os seus irmãos lhes mostraram. Ele nada tinha para oferecer. Isso entristecia-o mas… uma ideia lhe sucedeu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;No dia, libertou o seu amigo de estimação, limpou muito bem a caixinha que outrora fora de fósforos e que durante semanas serviu de abrigo ao seu amigo lagartixa, “pintou” a imagem do girassol com as cores dos lápis dos irmãos e, no Dia, disse à mãe quando esta ficou na expectativa ao verificar que dentro da caixa “nada” havia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="text1" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Abre com cuidado mãezinha….não os deixes fugir….são beijinhos mãezinha, são muitos beijinhos para ti que dentro da caixinha carreguei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-5925853591170388608?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/5925853591170388608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=5925853591170388608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/5925853591170388608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/5925853591170388608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2009/05/o-dia-das-maes.html' title='O Dia das Mães'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/Sf24v3HZ_KI/AAAAAAAAAXk/Cow9cSSrvcw/s72-c/FLORES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-8141079277020367457</id><published>2008-11-01T11:10:00.000Z</published><updated>2008-11-01T11:20:12.846Z</updated><title type='text'>A LARA E A FESTA DOS DOIS ANINHOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hLmvup7p6lo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hLmvup7p6lo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Em 24 de Outubro de 2008, pelas 21 horas, as brincadeiras já estavam muito animadas quando eu e as avós, Emília e Adelaide (esta última já bisavó), chegamos à festa dos 2 aninhos da minha neta mais nova – a Lara Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convidados, miúdos e as miúdas, não se cansavam de divertirem-se a correr e a saltar, não só pelo corredor, como no quarto da aniversariante. Aqui, era o delírio perante a oportunidade de brincarem, sem restrições, com os brinquedos da minha neta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu muito prazer apreciar a alegria desta gente bem pequena, e a satisfação, por isso, dos seus pais, ao vê-los felizes nas suas brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Catarina, minha filha, e o Miguel, meu genro, pais da Lara Sofia, estavam babados, vaidosos de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa estava bem ornamentada, com balões, que um ou outro acabaria por rebentar pela força do calor e por estarem muitos cheios, originando grande animação provocada pelo susto e saltos de satisfação da pequenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa estava bem composta, rebuçados, gelatinas, chocolates, pudins, sumos e outras coisas boas para contentamento da gente miúda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os petiscos destas ocasiões para os progenitores da “passarada” e familiares mais directos: Avó paterna, (pena foi que o avô paterno na ocasião estava em convalescença hospitalar) tios, tias, primos, primas, e outros convidados e convidadas que de perto a vêm crescer, também não faltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para mim, veio a surpresa da noite e da festa. Perante o olhar dos mais crescidos, na sala, animada pelas canções infantis, alguns pais, dançavam com os filhotes, quando para meu espanto, admiração e alegria, a minha neta, a aniversariante, de braços estendidos e a bambolear, me veio buscar para dançar o “Atchim Santinho” do Avô Cantigas: Convite que jamais podia recusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Apanhou chuvinha&lt;br /&gt;…O fantasminha está todo molhado&lt;br /&gt;…Oh pobre fantasminha&lt;br /&gt;…Ficou constipado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-8141079277020367457?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/8141079277020367457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=8141079277020367457' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8141079277020367457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8141079277020367457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/11/lara-e-festa-dos-dois-aninhos.html' title='A LARA E A FESTA DOS DOIS ANINHOS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-4390273479082272273</id><published>2008-10-07T21:34:00.000+01:00</published><updated>2008-10-07T21:38:57.730+01:00</updated><title type='text'>O SR MELRO VAI VOLTAR A CANTAR NO MEU JARDIM</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOvIQBE1ezI/AAAAAAAAAUM/PF7_wCaGkds/s1600-h/==camara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254513567749995314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOvIQBE1ezI/AAAAAAAAAUM/PF7_wCaGkds/s200/%3D%3Dcamara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Estimado Raul Pica Sinos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a tua mensagem relacionada com alguns problemas que identificas nos Espaços Verdes da Quinta da Mata e na envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara e a Junta de Freguesia fizeram, em conjunto, um esforço para melhorar aquele espaço, mesmo sem estar previsto no orçamento municipal de 2008, tendo em atenção o estado de degradação do local e os problemas causados aos moradores por aquela espécie de árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos o que nos foi possível e creio que, apesar de tudo, está bem melhor. Desloquei-me ao local na semana passada com técnicos e com o Presidente da Junta de Freguesia e decidimos que a Junta vai instalar um aparelho para skate e procurar rectificar o piso nos pontos com mais problemas. Mande&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOvIlJNi8HI/AAAAAAAAAUU/zu90XLk0O6E/s1600-h/o+meu+jardim+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254513930711265394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="299" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOvIlJNi8HI/AAAAAAAAAUU/zu90XLk0O6E/s320/o+meu+jardim+004.jpg" width="424" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;i efectuar a limpeza do local, incluindo toda a extensão da vala que, ao que me dizem, já foi efectuada, e aguardamos o desenvolvimento do estado de apodrecimento das raízes das árvores abatidas para as retirar, tentando danificar-se o mínimo possível o pavimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos continuar a assegurar a limpeza periódica do local e tentar garantir a melhor qualidade ambiental possível aos nossos munícipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os meus melhores cumprimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Mateus&lt;br /&gt;Vereador do Pelouro do Ambiente e Serviços Urbanos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-4390273479082272273?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/4390273479082272273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=4390273479082272273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4390273479082272273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/4390273479082272273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/10/o-sr-melro-vai-voltar-cantar-no-meu.html' title='O SR MELRO VAI VOLTAR A CANTAR NO MEU JARDIM'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOvIQBE1ezI/AAAAAAAAAUM/PF7_wCaGkds/s72-c/%3D%3Dcamara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-8182860006645971084</id><published>2008-10-05T18:23:00.000+01:00</published><updated>2008-10-07T21:29:44.933+01:00</updated><title type='text'>O SR MELRO JÁ NÃO CANTA NO MEU JARDIM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Em Corroios, no jardim que circunda o prédio onde moro, bem cedo, ao raiar o sol nas manhas, acompanho a KiKa e Tucha, rafeiras pois claro, nas correrias e nos xixis matinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este “meu” jardim recebeu, recentemente, melhoramentos há anos esperados. A relva queimada pelo sol e por falta de água, foi substituída por novos tapetes, colocadas plantas estilo piteiras, de &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj44s151tI/AAAAAAAAATU/_xLAm-2jleY/s1600-h/jardim+corroios+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253722618321295058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" height="186" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj44s151tI/AAAAAAAAATU/_xLAm-2jleY/s320/jardim+corroios+002.jpg" width="291" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;folha larga, em pequenas elevações que não existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores já com algumas décadas, que albergavam a passarada, foram cortadas, respondendo ao protesto da vizinhança pelas alergias que lhes causavam o pólen. Em sua substituição foram colocadas muitas mais, cuja beleza e sombra levará anos a ser realidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj5OU_fqQI/AAAAAAAAATc/wjI4hA-OTTI/s1600-h/o+meu+jardim+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253722989876193538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" height="114" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj5OU_fqQI/AAAAAAAAATc/wjI4hA-OTTI/s320/o+meu+jardim+003.jpg" width="242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os buracos do pavimento foram tapados com lajes cinzentas, tipo tijolo, em contraste com outras do mesmo tipo e tamanho, mas estilo “tutifruti”, restos, digo eu, de materiais sobras de outros empedramentos, cujo nivelamento deixa muito a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia Srº. Melro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj5oeaiA0I/AAAAAAAAATk/vdpLbGvZ1F0/s1600-h/jardim+corroios+0031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253723439082111810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" height="229" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj5oeaiA0I/AAAAAAAAATk/vdpLbGvZ1F0/s320/jardim+corroios+0031.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;…Olá vizinho, tão cedo já no jardim?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, vim passear as minhas amigas cadelas.&lt;br /&gt;O Sr. Melro com as patas nessa cova de água ainda se constipa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Olhe, vizinho, tinha sede, acabei de comer uma minhoca e para a ingerir bebi um pouco de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo a sua esposa?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj5-f-1d1I/AAAAAAAAATs/XnSzN2eLxrg/s1600-h/o+meu+jardim+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253723817459939154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="222" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj5-f-1d1I/AAAAAAAAATs/XnSzN2eLxrg/s320/o+meu+jardim+004.jpg" width="305" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;…Pois não, ficou no jardim junto à praça, agora moramos lá, as arvores aqui foram cortadas!…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, Srº Melro, o jardim recebeu melhoramentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Melhoramentos? Não sei vizinho, o meu ninho e os da minha família foram destruídos, os pesticidas colocados na relva mataram as minhocas e quando as como mortas fazem-me “diarreia”, os habitats dos meus “primos” foram destruídos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj6nrOc0BI/AAAAAAAAAT0/bNltTXlAkjM/s1600-h/salto+005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253724524852858898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="190" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj6nrOc0BI/AAAAAAAAAT0/bNltTXlAkjM/s320/salto+005.jpg" width="279" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas, Srº Melro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Qual mas vizinho, já deu conta da vala toda suja? Deu conta das poças de água estagnada pela má direcção das regas? Já viu que arranjaram o jardim mas nada fizeram para recreio da pequenada? Já viu a falta de bancos e as alternativas encontradas? Já viu vizinho? Não vizinho, com muita pena minha não me vai ouvir cantar, nem à família, por aqui nos tempos mais próximos….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Srº Melro, isso não é justo! &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj67rcGw6I/AAAAAAAAAT8/KdAHbi6VNak/s1600-h/melro1-22[1].4+(Large).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253724868507517858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="182" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj67rcGw6I/AAAAAAAAAT8/KdAHbi6VNak/s320/melro1-22%5B1%5D.4+(Large).jpg" width="265" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Fale com o Presidente da Junta, ele que emende o que de mal foi feito e prometo que voltarei para me ouvir cantar. Tenha um bom dia vizinho!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Srº. Vereador do Ambiente da C.M.S e Sr. Presidente da Junta da Freguesia de Corroios&lt;br /&gt;Exmºs. Senhores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de observar uma conversa com o Sr. Melro venho por este meio expor o seguinte:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-8182860006645971084?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/8182860006645971084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=8182860006645971084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8182860006645971084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8182860006645971084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/10/o-sr-melro-j-no-canta-no-meu-jardim.html' title='O SR MELRO JÁ NÃO CANTA NO MEU JARDIM'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SOj44s151tI/AAAAAAAAATU/_xLAm-2jleY/s72-c/jardim+corroios+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6471914858422605104</id><published>2008-09-28T10:33:00.000+01:00</published><updated>2008-09-28T10:46:01.236+01:00</updated><title type='text'>EM PORTUGAL, AS MULHERES SÃO AS PRINCIPAIS VITIMAS DA DESCRIMINAÇÃO SALARIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;O economista, especialista em Segurança Social e Trabalho, Dr. Eugénio Rosa, deu nota ao país do estudo que efectuou sobre a discriminação salarial a que continuam sujeitas as mulheres em Portugal, onde, pela sua importância, com a divina vénia ao autor, faço extractos procurando não o desprestigiar dos objectivos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN9RsLeBc6I/AAAAAAAAASs/1pA3Eu71tN0/s1600-h/grav_mulher_olhando_ceu2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251005509972095906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN9RsLeBc6I/AAAAAAAAASs/1pA3Eu71tN0/s320/grav_mulher_olhando_ceu2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O feitor do citado estudo, utilizando apenas dados oficiais dos quadros de pessoal das empresas, divulgados pelo próprio governo (Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social), adianta que as mulheres pelo facto de o serem, são uma fonte acrescida da exploração das entidades patronais e que os lucros, resultantes da discriminação, deverão atingir em 2008 cerca de 6.068 milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados estatísticos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A discriminação remuneratória a que a mulher está sujeita, comparativamente aos homens com o mesmo nível de escolaridade:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1995 - Inferior ao 1º ciclo do ensino básico, menos 19%&lt;br /&gt;1995 - Ensino superior entre, menos 28,5% e menos 40%&lt;br /&gt;2006 - Inferior ao 1º ciclo do ensino básico, menos 19,1%&lt;br /&gt;2006 - Ensino superior entre, menos 31,8% e menos 34,4%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A discriminação remuneratória a que a mulher está sujeita, comparativamente aos homens segundo a sua qualificação profissional, que em 2006 se agravou:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1995 - Quadros superiores, menos 24.8%&lt;br /&gt;1995 - Praticantes e aprendizes, menos 7.8%&lt;br /&gt;2006 - Quadros superiores, menos 29.7%&lt;br /&gt;2006 - Praticantes e aprendizes, menos 7.9%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A descriminação remuneratória a que a mulher está sujeita, comparativamente aos homens a nível de sectores de actividade, atingindo, em alguns deles, valores chocantes:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1995 - Industria Transformadora, menos 32,6%&lt;br /&gt;1995 - Outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais, menos 46,5%&lt;br /&gt;2006 - Industria Transformadora, menos 31,9%.&lt;br /&gt;2006 - Outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais, menos 42%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Comparativamente com 28 países da Europa, segundo publicação “Eurofound”, Portugal é o país onde a discriminação de remunerações com base no género é maior (em Portugal, a remuneração média das mulheres é inferior, à dos homens, em 25,4%), sendo apenas ultrapassado pela Eslováquia. Mas isto é um valor médio. Se se fizer uma análise mais fina por nível de escolaridade, por qualificação profissional e por sector de actividade utilizando dados divulgados pelo próprio governo (Ministério do Trabalho e Solidariedade Social) conclui-se que a discriminação é muito maior.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem: Google, cujo autor não consegui identificar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6471914858422605104?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6471914858422605104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6471914858422605104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6471914858422605104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6471914858422605104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/em-portugal-as-mulheres-so-as.html' title='EM PORTUGAL, AS MULHERES SÃO AS PRINCIPAIS VITIMAS DA DESCRIMINAÇÃO SALARIAL'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN9RsLeBc6I/AAAAAAAAASs/1pA3Eu71tN0/s72-c/grav_mulher_olhando_ceu2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-1901803596555790807</id><published>2008-09-24T22:55:00.000+01:00</published><updated>2008-09-24T23:04:28.460+01:00</updated><title type='text'>ÉRAMOS MUITOS NA MINHA "VIAGEM" PARA A GUINÉ</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;No dia 7 de Abril de 1967, no Aquartelamento de Artilharia Costa na Parede (Cascais), um dia antes do embarque das tropas, no objectivo de intervir na guerra na colonial, na província da Guiné-Bissau, teve lugar a formação e a entrega do guião ao Batalhão de Artilharia 1914, composto por 3 Companhias Operacionais e 1 de Comando e Serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, entre centenas de homens, avisto aqui e além uma cara já conhecida, camaradas da especialidade e outros companheiros oriundos da minha cidade natal, Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É-me indicado o Sargento, a quem me apresento, que diz … ”onde andou rapaz?” …“não fez a instrução de aperfeiçoamento operacional (IAO)”…, …”devia cá estar &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq4GC5mD0I/AAAAAAAAASE/qQGDY2CCeX0/s1600-h/embarque+em+lisboa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249710729650900802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq4GC5mD0I/AAAAAAAAASE/qQGDY2CCeX0/s320/embarque+em+lisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;há um mês!”…concluiu. Pergunte no Quartel-general! Foi a minha resposta. Depois, de assistir às cerimónias da praxe, foi arrumar na bagagem o camuflado distribuído e sair para jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 de Abril de 1967, cais de Alcântara em Lisboa, despeço-me da família que me acompanhou ao embarque, segue-se a formatura, um emproado oficial superior e sua comitiva fazem a revista às tropas, o embarque sucede. Ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge larga as amarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Este parte, Aquele parte, E todos, Todos se vão.&lt;br /&gt;Oh terra ficas sem homens, que possam cortar o pão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A situação da despedida atormenta-me, não é fácil ver todo o aparato de tristeza que me rodeia. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o Tejo já não se vê, a terra é coisa sumida, os olhos há muito que estão rasos de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a sorte de não ser colocado nos lugares do navio que outrora eram destinados às cargas. O meu camarote suporta oito beliches duplos. Não tenho preferência da cama, uma qualquer serve para descansar. As refeições são tomadas em refeitórios outrora salas de jantar para passageiros em terceira classe. Os lugares destinados às outras praças, os porões, (ao contrário dos oficiais e dos sargentos que seguiam em primeira e segunda classes respectivamente), são degradantes. Colocadas ao comprimento dos porões estão mesas em madeira, com lotação para uma vintena de militares, os beliches também em madeira, acompanha os porões em altura. Os vomitados do enjoo são constantes, a limpeza precária, que em conjunto com a falta do banho diário o cheiro é nauseante, asfixiante, o barulho dos motores, etc., o ambiente é insuportável.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Durante os oito dias (mais três que o normal por avaria num dos motores) que a viagem durou, foi neste contexto que os jovens militares faziam a vida no navio. Inconformados com o destino, no convés, uns passeiam, outros conversam e ainda outros jogam ou vêem jogar às cartas. Uma ou duas vezes fizemos exercícios de salvamento em caso de naufrágio. Os peixes voadores que quase sempre acompanharam o barco eram também motivo de entretenimento. Finalmente a 14 do mesmo mês, chegados ao destino para o qual fomos obrigatoriamente mobilizados. O pior estava para vir……a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já noite com os demais camaradas d’armas cheguei a Tite, um dos principais aglomerados populacionais, no mato, ao sul desta província ultramarina, na região de Quinará, distando em linha recta, cerca de 30 quilómetros da capital, Bissau. Ou seja, Tite foi a localidade que em &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq4ZlSZaoI/AAAAAAAAASM/AjS820vQ5tk/s1600-h/Oiseaux-becasseaux.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249711065299249794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq4ZlSZaoI/AAAAAAAAASM/AjS820vQ5tk/s320/Oiseaux-becasseaux.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Janeiro de 1963, Amílcar Cabral fundador do PAIGC principia as acções de guerrilha contra as tropas portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo apercebo-me mais do que me envolve na região. O Povo, seus usos e costumes, a grande variedade de espécies vegetal e animal. As chuvas, ao contrário no “continente”, começam em Maio, aumentando gradualmente até Agosto. Os relâmpagos, as trovadas em simultâneo, o pôr do sol lindíssimo, o cheiro, a terra vermelha, as arvores muitas delas centenárias, as aves, os repteis, os pombos verdes, as formigas d’asa, os incómodos mosquitos, etc. tudo tem a sua beleza, mas diferente do que estava habituado. No entanto nada disto faz esquecer a vida de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 19 de Julho de 1967 assisto ao primeiro grande susto da minha vida, o inimigo equipado com canhões s/recuo e morteiros 82, durante cerca de uma hora flagela o aquartelamento, registando as NT no final da refrega apenas 3 feridos. As consequências materiais são de elevado prejuízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias sucedem-se e a actividade operacional das NT desenvolve-se em terrenos que são adversos; cotas bastantes baixas, em grandes áreas alagadiças, não só na época das chuvas como em resultado das marés. O IN actua com grande mobilidade, conhece o terreno com pormenor. Está organizado militar, política e administrativamente em largas zonas territoriais. Com o apoio das populações, é forte, aguerrido e dispõe de um potencial de meios igual se não superior ás NT, só desequilibrado graças à actuação da Força Aérea.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq5DsFZnPI/AAAAAAAAASc/nrxzmrIoDqs/s1600-h/=a+Tite+quartel+em+1968+03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249711788678290674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq5DsFZnPI/AAAAAAAAASc/nrxzmrIoDqs/s320/%3Da+Tite+quartel+em+1968+03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia-a-dia, passo o tempo, com os demais, em constantes incertezas de vida. Só aliviadas pelas tertúlias organizadas entre a rapaziada, repastos acompanhadas de muita cerveja, quase sempre compostos pelas mercadorias que nos chegam dos familiares. Aqui e dali também me chegam notícias, uma delas bem marcante; a sorte de 500 habitantes da área de Lisboa que morreram em resultado das cheias que assolaram a cidade em Novembro deste mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos:&lt;br /&gt;Arquivo do Zé Justo&lt;br /&gt;Google/Didinho&lt;br /&gt;Poema:&lt;br /&gt;Adriano Correia de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-1901803596555790807?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/1901803596555790807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=1901803596555790807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/1901803596555790807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/1901803596555790807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/ramos-muitos-na-minha-viagem-para-guin.html' title='ÉRAMOS MUITOS NA MINHA &quot;VIAGEM&quot; PARA A GUINÉ'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNq4GC5mD0I/AAAAAAAAASE/qQGDY2CCeX0/s72-c/embarque+em+lisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-768521490802068583</id><published>2008-09-22T22:41:00.000+01:00</published><updated>2008-09-28T18:41:23.789+01:00</updated><title type='text'>AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (III)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NO FIM DA ADOLESCÊNCIA PRONTO PARA A GUERRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a recruta concluída, colocado no Regimento de Artilharia Ligeira nº 1, na cidade de Leiria, é-me ministrada a especialidade de escriturário.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Para fazer face às despesas com as viagens nos fins-de-semana a Lisboa, organizo excursões cujo lucro era o preço do trajecto na ida e volta. Na segunda-feira seguinte, no regresso ao quartel, comigo transportava o avio da família; um naco de queijo, chouriço e umas latas de conserva: com sardinhas, com atum ou com pasta de carne, que a D. Georgina, minha mãe, não se esquecia, servindo de reforço às más refeições que era sujeito no aquartelamento.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;A muito custo, com o apoio do serviço social do bairro onde morava, o Bairro da Quinta das Furnas, meu pai é pela segunda vez internado na Casa de Saúde do Telhal.&lt;br /&gt;A família não teve outra alternativa. A preocupação com a evolução da doença é muita, a situação complicava-se nos dias que sucediam. Minha mãe, praticamente sozinha, enfrentava toda a problemática da loucura que assolava o meu pai já “queimado” pelo o abuso álcool.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Quando em 16 de Setembro, já inaugurada a Ponte que liga Lisboa a Almada (Ponte Salazar, mais tarde 25 de Abril), sou colocado no &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN_BMrVKeMI/AAAAAAAAAS0/YeAnl5EgaHc/s1600-h/==BARCO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251128114071369922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN_BMrVKeMI/AAAAAAAAAS0/YeAnl5EgaHc/s320/%3D%3DBARCO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Batalhão de Reconhecimento de Transmissões, na Trafaria (já desactivado), para tirar a especialidade de Cripto (especialidade esta que ainda hoje consiste na aplicação das técnicas que visam a transformação da escrita legível para ilegível, manual ou em termos mecânicos), as coisas começaram a serem melhores. Podia ver com mais frequência a “miúda” e os meus amigos, na medida em que só ficava &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN9Oq-t1t6I/AAAAAAAAASk/BHxXb8qexok/s1600-h/barco+3.JPG"&gt;&lt;/a&gt;no quartel quando em serviço. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNgRh0S8VCI/AAAAAAAAAR8/AFrFqgdviP0/s1600-h/==belem2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Aquele pequeno barco de madeira, que partia às 07,30 horas de Belém rumo à Trafaria, como era bonito de ver o “rasgar” das águas e o resplendor das madrugadas. Como era bonito ver o nevoeiro “rastejar” naquelas águas limpas do meu rio Tejo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Claro alguns de nós, depois da noite “agitada”, fazia a viagem a dormir. O dinheiro para pagamento da viagem era trocado pelo bilhete e colocado na boina que tapava a cara.&lt;br /&gt;Dado com pronto e colocado no Quartel-general (QG) da Região Militar, em Lisboa, em de Março de 1967, entre três cabos e dois sargentos, das muitas mensagens decifradas, quis o destino que fosse eu a decifrar as mensagens: uma, que ditava a minha mobilização para a Guiné e outra, dando nota da morte de dois soldados, por acidente de arma de fogo, no estágio das manobras do aperfeiçoamento militar da Companhia de Comandos e Serviços do Bart 1914, que viria a integrar.&lt;br /&gt;Não me apanhou de surpresa a mobilização! A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade. Na verdade, sendo a incorporação militar obrigatória, só não eram mobilizados para a guerra os jovens incapacitados fisicamente.&lt;br /&gt;Já com o “carimbo” de mobilizado, após um curto período de férias com os meus mais chegados, despeço-me do meu pai com um abraço e um beijo, sabendo ambos que já não tínhamos a oportunidade de nos tornarmos a abraçar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com a devina vénia&lt;br /&gt;Imagem Google – Os que viveram e vivem em Almada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-768521490802068583?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/768521490802068583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=768521490802068583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/768521490802068583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/768521490802068583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/as-mudanas-na-adolescncia-iii.html' title='AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (III)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SN_BMrVKeMI/AAAAAAAAAS0/YeAnl5EgaHc/s72-c/%3D%3DBARCO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7019726157307534674</id><published>2008-09-21T18:10:00.000+01:00</published><updated>2008-09-21T19:36:04.632+01:00</updated><title type='text'>AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (II)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;MANCEBO NA RECRUTA MILITAR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Os meus sentimentos e inquietações mudaram, quando aos 18 anos de idade, dou obrigatoriamente o nome para o serviço militar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;É exactamente no ano de 1963, que a guerra colonial se intensifica. Em Setembro, começa a guerrilha do PAIGC, na Guiné, de forma sistemática, enquan&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaTz3Z8J-I/AAAAAAAAAR0/nYafkqwyKFc/s1600-h/carregueira4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248544935002253282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaTz3Z8J-I/AAAAAAAAAR0/nYafkqwyKFc/s320/carregueira4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;to o MPLA abre a segunda frente de guerra, em Angola, no enclave de &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaFA7_srII/AAAAAAAAARM/D56YOpi2tX4/s1600-h/carregueira4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Cabinda. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaBGxHM48I/AAAAAAAAAQ0/bu9PuYrpklU/s1600-h/carregueira4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Com grande aparato realizam-se pela primeira vez cerimónias militares no Terreiro do Paço, por ocasião do Dia de Portugal, onde se condecoram militares vivos e a título póstumo, em resultado das acções na guerra colonial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Em 1964, com a reorganização do MPLA e da FRELIMO, a guerra passará a ter uma fase mais agravada em Angola e Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Todos estes acontecimentos, entre outros, começam a originar dúvidas e medos na minha pessoa. Os amigos que comigo conviviam, no Café Ferro d’Engomar, ao Calhariz de Benfica, são levados a pensar na imigração para um qualquer país da Europa a exemplo do que faziam muitas famílias que fugiam à miséria, de um país que lhes negava a felicidade. Muitos jovens, inclusive com o assentimento dos pais, exilavam-se para fugir a participação na guerra colonial cada vez mais amplificada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaBVXZu1iI/AAAAAAAAAQ8/uewtLSYe4JU/s1600-h/a+pica+recruta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248524619806070306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="236" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaBVXZu1iI/AAAAAAAAAQ8/uewtLSYe4JU/s320/a+pica+recruta.jpg" width="164" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, comigo, não era fácil concretizar esta opção. A imigração clandestina, que milhares de portugueses escolhiam maioritariamente os países europeus mais desenvolvidos: a França em primeiro lugar, mas também a Alemanha (RFA), a Suíça e o Reino Unido, inclusivamente, o pequeno Luxemburgo, não tinha a vida facilitada: viviam em barracas, não falavam a língua do país de acolhimento nem possuíam qualificações profissionais. Dispunham apenas da sua força de trabalho, que era empregue nas fainas mais pesadas, na construção e obras públicas ou no saneamento e higiene urbana. Para os refractários e desertores da vida militar, tinham que estar sujeitos ao estatuto de refugiados políticos, não podiam pensar em regressar ao seu país de origem, pois seriam presos com a “classificação” de traidores à Pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar a minha mãe sozinha a braços com a doença do meu pai, a “miúda”, e o facto de não saber quando voltava a este país á beira mar plantado, optei pelo mais “fácil”, ou seja, sujeitar-me a ser mobilizado para uma guerra, que maioritariamente os portugueses já condenavam, entrando nas fileiras, como recruta, a 2 de Maio de 1966, no quartel (C.T.S.C.) situado na Serra da Carregueira (Sintra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, desde inicio a disciplina imposta era muito rígida. Não havia facilidades para ninguém. As marchas de quilómetros, o rebolar pelas silvas e por terrenos acidentados propositadamente escolhidos, não me afectava grandemente. A prática, durante cerca de um ano, das modalid&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaBu5a1gXI/AAAAAAAAARE/juTnGetQwMk/s1600-h/carregueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248525058434236786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaBu5a1gXI/AAAAAAAAARE/juTnGetQwMk/s320/carregueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ades desportivas – luta greco-romana – no Ginásio Clube Português e mais tarde Rugby no Sport Lisboa e Benfica – permitiu-me enfrentar sem grandes dificuldades a “radicalidade” da instrução militar. Os ombros, esses sim, tinham que suportar as dores originadas pelo “coice” ocasionado pelo disparo da espingarda mauser. Também me incomodava seriamente acordar de madrugada, quando menos previa para fazer exercícios militar. Três meses de esforço praticamente inútil, confirmando mais tarde quanto desajustado à guerra de guerrilha em África. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7019726157307534674?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7019726157307534674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7019726157307534674' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7019726157307534674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7019726157307534674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/as-mudanas-na-adolescncia-ii.html' title='AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (II)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SNaTz3Z8J-I/AAAAAAAAAR0/nYafkqwyKFc/s72-c/carregueira4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6236568960863146676</id><published>2008-09-14T19:26:00.001+01:00</published><updated>2009-11-07T22:24:06.969Z</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS - IV</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;AS PRINCIPAIS VISITAS DA MINHA CASA&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Quem me desculpem os seus familiares mais directos, mas não fazia qualquer sentido, contar histórias do meu Bairro das Furnas e não referir as principais visitas da minha casa, e principais amigas da minha mãe. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Companheiras de confidências, brincadeiras e passeios. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;A Ilda dos "óculos" com o seu filho Manel. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1ZhjQCkYI/AAAAAAAAAQk/2dAMzgeTAak/s1600-h/=a+avizinhas.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245947573889569154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 311px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" height="241" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1ZhjQCkYI/AAAAAAAAAQk/2dAMzgeTAak/s320/%3Da+avizinhas.jpg" width="307" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1aJX-xInI/AAAAAAAAAQs/pIBHgItk28w/s1600-h/=aesperanÃ§a.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245948258059100786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1aJX-xInI/AAAAAAAAAQs/pIBHgItk28w/s320/%3Daesperan%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;A Carolina, com a minha mãe ao seu lado direito, num passeio que fizeram a Fátima em Setembro de 1967.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1aJX-xInI/AAAAAAAAAQs/pIBHgItk28w/s1600-h/=aesperanÃ§a.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;A Esperança, senhora que muitos dos seus dias trocou a sua habitação no Calhau, para morar em minha casa. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Grande amiga de minha mãe. Foram inúmeras as vezes que a vi a passar a ferro, os montes de roupa que a D. Georgina lavava pertença do Laboratório de Analises Clínicas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Mas também desejo escrever sobre o Manel.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Este meu amigo de muitas brincadeiras na idade escolar, enquanto miúdos, cegou aos 12 anos. Mora para os lados de Carnaxide.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Foram muitos os anos que não o vi, mas, uma das vezes que com ele me cruzei foi no Rossio em Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;De propósito coloquei-me na sua frente de modo a que chocasse comigo. Nada lhe disse. Quando verifiquei que ia mudar de direcção, novamente me coloquei à sua frente a barrar o caminho.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Já nada satisfeito, exclamou..."Então". Então digo eu. De imediato ele retorqui...És o Raul. Dei-lhe um forte abraço e ele segui o seu caminho. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1aJX-xInI/AAAAAAAAAQs/pIBHgItk28w/s1600-h/=aesperanÃ§a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1aJX-xInI/AAAAAAAAAQs/pIBHgItk28w/s1600-h/=aesperanÃ§a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6236568960863146676?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6236568960863146676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6236568960863146676' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6236568960863146676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6236568960863146676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/as-principais-visitas-da-minha-casa.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS - IV'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SM1ZhjQCkYI/AAAAAAAAAQk/2dAMzgeTAak/s72-c/%3Da+avizinhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-8702124328222385845</id><published>2008-09-13T22:08:00.000+01:00</published><updated>2008-09-21T18:10:34.611+01:00</updated><title type='text'>AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A PUBERDADE&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Acabada a instrução primária e já a trabalhar, agora com os 16 anos de idade, estou muito mais preocupado com a saúde do meu pai, do que para politica de repressão que o ditador Salazar sustenta no país, assim como das acções opositoras ao regime.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Lembro as palavras de minha mãe a alertar-me, de que não devia meter-me na política. Sobre politica não devia falar com quem quer que fosse. Dizia…“Olha filho… a PIDE prende-te!”. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwttwipoMI/AAAAAAAAAQU/cfwUKlYOlLg/s1600-h/6b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245617930127384770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwttwipoMI/AAAAAAAAAQU/cfwUKlYOlLg/s320/6b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Com efeito, no decorrer do ano de 1961, pela surdina comentava o que ouvia dizer na rádio.&lt;br /&gt;Apercebia-me que era grande a agitação política e traumática para o regime Salazarista, mas ao contrário da família mais chegada, eu era “imberbe” nessas “coisas”, se bem que não fosse alheio:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;…No mês de Fevereiro, com o objectivo de chamar a opinião pública mundial da politica ditatorial em Portugal -.o Governo sofre uma investida com grande impacte no país e a nível mundial - Henrique Galvão comanda, em pleno alto mar, o assalto ao paquete Santa Maria -.&lt;br /&gt;…No mês de Março, o país toma conhecimento, que a UPA, com o apoio dos EUA (CIA, desencadeia no norte de Angola, um ataque às populações brancas e trabalhadores pretos naturais de outras regiões, resultando num massacre de milhares de pessoas.&lt;br /&gt;…No mês de Abril, várias personalidades do regime, lideradas pelo ministro da defesa, Júlio Botelho Moniz, apoiadas pelo antigo presidente da república, Craveiro Lopes, através de um golpe palaciano, visam, sem êxito, afastar Salazar do Governo.&lt;br /&gt;…A União Indiana invade os territórios de Goa, Damão e Diu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Confesso que a actividade politica, não supera as minhas preocupações com os problemas em casa e na rua, derivados da doença de meu pai, por via do alcoolismo, e as dificuldades conducentes ao seu internamento hospitalar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwsyVHhHvI/AAAAAAAAAQE/-ymvUE6RF50/s1600-h/2-A53983(Rua+Garrett-Ed[1].Martins).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245616909153541874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwsyVHhHvI/AAAAAAAAAQE/-ymvUE6RF50/s320/2-A53983(Rua+Garrett-Ed%5B1%5D.Martins).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estava também concentrado em procurar anular situações comportamentais muito complicadas, inclusive agressões físicas infligidas à minha mãe, do que na problemática politica que me rodeava.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Mas o meu estado de espírito “aliviava-se”, quando no Chiado, na Rua Nova do Almada, no final dos dias, junto ou na frente da porta do prédio dos grandes armazéns Eduardo Martins, encontrava a Mª Emília depois do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Durante anos, de mãos dadas, o nosso caminho foi sempre o mesmo: Largo do Carmo, Calçada do Carmo, Estação dos comboios no Rossio e finalmente a Estação de S. Domingos de Benfica, zona onde a “miúda” morava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Muitos dos sábados à noite, acompanhados pela sua mãe, éramos presença obrigatória nos bailaricos na Colectividade da Academia Grandela&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwtagsDLxI/AAAAAAAAAQM/Euo326K_h9g/s1600-h/pinh[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245617599454326546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwtagsDLxI/AAAAAAAAAQM/Euo326K_h9g/s320/pinh%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, ao Calhariz de Benfica. Aos domingos privilegiávamos os passeios pela linda mata de São Domingos de Benfica, junto aos Pupilos do Exército.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Mentiria se não referisse outro tipo de “preocupações”, sobretudo nas noites após a saída das aulas da Escola Veiga Beirão no Largo do Carmo, com uma ou a “visita” aos bairros típicos da cidade com destaque para o Bairro Alto. Mas………obviamente eu cresci, e para futuro nem sempre foi assim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;color:#000000;"&gt;Fotos: Google&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-8702124328222385845?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/8702124328222385845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=8702124328222385845' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8702124328222385845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8702124328222385845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/os-anos-da-puberdade-i.html' title='AS MUDANÇAS NA ADOLESCÊNCIA (I)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMwttwipoMI/AAAAAAAAAQU/cfwUKlYOlLg/s72-c/6b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6080696986409924590</id><published>2008-09-11T18:11:00.001+01:00</published><updated>2009-11-07T22:25:01.540Z</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS  - III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;(As minhas brincadeiras)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;As ruas do meu bairro eram limpas logo pela manhã cedo, com alguns buracos é certo, mas o lixo não se via espalhado. O caixote do lixo era des&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlSKv4tFeI/AAAAAAAAAPU/Dw0tPOlSAi8/s1600-h/aa+bairro3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244813585656124898" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 377px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px" height="231" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlSKv4tFeI/AAAAAAAAAPU/Dw0tPOlSAi8/s320/aa+bairro3.jpg" width="354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;pejado no carrinho do “almeida”, quando na passagem pelas portas, caso contrário teria que ser entregue no depósito no final da Rua dos Choupos, junto à casa/arrecadação dos cantoneiros. Meu pai era um deles. “O escrivão da pena comprida”, como lhe chamava a minha adorada mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não haviam “monos” amontoados. Quando alguém entendia ver-se livre de algo velho ou muito usado, não ia para o lixo, esperava pelo “ferro-velho” e fazia negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia a minha mãe…. “Dá-me jeito, vender umas garrafas de vidro”.&lt;br /&gt;Como eu me lembro do pregão…”Ferro velho à porta…quem tem frascos ou garrafas para vender”…A vida era muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlSdDK4ndI/AAAAAAAAAPc/XbITZxkHESg/s1600-h/cantoneiro+1B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244813900070297042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" height="208" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlSdDK4ndI/AAAAAAAAAPc/XbITZxkHESg/s320/cantoneiro+1B.jpg" width="192" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O carro para transporte do lixo com que o meu pai trabalhava, para mim era uma tentação! Na oportunidade sempre que o via sem os contentores, não era difícil ver &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlSwVNSqdI/AAAAAAAAAPk/AElaql0Bq-w/s1600-h/ApresentaÃ§Ã£o1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;o Raul, com ele às voltas no estendal comunitário que existia no fundo da rua, logo “sacudido” com uma peça de roupa molhada e enrolada, que uma vizinha mais enervada, me atirava com o receio de lhe sujar a roupa estendida ao sol a secar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também as minhas brincadeiras …versos vizinhas…, com os “carrinhos de esferas” que eu próprio construía, por vezes eram muito dificultadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empurrado por outros miúdos, o barulho das rodas no solo era ensurdecedor. Às vezes as vizinhas, irritadas, faziam queixa à minha mãe, que retorquia justificando…”O que é que queres que o miúdo faça? Ele tem que brincar!”...Mas era certo que o carro ficava confiscado por dois ou três dias, até que o “azedume” das vizinhas passasse.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlTDU2TJUI/AAAAAAAAAPs/_hnp6apeC8g/s1600-h/carro21+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244814557650822466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="127" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlTDU2TJUI/AAAAAAAAAPs/_hnp6apeC8g/s320/carro21+001.jpg" width="219" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contudo alternativas não me faltavam, ou eram com as corridas de arco com gancheta (que também fazia barulho, mas menos), jogar ao abafar com bilas (berlindes), ou com as caricas das garrafas ou ainda a atirar o pião. Mas eram as “máquinas” que me encantavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, por ocasião do alcatroamento das ruas, diante o deslumbramento de queremos ver a funcionar o cilindro (qual monstro de máquina), pela hora do almoço, quatro ou cinco miúdos saltaram para a “locomotiva”, que estava estacionada por detrás da praça e na sua direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém, ainda hoje não sei quem, pôs o cilindro a trabalhar, seguindo-se, assustados, várias tentativas para o fazer parar mas sem êxito. Atento à brincadeira valeu-nos um operário que por perto almoçava, senão o pavilhão que sustentava a praça, a padaria e o talho, “já era”, com outras consequências imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlTihsQVgI/AAAAAAAAAP0/simbr66MjA8/s1600-h/aarolo+compressor2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244815093674300930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="240" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlTihsQVgI/AAAAAAAAAP0/simbr66MjA8/s320/aarolo+compressor2.JPG" width="257" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Traquina, igual a muitos outros putos do meu bairro, a brincadeira não ficava por aqui. O fiscal Costa sofreu com algumas “chatices”. Ele nunca soube quem partiu, à fisgada, as canecas de loiça branca que enrolavam, no poste de madeira, os fios do telefone do seu gabinete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior partes das vezes, não conseguiu cobrar o prejuízo das chapas de lusalite partidas, resultante das traquinices da miudagem. Ou ainda no encontrar dos culpados por “chincharem” uma ou outra peça de fruta, “que aguçava o apetite”, numa arvore de um qualquer quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo ainda, sentado nas escadarias que davam acesso à igreja, estar a fumar uma “beatinha” escondida pelas pernas, encanto assistia aos “recitais” do Alfredo, que começava a desenvolver o saber do tocar harmónicas. (Mais tarde, já homem, com o seu irmão, abrilhantou vários espectáculos, inclusive televisivos). Esta atitude, a de fumar, foi uma vez descoberta, nas traseiras da igreja, por meu pai. O estalo foi de tal forma, que a beata ficou colada à minha cara e meses marcada a queimadela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Notas:&lt;br /&gt;1-A foto acima é a Rua dos Choupos, retirada do livro “O Nosso Bairro Das Furnas” e editado pela Associação dos Moradores.&lt;br /&gt;2-A foto do cantoneiro foi retirada da NET e tem a montagem da imagem do meu pai.&lt;br /&gt;3-O carro de rolamentos é da criação do meu neto, modelo apresentado na escola quando na idade de 14 anos.&lt;br /&gt;4-A foto do cilindro é retirada da NET imagens Google&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6080696986409924590?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6080696986409924590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6080696986409924590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6080696986409924590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6080696986409924590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/o-meu-bairro-das-furnas-iii.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS  - III'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMlSKv4tFeI/AAAAAAAAAPU/Dw0tPOlSAi8/s72-c/aa+bairro3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-529500962553629434</id><published>2008-09-08T21:51:00.002+01:00</published><updated>2011-10-06T16:08:21.691+01:00</updated><title type='text'>O MEU BAIRRO DAS FURNAS - I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;(A minha casa)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Em Dezembro de 1945, no Bairro Social da Quinta Boavis&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWREwE6HiI/AAAAAAAAAOE/LmxWC65pXk4/s1600-h/abairro1[1].jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; FLOAT: right; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243756851953802786" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWREwE6HiI/AAAAAAAAAOE/LmxWC65pXk4/s320/abairro1%5B1%5D.jpg" width="291" height="185" /&gt;&lt;/a&gt;ta, na Freguesia de Benfica, nasce um indivíduo do sexo masculino, a quem deram o nome de Raul Ferreira Pica Sinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos mais tarde, com o meu pai de nome Adriano, (funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, com a profissão Cantoneiro) e demais família (mãe, irmã e cunhado), passei a residir, no Bairro Social da Quinta das Furnas, na Freguesia de São Domingos de Benfica, situado entre o Parque Florestal de Monsanto e o Jardim Zoológico, numa casa tipo três, no nº 14, da Rua dos Plátanos, e aí permanecendo (salvo o intervalo de 2 anos na guerra colonial) até à idade de 23 anos, idade com que casei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a morar no Calhariz de Benfica, frequentemente voltava às origens para visitava &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWRlqNR3yI/AAAAAAAAAOM/STTCEOYuO30/s1600-h/a+ruas+do+meu+bairro.jpg"&gt;&lt;/a&gt;minha mãe a D. Georgina. E quando em Corroios/Seixal, passou a ser diária de manhã e á noite, tendo em conta que durante o dia, a minha mãe cuidou da sua neta Sofia, na idade escolar, e até concluir a instrução primária obviamente no bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este meu bairro inaugurado em Maio de 1946, responde com a sua edificação de cariz provisória ao programa no âmbito das “casas desmontáveis”, desenvolvido pelo município de Lisboa, na plena ascensão do Estado Novo. Está associado à filosofia da Lei da Casas Económicas de 1933 e, é concluído no início da década de 1950, com 280 fogos alojando cerca de 1.500 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMYy-ZiDrDI/AAAAAAAAAOk/yGrFgHkX15g/s1600-h/a+ruas+do+meu+bairro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243934863706532914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMYy-ZiDrDI/AAAAAAAAAOk/yGrFgHkX15g/s320/a+ruas+do+meu+bairro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A construção deste e outros bairros de semblante social, visava responder, por um lado, à politica do ditador Salazar, para com habitação operária, problema que se arrastava desde finais do séc. XIX, e acudir à mísera situação dos habitantes dos bairros de lata que proliferavam pela cidade. Por outro lado, ao realojamento dos fu&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWR_s9wnII/AAAAAAAAAOU/WWGODbcUFSw/s1600-h/a+eu+e+a+eugÃ©nia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ncionários da edilidade que viviam em barracas e dos cidadãos despejados administrativamente por causa dos novos empreendimentos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção das casas do meu Bairro das Furnas, foi feita, no exterior com chapas de lusalite, sendo no interior forradas por uma pequena espessura de tabique (gesso). Os fogos eram de diversos tipos – T1, T2, T3 e T4 – procurando responder ao numero do aglomerado familiar. Havia luz eléctrica e água canalizada, casa de banho com lavatório, chuveiro e pia. Na sala da entrada, tinha junto um poial com “chaminé” a quem chamávamos de “cozinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renda da minha casa – T3 - tinha um custo mensal de 110$00, incluindo os gastos com a água e a electricidade cujo horário era o da iluminação pública. Tinha pela frente um pequeno quintal. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Era extremamente injusta a fama de “reputação duvidosa”, que a população mal esclarecida &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWSrjHCyCI/AAAAAAAAAOc/rTUZF_zg8v4/s1600-h/aa+bairro2[1].jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243758617999624226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWSrjHCyCI/AAAAAAAAAOc/rTUZF_zg8v4/s320/aa+bairro2%5B1%5D.jpg" width="308" height="210" /&gt;&lt;/a&gt;de Lisboa catalogava os habitantes do meu bairro. As pessoas com quem eu cresci, eram humildes, honradas e trabalhadoras. Viviam com estremas dificuldades, a fome batia a muitas portas, mas o que era dos outros, não era seu. Paradigma disso, as peças de roupa do laboratório de análises clínicas que a minha mãe lavava e estendia no lavadouro e estendal comunitário, pois, podiam estar dias a fio a secar que nem uma peça faltava. Pobres certamente, mas as suas portas não estavam trancadas nem fechadas à chave. O respeito pelo próximo era muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Bibliografia: Informação dispersa da CML, Fotos do livro “O Nosso Bairro” (Maria de Lurdes Pais Gomes), Editado pela Associação de Moradores Do Bairro das Furnas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-529500962553629434?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/529500962553629434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=529500962553629434' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/529500962553629434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/529500962553629434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/o-meu-bairro-das-furnas-i_08.html' title='O MEU BAIRRO DAS FURNAS - I'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SMWREwE6HiI/AAAAAAAAAOE/LmxWC65pXk4/s72-c/abairro1%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-6692305279278208380</id><published>2008-09-03T20:03:00.000+01:00</published><updated>2008-09-04T15:14:56.153+01:00</updated><title type='text'>O TRABALHO (III)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Na primavera do ano de 1961, todas as instalações, da Robbilac Portuguesa, existentes na Rua Nova do Carvalho, foram transferidas para o Conde Redondo, mais propriamente para a Rua Luciano Cordeiro. Creio que tal mudança deveu-se a razões de espaço físico, para lançamento e afirmação de novos produtos, desenvolvimento dos recursos humanos e das vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 14 anos, este era agora o meu local de trabalho. Aqui, foram-me destinadas novas responsabilidades, que consistiam em percorrer, praticamente a pé, as freguesias da cidade de Lisboa (divididas com um colega de nome João Sequeira), a fim de detectar e recolher informações, junto dos empreiteiros com prédios ou andares em con&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gCRbuOtI/AAAAAAAAAMs/Wi6ASsZlKTs/s1600-h/Robbialac+conde+redendo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241873345949874898" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gCRbuOtI/AAAAAAAAAMs/Wi6ASsZlKTs/s320/Robbialac+conde+redendo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;strução ou remodelação. Todas as obras (pequenas ou grandes) tinham que ser obrigatóriamente balizadas, no exterior com madeira, de forma a estar denunciada a empreitada, e disso, dava conhecimento aos vendedores no final do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Câmara Municipal autorizou a consulta das licenças de obra, nos respectivos serviços do licenciamento, o meu trabalho no exterior acabou. Passei a ser responsável, por registar e debitar as encomendas, recebidas por telefone, do sector retalhista (drogarias), e ainda pelas existências e reposição das amostras (latas de 1/8 ou ¼ de litro) das diversas especialidades de tintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois, no meu bairro, lembro-me que “afinava” com alguns miúdos, porque ao cruzarem-se comigo, gozavam, cantando o anúncio que passava vezes sem conta na rádio…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;E agora? Agora, bate chapas e tintas Robbilac…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ou ainda…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Pinta, pinta, pinta com a tinta Robbiallac&lt;br /&gt;Que é a tinta que mais pinta, que mais dura.&lt;br /&gt;Quem não pinta com a tinta Robbiallac&lt;br /&gt;Pinta, pinta para borrar sempre a pintura…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estes anúncios estavam ligados à estratégia da propaganda da empresa. O refrão era cantado por Maria Pereira, fadista, contratada em exclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Pereira também actuou nas principais cidades do país, em dezenas de espectáculos graciosos, para clientes ou potenciais clientes. Esta artista (que era a mulher de um dos Administradores), era também conhecida pelas suas actuações prolongadas. Em cada espectáculo nunca cantava menos de 30 ou 40 fados. Por isso, tornou-se costume ouvir-se, no meio fadista, daqueles que “abusavam” nas suas interpretações… &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Eh pá, estás armado em Maria Pereira…?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gUB8fz0I/AAAAAAAAAM0/39R5zJ5kGcY/s1600-h/esfera.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241873651030019906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gUB8fz0I/AAAAAAAAAM0/39R5zJ5kGcY/s320/esfera.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Recordo uma brincadeira motivada pelo meu deslumbramento espacial, e pelo sucesso do astronauta russo Yuri Gagarine…o primeiro homem no espaço numa órbita em torno da terra de 40 mil quilómetros, feita em 108 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, fortemente entusiasmado pela corrida espacial entre os russos e americanos no objectivo de colocar o primeiro homem na lua, (feito que veio a acontecer pelos americanos no ano de 1969), chamo o meu colega, João Sequeira, e convido-o para fazermos um “foguetão”. A base espacial e rampa de lançamento seria na “casa das amostras”, dependência situada no mesmo andar onde trabalhávamos, ideia que teve a sua concordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “foguetão” era nem mais nem menos, uma carga da esferográfica parker carregada com cabeças de fósforos, bem atacadas, colocadas em cima de uma pequena rampa, elevada a cerca de 30 graus e feita em madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais à frente da rampa, a cinco metros de distância, um alvo pintado a preto. O feito era conseguir, com a explosão, que a cabeça da esferográfica, que segurava o “rolon”, fosse projectada contra o alvo, furando-o bem ao centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia do lançamento tinha que ser feito, numa altura em que a secção estivesse vazia de vendedores e o respectivo chefe (Dr. João Abel) ausente. Conseguida a oportunidade, deitamos mãos à “obra”, besuntámos a carga da esferográfica com verniz celuloso… e “fogo nele”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gnADR-5I/AAAAAAAAAM8/jV48L4XQod0/s1600-h/2aequipa+futebol.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241873976939117458" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="245" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gnADR-5I/AAAAAAAAAM8/jV48L4XQod0/s320/2aequipa+futebol.JPG" width="338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que desilusão, a única coisa conseguida, foi o susto às funcionárias administrativas (a Gaito e a Margarida) pelo estalar da detonação. Bem insistiram no…”que aconteceu?”...Por vergonha, nunca lhes contamos o nosso insucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já mais “espigado”, as brincadeiras com os colegas passaram a ser futebolísticas, aos sábados de tarde ou domingos de manhã, no Estádio Nacional, em Paços D’Arcos, ou no campo do Palmense, em Palma. Em horário pós laboral, no Ginásio Clube Português, na luta Greco-Romana, e já com 19 anos, no Estádio do Campo Grande, no rugby pelo Benfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois ingresso nas fileiras militares, sou mobilizado para a guerra colonial na Guiné-Bissau, reocupando o meu lugar no emprego, dois anos depois, em Março de 1969.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-6692305279278208380?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/6692305279278208380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=6692305279278208380' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6692305279278208380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/6692305279278208380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/09/o-trabalho-iii_03.html' title='O TRABALHO (III)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SL7gCRbuOtI/AAAAAAAAAMs/Wi6ASsZlKTs/s72-c/Robbialac+conde+redendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-3628796568729777147</id><published>2008-08-31T18:07:00.000+01:00</published><updated>2008-09-02T17:42:00.003+01:00</updated><title type='text'>O TRABALHO (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrQQaPe3NI/AAAAAAAAALo/T-42MBuJNDI/s1600-h/1Cruzeiro+a+Lisboa+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240730096739736786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrQQaPe3NI/AAAAAAAAALo/T-42MBuJNDI/s320/1Cruzeiro+a+Lisboa+004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Em meados do ano de 1958, com 12 anos de idade, por “cunha”, entro para o quadro do pessoal efectivo da Robbialac Portuguesa, cujas instalações estavam situadas na Rua Nova do Carvalho, ao Cais de Sodré/São Paulo, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A secção das vendas era no primeiro andar (hoje devoluto) do nº 11, assim como as restantes secções administrativas e de Direcção/Administração. Os armazéns, dois, estavam situados na mesma rua, um no nº 23 e o outro no nº 32.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além destes departamentos, no primeiro quarteirão da rua, também havia, antes e depois do arco, (que sustenta a Rua do Alecrim, mandado construir por Marquês de Pombal após terramoto de 1755), diversos bares de alterne (Texas, Filadélfia, entre outros), uma oficina de serralharia, que curiosamente tinha um cocheiro à porta (chamado Simões), que alugava carroças para transporte de mercadorias, um estabelecimento de vendas de acessórios para pesca (já fechado), para além de três ou quatro tascas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrQsKbQX_I/AAAAAAAAALw/NVwhreYwgX8/s1600-h/3Cruzeiro+a+Lisboa+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240730573530488818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" height="232" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrQsKbQX_I/AAAAAAAAALw/NVwhreYwgX8/s320/3Cruzeiro+a+Lisboa+003.jpg" width="311" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Era na tasca (hoje restaurante) do nº 36 desta rua, que todos os dias almoçava, os “petiscos” feitos pela D. Georgina dos Santos, minha mãe. Aqui, para quem ocupasse as mesas, (não encomendando a comida ao tasqueiro), era obrigatório fazer despesa; no mínimo, meio litro de vinho. Os operários que me faziam companhia na mesa, estavam sempre “com o olho” no vinho que me sobrava, pois não bebia mais que um copito, vulgo de “2” (200 ml), o restante oferecia-lhes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Para lá deste quarteirão também existiam outros estabelecimentos, sobretudo de vendas de confecção da empresa Rodrigues &amp;amp; Rodrigues. Creio que esta firma já não existe, mas o arco e os bares sim, na maior parte de diversão nocturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu trabalho era muito “duro”. Consistia em carregar latas de tinta, dos mais variados tamanhos e pesos, dos armazéns para o primeiro andar. Por vezes lá vinham umas gorjetas, quando as entregas dos produtos comprados eram feitas nos carros dos clientes, dando para pagar um ou outro maço de cigarros (para consumo semanal), com 10 unidades e de marca “Três Vintes”, e ainda para as “bicas” que tomava após os almoços, num dos bares de alterne, mas sempre acompanhado por colegas de trabalho mais velhos, e desde que não houvessem marinheiros dos barcos estrangeiros estacionados no Tejo…, caso contrário estava-me vedada a entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregavam também as mercadorias, mais três camaradas: O Francisco, o Salgado e o Júlio. O Júlio Gomes era “doido” por toiros (mais ta&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrREqgYCtI/AAAAAAAAAL4/p-5WaOk8tao/s1600-h/2bar+texas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240730994458757842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 313px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px" height="257" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrREqgYCtI/AAAAAAAAAL4/p-5WaOk8tao/s320/2bar+texas.jpg" width="331" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rde toureiro de renome internacional), fazendo sempre quando podia, (no armazém do nº 23, nas horas do descanso para o almoço) treino com o capote e muleta, que se desviava, elegantemente, dos cornos de uma vaca,(que um de nós pegava), quando investidos na sua direcção, sendo sempre animado, por fortes aplausos, pelos colegas trabalhadores de armazém, com destaque para o Sr. (s) Leite e Rio, chefe e subchefe do entreposto, que eram ferrenhos aficionados pela arte do toureio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como recordo, também, muitas outras brincadeiras, como foi o caso da gritaria e correria das mulheres das secções do cálculo e da contabilidade, por causa de uma ratazana, a quem o Fernando prendeu à cauda uma lata de um quarto de tinta vazia, com a inscrição de…“mais uma entrega Robbialac”… slogan à época muito em voga e inscrito nas viaturas da distribuição.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-3628796568729777147?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/3628796568729777147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=3628796568729777147' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/3628796568729777147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/3628796568729777147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/08/o-trabalho-ii.html' title='O TRABALHO (II)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLrQQaPe3NI/AAAAAAAAALo/T-42MBuJNDI/s72-c/1Cruzeiro+a+Lisboa+004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-476628657249943149</id><published>2008-08-28T20:37:00.000+01:00</published><updated>2008-08-28T20:53:03.731+01:00</updated><title type='text'>O TRABALHO (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;No passado, o conceito do trabalho, na generalidade das famílias, era muito diferente do de hoje. As dificuldades da vida obrigavam a que os jovens, sobretudo das famílias mais humildes, fossem trabalhadores por conta doutrem muito cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso ainda não tinha acabado a instrução primária, já os meus pais tinham feito compromissos para o meu emprego com um latoeiro/funileiro.Este primeiro estabelecimento para onde fui trabalhar, o do Sr. António Nabais, estava situado na Estrada de Benfica, junto à Cruz da Pedra, e consistindo o meu serviço, como aprendiz de funileiro, entre recados, actuar com um engenho, parecido ao picador de carne manual, mas em tamanho “Big Doble”, que permitia fazer co&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLb_Yv74NNI/AAAAAAAAAJg/q-4Io2n3MQk/s1600-h/a+pequeno+raul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239656017141707986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLb_Yv74NNI/AAAAAAAAAJg/q-4Io2n3MQk/s320/a+pequeno+raul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rtes redondos em chapas zincadas, folhas de Flandres ou de alumínio, para substituição dos fundos das panelas, tachos, regadores, baldes, etc. que os fregueses entregavam para substituir. Mudados os carretos da máquina, permitia ainda fazer as dobras, engatar e comprimir as mesmas, ficando os utensílios prontos a serem de novo utilizados.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Foi de pouca duração a prestação do meu trabalho nesta oficina de latoaria, porque, passados três ou quatro meses, detectei que o Sr. Nabais, para testar a minha honorabilidade, colocou no chão, uma nota de 20 escudos, simulando que a tinha deixado cair inadvertidamente, situação que me chocou grandemente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Quando a situação se repetiu em outra ocasião, nessa mesma tarde, já não fui trabalhar, não antes de minha mãe se importunar com o Sr. Nabais e de lhe dizer que o meu filho era de família pobre, mas sabia, tal como a sua família, respeitar e honrar o nome dos Pica Sinos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A minha segunda ocupação foi na oficina do Sr. Américo Santos, também na Cruz da Pedra, que construía, através de moldes, trabalhos em torno mecânico, fundamentalmente salvas, baixelas, taças e outras peças decorativas e, cromadas posteriormente. Arear/polir estas peças, era o meu trabalho. Artefactos feitos em chapa de latão e cobre, cromados por processo de imersão de banhos electrólitos, num tanque existente no quintal. O meu salário era 7$50 por semana (em euros cerca de 3.5 cêntimos).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Recordo uma vez, que fui a Campolide buscar umas calças ao alfaiate do Sr. Américo Santos. Quando no balcão, aparece um indivíduo que me pareceu um “miúdo” a quem logo digo…"chama lá o teu patrão"….Este, responde com voz grossa…"Diz lá o que queres"…Até estremeci! Era um anão. Fiquei tão encavacado que me esqueci de pagar ao homem. Sabia o que era um anão mas nunca tinha visto um assim de perto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Foto: No Bº das Furnas, na rua onde morava, eu e a minha mãe depois de um dia&lt;br /&gt;de trabalho na oficina do Sr. Américo Santos &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-476628657249943149?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/476628657249943149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=476628657249943149' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/476628657249943149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/476628657249943149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/08/o-trabalho-i_28.html' title='O TRABALHO (I)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLb_Yv74NNI/AAAAAAAAAJg/q-4Io2n3MQk/s72-c/a+pequeno+raul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7984197543276933701</id><published>2008-08-25T19:37:00.003+01:00</published><updated>2008-08-28T09:33:39.247+01:00</updated><title type='text'>OS OVOS DAS CÓCÓS...UMA DELICIA QUANDO FRITOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Embora natural da freguesia de Benfica, toda a minha infância e adolescência, foi passada na freguesia de São Domingos de Benfica, tendo, por perto o Jardim Zoológico de Lisboa, onde, sobretudo nas tardes dos Domingos, era palco no parque infantil, a organização de muitas brincadeiras destinadas aos miúdos em idade escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo que das muitas diversões que os animadores culturais faziam (apanha da bolacha em altura, salto em altura, corrida de fundo aos 50 metros, entre outras) havia uma, onde dificilmente os outros miúdos me ganhavam. Era&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLL8XSeK7BI/AAAAAAAAAIE/yMJvRTp4rMg/s1600-h/jzzo2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238526793610882066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" height="218" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLL8XSeK7BI/AAAAAAAAAIE/yMJvRTp4rMg/s400/jzzo2.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m as das corridas aos pulos quando enfiado num saco de batatas, cujo prémio, pela participação, dava direito a uma entrada grátis no domingo seguinte. Certa vez, uma dessas corridas foi tão garridamente disputada, que não me apercebendo da corda que ladeava o perímetro, pela garganta sou violentamente sacudido, ficando, por largos minutos, inanimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela proximidade do Jardim Zoológico ao Bairro das Furnas, quando o vento soprava vindo do norte, já pelo silencio da noite, podia-se ouvir, no bairro, o rugir dos leões, o canto dos pavões, a berraria dos macacos e de outros “habitantes”, que eu privilegiava arreliar, enquanto não começavam as brincadeiras, nessas tardes dos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo, haver junto à vedação do exterior, dentro do perímetro reservado à pequenada, na frente de uma carreira da plantação das canas de bambu, um conjunto pequenas casinhas, que davam para entrarmos pelas portas, sairmos pelas janelas, brincar às escondidas, etc. onde, despreocupados e alheios a tudo isto, pastavam pequenos galináceos – os “cocós” – cujas fêmeas punham os ovos, em recipientes estratégicos, colocados pelos funcionários do jardim, para que a pequenada não os esmigalhassem em resultado das suas brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, também uma vez tive com eles, com os ovos, muito cuidado e, na hora da partida. Colocados sete ou oito dentro da camisa, lá fui eu disfarçadamente para casa na esperança de os comer fritos, não sem antes levar dois estalos da Georgina, minha mãe, pelo acto praticado. Contudo, não deixou de os fritar. E como soberam bem os ovos das cocós do Jardim Zoológico de Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7984197543276933701?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7984197543276933701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7984197543276933701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7984197543276933701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7984197543276933701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/08/os-ovosuma-delicia-quando-fritos.html' title='OS OVOS DAS CÓCÓS...UMA DELICIA QUANDO FRITOS'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLL8XSeK7BI/AAAAAAAAAIE/yMJvRTp4rMg/s72-c/jzzo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-304408962106831243</id><published>2008-08-25T11:25:00.000+01:00</published><updated>2008-08-25T12:04:43.800+01:00</updated><title type='text'>NÃO SÓ OS ADVERSÁRIOS SOFRERAM COM AS VITÓRIAS DO GLORIOSO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando morava na Estrada de Benfica, por duas ou três vezes, saltei para debaixo da cama, assustado, quando faziam estoirar foguetes, por vitórias ou inaugurações de eventos, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi fácil, no tempo que sucedeu ao regresso da guerra colonial, lidar com “fantasmas”, tendo em conta a sofrida sujeição aos rebentamentos das “morteiradas”, com que eu, e outros, fomos confrontados no aquartelamento em Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1970, quatro anos depois das africanizadas impostas acções e… do casório, eu e a Mila, ocupávamos um 4º andar (duplex) no Calhariz de Benfica, situado a cerca de dois mil metros do Estádio do Glorioso. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLKJX31jUcI/AAAAAAAAAHk/Bjhs4bgDTg8/s1600-h/ultima+imagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238400359803867586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLKJX31jUcI/AAAAAAAAAHk/Bjhs4bgDTg8/s320/ultima+imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para principio ficamos muito bem, o duplex tinha duas assoalhadas, uma casa de banho e a ligação a todo o comprimento do telhado do prédio, sendo o sótão aproveitado: com uma pequena cozinha, armazém das chamadas velharias, e ainda com uma “coelheira” para um ou outro coelho ou galináceo na engorda, para serem “servidos” em melhor ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isto, para referir que não era difícil, (mesmo resistindo ao pó DDT que cuidadosamente colocávamos no chão, junto à porta que dava acesso ao sótão), impedir que, no quarto, fossemos “visitados”, quase sempre pela calada da noite, por uma ou outra “baratita” ou “ratito faroleiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo de algumas práticas de familiarização com estes bicharocos na Guiné, esquecendo que dormia sozinho, sonâmbulo, sentia a sua passagem e… calmamente a(s) sacudia(s) para o lado(s) ocupado, na cama, pela minha companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é compreensível, a moça não gostava nada destes maus hábitos, ficava aos pulos e “fula” cada vez que levava com um destes bicharocos, mais propriamente com baratas e, fugia em pânico para um dos cantos do apartamento, estorvando o meu sono, mas secundado por fortes risadas ao saber do acontecimento. Irritada já não se deitava sem antes passar “revista à caserna”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a “vingança” da Mila estava para vir. Em Abril de 1972, quando do jogo para a Taça de Portugal, onde o Benfica venceu o Porto por 6 a 0, a folia e os festejos, já no Estádio da Luz, prolongaram-se noite dentro e, o final de tanta festança foi ao som de fortes morteiradas, que ao acordar, dou comigo debaixo da cama. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLKJwBiU5EI/AAAAAAAAAHs/Iij8ZASEamU/s1600-h/benfica+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238400774724445250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLKJwBiU5EI/AAAAAAAAAHs/Iij8ZASEamU/s200/benfica+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já refeito do susto, a Mila pergunta:… &lt;strong&gt;Estás a ver se as molas do colchão da cama estão partidas?&lt;/strong&gt;...era a vez de ela rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente que a “pancada” não ficou e, a testar isso foram os festejos, naquele Estádio, das sucessivas vitórias do glorioso, e sempre Benfica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-304408962106831243?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/304408962106831243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=304408962106831243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/304408962106831243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/304408962106831243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/08/no-s-os-adversrios-sofreram-com-as.html' title='NÃO SÓ OS ADVERSÁRIOS SOFRERAM COM AS VITÓRIAS DO GLORIOSO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SLKJX31jUcI/AAAAAAAAAHk/Bjhs4bgDTg8/s72-c/ultima+imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-8768229848017361757</id><published>2008-08-22T10:41:00.000+01:00</published><updated>2008-08-22T11:55:42.042+01:00</updated><title type='text'>O PRIMEIRO CARRO (II)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A VIDA É UM RASCUNHO DE SAUDADES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corria o mês de Janeiro de 1971. Dou comigo, ao volante do “carocha”, a subir a Av. da Liberdade em Lisboa. O tempo estava chuvoso, chuva tipo “molha-tolos”. Oiço o “cantar” do carro e acelero, entusiasmado ao verificar que toda a avenida tinha luz verde nos semáforos. Reparo que deixo para trás, alguns dos “borrados” condutores com receios das condições do tempo e do asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ápice surge a rotunda do Marquês de Pombal. Dou com todos os meus companheiros “de route” parados e perplexos, a assistir ao bailado do “Carocha” que ostentava ainda na traseira um “ovo” amarelo indicativo de velocidade máxima de 90 km que me era permitida e avisador para os &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6XzguKWII/AAAAAAAAAHM/T18T3vByscA/s1600-h/2006522278_wLisboaMarques-33.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237290327891138690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6XzguKWII/AAAAAAAAAHM/T18T3vByscA/s320/2006522278_wLisboaMarques-33.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;demais…… “aqui vai um piriquito”. Qual bailado de cisne em tempo de acasalamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “meu”, ou melhor o “bailado” do meu “Pablo”, foi de tal forma que ainda hoje estou para saber como fui parar ao jardim que circundava a estátua do Conde de Oeiras, Primeiro-ministro e Marquês de Pombal. Atolado no meio das flores, não fora a ajuda do jardineiro e de um polícia sinaleiro, creio que ainda lá estaria especado e com os pés lameados perante o riso de gozo dos energúmenos condutores que pelo local passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta rotunda dava-me “galo”. Uma outra vez, não muito distante no tempo, vindo da direcção do Saldanha e querendo cortar à direita, em direcção às Amoreiras, ao sair da faixa do meio, um táxi levou-me o guarda-lamas direito, sendo, por mim, recuperado mais à frente, perante todo o trânsito parado, espectáculo desta vez “brindado” com multa e “recheado” de sorrisos dos passantes, gozo que me levou a retirar para sempre o malfadado “ovo” amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também quem não gostava muito destas e outras brincadeiras resultantes em amachucadelas, era o Artur bate-chapas e o Arnaldo pintor, am&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6a2h2hu3I/AAAAAAAAAHU/xn0JZ0NLPJw/s1600-h/luzia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237293678269152114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px" height="139" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6a2h2hu3I/AAAAAAAAAHU/xn0JZ0NLPJw/s320/luzia.jpg" width="232" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;igos de infância que possuíam uma oficina no Bairro da Graça. Bem dizia o Arnaldo (que comigo em miúdo roubava parte das hóstias ao padre do Bairro quando lhe fazíamos o recado à senhora que as confeccionava): Oh Pica dizia ele… de tantas vezes nos “visitares” é melhor mudares de emprego e vires para cá trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o “defeito não era meu”, à falta de visibilidade do guarda-lamas do lado direito, o carro andava quase sempre batido, ao ponto de sair da garagem com o “Carocha” como um “brinco” e junto ao Miradouro de Santa Luzia, para aí mais mil metros à frente, ainda na região do Bairro da Graça, bater na traseira de um outro carro, tal a distracção ao admirar uma flausina lisboeta. Já era azar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, convencido continuava a não haver melhor “volante” em Lisboa e arredores. Vaidoso, lá continuava a buzinar ao som do rugir da vaca.&lt;br /&gt;Como era boa a vida de Lisboa. Quem me dera ter outra vez vinte anos…&lt;br /&gt;Não fui capaz de segurar as lágrimas, dois anos depois, quando por 10 contos (cinquenta euros) me desfiz do primeiro carro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-8768229848017361757?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/8768229848017361757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=8768229848017361757' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8768229848017361757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/8768229848017361757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/08/o-primeiro-carro-ii.html' title='O PRIMEIRO CARRO (II)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6XzguKWII/AAAAAAAAAHM/T18T3vByscA/s72-c/2006522278_wLisboaMarques-33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-2883526771245157932</id><published>2008-08-22T10:26:00.000+01:00</published><updated>2008-08-22T11:39:50.507+01:00</updated><title type='text'>O PRIMEIRO CARRO (I)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SAUDADES SÓ AS TEM QUEM DAS SAUDADES NÃO ESQUECE&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Chegado da Guiné em Março &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;de 1969, das “lecas” que a “miúda” (hoje minha mulher) tinha conseguido amealhar, era minha intenção tirar a carta de condução e comprar um carro, diria mesmo que a&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6WfUWyfjI/AAAAAAAAAG8/eE68wBXQCrM/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237288881462869554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 106px" height="153" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6WfUWyfjI/AAAAAAAAAG8/eE68wBXQCrM/s320/images.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; vontade era inversa.“Flipado”, dava-me gozo o BMW Iseta de dois lugares, com uma única porta à frente, motor com 569 c.c., atingindo 85 quilómetros de velocidade. À época muito “IN”, com a agravante de um vizinho meu, com um disponível para comigo fazer negócio. Mas qual quê as “isetas” foram outras e as vontades cortada…“ela”, a miúda, não foi em “pancadas”, optando por me convencer no casamento, que três meses depois se realizou.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Querendo refazer a vida, faço-me vendedor de uma fábrica em Vila Nova de Gaia, do ramo das tintas e vernizes, cuja área da minha actuação era, fundamentalmente, a região de Lisboa.Contudo, entregar latas de tintas de variadas dimensões, utilizando os transportes públicos incluindo táxis, não era propriamente o meu forte. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6W9GFDPlI/AAAAAAAAAHE/AmhHNU3im2Y/s1600-h/vw_06.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237289393026448978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" height="182" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6W9GFDPlI/AAAAAAAAAHE/AmhHNU3im2Y/s320/vw_06.JPG" width="291" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Retomo com muita força a ideia de possuir um carro após o exame de condução e, em Agosto de 1970 finalmente adquiri o primeiro carro…….um “Carocha”.Rapaz de 25 anos, sem dúvidas, convencido de não haver melhor “volante” em, Lisboa e arredores!Como eu ficava bem neste meu carro. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vaidoso, não me cansava de buzinar (com o som do mugir da vaca), quando as garinas se cruzavam com o meu olhar. Era um fartote de riso, confrontado com os rostos ruborescidos das miúdas. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O carro comprado em terceira mão, arranjado, primorosamente, por um mecânico/bate chapas que trabalhava nas oficinas da peugeot, situadas no Bairro Santos ao Rêgo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O “Carocha”, veículo salvado, custou-me cerca de 20 contos (100 euros), a cor era azul, a marca volkswagen com motor de 1200 c.c., podendo atingir 140 quilómetros por hora. As rodas estavam colocadas ao contrário para parecerem as jantes, mais largas e dois brutos tubos de escapes, fazendo inveja a qualquer “engenheiro” de tuning à data, o carro estava um espectáculo!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que bem cantava o “Pablo”, nome que lhe dei, mesmo a baixa velocidade, fazia um “bonito” “roooooommmm”, ao contrário pensavam os “cotas”, ao acordarem pelas duas da manhã, hora habitual do recolher cá do rapaz, no Calhariz de Benfica junto ao Ferro-de-Engomar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas este primeiro carro tinha dois grandes defeitos: o primeiro derivado da “mocada” que certamente levou, tinha o chassis “pescoço de cavalo”, ligeiramente empenado, dando origem, nas travagens, a guinar para a esquerda. Deveras perigoso, em dias de chuva. O segundo, mas este comum a todos, o condutor não conseguia ver o “guarda-lamas” direito, mas os acontecimentos e aventuras, que daí derivaram, são outras histórias.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-2883526771245157932?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/2883526771245157932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=2883526771245157932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2883526771245157932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2883526771245157932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/08/o-primeiro-carro-i.html' title='O PRIMEIRO CARRO (I)'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cUaVsj4d8aQ/SK6WfUWyfjI/AAAAAAAAAG8/eE68wBXQCrM/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-2590529674687251587</id><published>2008-05-24T13:56:00.000+01:00</published><updated>2008-06-21T17:46:56.932+01:00</updated><title type='text'>EM MIUDO TAMBÉM SALTEI AO LAGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDgRGSSZkoI/AAAAAAAAAGk/AWm9b3O242U/s1600-h/Imagem1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203928169112507010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDgRGSSZkoI/AAAAAAAAAGk/AWm9b3O242U/s320/Imagem1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Miúdo, com oito ou nove anos de idade, tinha por habito brincar, com outros também pela minha idade, na Mata de S. Domingos de Benfica perto dos Pupilos do Exercito a três ou quatro quilómetros do meu Bairro das Furnas. A mata era bem bonita, com uma bica com duas saídas de água na rua central onde os passantes enchiam garrafões, as ruas era empedradas e os bancos feitos de árvores. Como eram bonitos os pássaros, mas a fisga, essa, escondida no bolso não fossem os guardas florestais, atentos, confiscarem tão “vil arma” como os vi fazer a outros. Nos lagos (dois) os patos abundavam, espalhados em considerável número os pavões, que inocentemente atrás deles andava, na esperança de adquirir uma ou outra pena que caísse.&lt;br /&gt;Mas o porquê da memória? A escultura que apresento cujo autor desconheço, mas rendo a minha humilde homenagem, fez-me lembrar exactamente o que fiz quando miúdo. Saltar para o lago. Só que o fiz quando estava vazio para lavagem, a ânsia de ver os peixes que se acumulavam numa escapatória bem no centro do mesmo, deu como resultado torcer o pé esquerdo, concertado no Endireita da Esperança, na rua do mesmo nome em Santos, em plena Madragoa. Ainda hoje, quando o tempo está mais frio o dito cujo me dói.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-2590529674687251587?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/2590529674687251587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=2590529674687251587' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2590529674687251587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2590529674687251587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/05/em-muido-tambm-saltei-ao-lago.html' title='EM MIUDO TAMBÉM SALTEI AO LAGO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDgRGSSZkoI/AAAAAAAAAGk/AWm9b3O242U/s72-c/Imagem1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7883369263593412008</id><published>2008-05-23T22:20:00.000+01:00</published><updated>2008-05-23T22:21:36.783+01:00</updated><title type='text'>DÁ PARA PENSAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDc1VSSZkmI/AAAAAAAAAGU/9QyhNvV3F0Q/s1600-h/a+carroÃ§a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203686534252434018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDc1VSSZkmI/AAAAAAAAAGU/9QyhNvV3F0Q/s400/a+carro%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7883369263593412008?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7883369263593412008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7883369263593412008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7883369263593412008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7883369263593412008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/05/d-para-pensar.html' title='DÁ PARA PENSAR'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDc1VSSZkmI/AAAAAAAAAGU/9QyhNvV3F0Q/s72-c/a+carro%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7855214274167376978</id><published>2008-05-18T16:12:00.000+01:00</published><updated>2008-05-18T16:15:04.030+01:00</updated><title type='text'>O 19º ALMOÇO COM O PESSOAL DA TROPA</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDBHuGxNZPI/AAAAAAAAAF8/vSYuUxkWNX8/s1600-h/tite+almoÃ§o+031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201736427029488882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDBHuGxNZPI/AAAAAAAAAF8/vSYuUxkWNX8/s200/tite+almo%C3%A7o+031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Ontem, 17 de Maio de 2008, fui com a minha mulher e sogra ao 19º Almoço Convívio da rapaziada que comigo esteve em Tite na Guiné – Bissau nos anos de 1967/69.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a terceira vez que assisto a estes almoços que são sempre palco de recordações. A linda baía de S. Martinho do Porto estava à minha esquerda, há anos que não a via. Há mesmo muitos anos. O mar, apesar de uma ligeira ventania estava calmo, o sol esse… ia e vinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de encontro foi junto ao Parque de Campismo. A “malta” por volta das 11 horas começou a chegar: uns isolados, mas a maior parte vêm acompanhados das suas esposas, filhos, filhas e alguns, vaidosos claro está, também trazem os netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São habituais os gestos com os cumprimentos daqueles que todos os anos fazem questão em marcar presença neste tipo de convívio. Diferentes são os cumprimentos daqueles que há largos anos, por esta ou aquela razão, não tiveram a oportunidade de se encontrarem, não se fazem esperar os fortes abraços, vive-se mais alegria, os olhos lacrimejantes, espalha-se ternura nas conversas que se sucedem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 12,30 horas, o organizador deste evento, dá ordem de partida à caravana automóvel ali presente. Salir do Porto é o rumo, espera-nos o almoço no restaurante Nascer do Sol cujos lugares nas mesas têm que ser aumentados, o número das presenças bateu o recorde. Nunca um almoço convívio teve tantos participantes com este, disse-me quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se acomodam, nas mesas os aperitivos, vinhos, sumos e cerveja já estão na mesa. Ouve-se aqui e ali o barulho característico das rolhas a serem sacadas das garrafas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha esposa e sogra estão satisfeitas, conversam com as esposas dos meus camaradas José Santos e do Amador. O Contige, antigo padeiro, sentado ao lado da Maria Emília, minha esposa, conversam animadamente, certamente histórias passadas comigo e com ele em Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sobremesa, obviamente, os discursos não faltaram, houve quem cantasse o fado, que declamasse e assobiasse. Cantou-se os parabéns a alguém que fez anos. As palmas, essas, foram muitas. Mas as recordações dos anos 20 em Tite e os “retratos” das suas vidas depois, essas não cessaram todo o momento…….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cerca das 17 horas, na partida repetem-se os sorrisos e os abraços com a mesma força da chegada, com a promessa que em Ovar – ano do 40º aniversário da chegada de Tite – os abraços serão mais fortes. Se tiver saúde lá estou outra vez. Tenho que abraçar novamente aquela malta. Amigos na guerra, amigos para sempre.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7855214274167376978?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7855214274167376978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7855214274167376978' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7855214274167376978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7855214274167376978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/05/ontem-17-de-maio-de-2008-fui-com-minha.html' title='O 19º ALMOÇO COM O PESSOAL DA TROPA'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SDBHuGxNZPI/AAAAAAAAAF8/vSYuUxkWNX8/s72-c/tite+almo%C3%A7o+031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-7237094969143625553</id><published>2008-05-16T19:10:00.000+01:00</published><updated>2008-05-16T20:41:49.575+01:00</updated><title type='text'>BOICOTES SÃO COMIGO...MAS AQUI NÃO SEI COMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SC3OTmxNZNI/AAAAAAAAAFs/iOGNOqGMU0A/s1600-h/a+boicote.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201039980902573266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SC3OTmxNZNI/AAAAAAAAAFs/iOGNOqGMU0A/s320/a+boicote.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-7237094969143625553?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/7237094969143625553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=7237094969143625553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7237094969143625553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/7237094969143625553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/05/boicotes-so-comigomas-aqui-no-sei.html' title='BOICOTES SÃO COMIGO...MAS AQUI NÃO SEI COMO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SC3OTmxNZNI/AAAAAAAAAFs/iOGNOqGMU0A/s72-c/a+boicote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-5510597035883875386</id><published>2008-05-04T18:42:00.000+01:00</published><updated>2008-05-04T18:53:03.343+01:00</updated><title type='text'>O 39º ANIVERSÁRIO DO NOSSO CASAMENTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SB315wwQsPI/AAAAAAAAADc/QmTNpOFBZCE/s1600-h/a+Noivos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196579917744091378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SB315wwQsPI/AAAAAAAAADc/QmTNpOFBZCE/s320/a+Noivos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SB31uAwQsOI/AAAAAAAAADU/FU8Mx6em_-A/s1600-h/a+os+noivos.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196579715880628450" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SB31uAwQsOI/AAAAAAAAADU/FU8Mx6em_-A/s320/a+os+noivos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Parabéns á minha mulher pelo dia de hoje e por todos os que comigo tem partilhado ao longo dos anos &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Faz hoje 39 anos que somos casados. Casei com a Maria Emília, cerca das 10 horas, numa pequena igreja na Aldeia do Pombalinho, terra natal dos seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da casa da Júlia, tia da noiva, e como manda a tradição fui espera-la à sua porta mais abaixo, na mesma rua, seguindo a prometida à minha frente com os seus convidados, eu com os meus um pouco mais atrás, caso contrário a noiva não sairia da casa dos seus progenitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È verdade que nesse dia, 4 de Maio de 1969, as coisas estiveram um pouco complicadas. Dois dos meus convidados estavam na estação do caminho-de-ferro, a cerca de 20 quilómetros da aldeia, mais propriamente em Santarém, sem possibilidades de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo ninguém que os fosse buscar de pronto me meti ao caminho no alcance dos dois meus grandes amigos, ficando todos os convidados, os meus e os dela, na expectativa tal não foi a demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, deixo o fotógrafo sem o trabalho de me fotografar e depressa vou ao alcance da minha amada, fula pois então. Na verdade a saída da casa da tia Júlia talvez tenha demorado um pouco mais de meia hora do que estava programado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não gostou nada da brincadeira foi o velho padre, que em “brasa” mandou recado que “ou aparecíamos no espaço de cinco minutos ou não havia casamento para ninguém”, alegando o compromisso com outra cerimónia na vila de Azinhaga, terra natal do José Saramago, a 8 quilómetros, lá para os lados da Golegã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que veio a seguir é que foi giro: o desfile nupcial a correr para a igreja, a noiva levou a maior parte do tempo com vestido ligeiramente levantado para não tropeçar na correria, a minha irmã por vezes a segurar a capelina para que não caísse da cabeça, os convidados mais velhos a deitar os “bofes” pela boca fora, o meu cunhado, nervoso colocou a fita da máquina de filmar ao contrário não havendo filme da cerimónia para ninguém, calmo ia eu, de mãos nos bolsos e de braço dado com a minha mãe. O tempo dado pelo padre para prolongamento foi cumprido, a cerimónia lá se realizou e os sinos repenicaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vim a saber que o outro casamento que o velho padre tinha previsto para realizar só estava marcado para a tarde desse dia, para castigo não o convidei para a boda que teve bailarico e a presença cerca de 120 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos mais tarde nasce, a 23 de Junho de 1972, a Sofia, a nossa primeira filha e oito anos mais tarde a 24 de Junho, nasce a segunda filha a Catarina.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-5510597035883875386?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/5510597035883875386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=5510597035883875386' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/5510597035883875386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/5510597035883875386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/05/o-39-aniversrio-do-nosso-casamento_04.html' title='O 39º ANIVERSÁRIO DO NOSSO CASAMENTO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SB315wwQsPI/AAAAAAAAADc/QmTNpOFBZCE/s72-c/a+Noivos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-2414463086157006589</id><published>2008-05-02T15:09:00.000+01:00</published><updated>2008-05-03T11:48:36.763+01:00</updated><title type='text'>4 DE MAIO - DIA DA MÃE</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBshPgwQsKI/AAAAAAAAACw/4CT2ffzoANA/s1600-h/A+MÃE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195783145476108450" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBshPgwQsKI/AAAAAAAAACw/4CT2ffzoANA/s320/A+M%C3%83E.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;Não preciso da noite&lt;br /&gt;Para ver a estrela em ti&lt;br /&gt;A tua imagem pura&lt;br /&gt;Da mulher que me gerou&lt;br /&gt;E cuidou desafiando a&lt;br /&gt;Própria Vida.&lt;br /&gt;Beijo a tua face&lt;br /&gt;Como todas as noites o fizeste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;Até amanhã querida mãe.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;Felizes daqueles que podem abraçar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;ou conservar saudades da sua Mãe&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-2414463086157006589?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/2414463086157006589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=2414463086157006589' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2414463086157006589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/2414463086157006589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/05/4-de-maio-dia-da-me.html' title='4 DE MAIO - DIA DA MÃE'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBshPgwQsKI/AAAAAAAAACw/4CT2ffzoANA/s72-c/A+M%C3%83E.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-5389775271070287705</id><published>2008-04-26T21:34:00.000+01:00</published><updated>2008-04-26T21:39:16.533+01:00</updated><title type='text'>Quem disse que beijar um porco é feio?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBOSkgwQsCI/AAAAAAAAABQ/FNe6J4CBDHc/s1600-h/bebes132.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193655951253614626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBOSkgwQsCI/AAAAAAAAABQ/FNe6J4CBDHc/s400/bebes132.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-5389775271070287705?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/5389775271070287705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=5389775271070287705' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/5389775271070287705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/5389775271070287705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/04/quem-disse-que-beijar-um-porco-feio.html' title='Quem disse que beijar um porco é feio?'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBOSkgwQsCI/AAAAAAAAABQ/FNe6J4CBDHc/s72-c/bebes132.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-1524384016768808786</id><published>2008-04-19T18:54:00.000+01:00</published><updated>2008-04-19T19:15:21.005+01:00</updated><title type='text'>AS POSSIVEIS ORIGENS DO MEU NOME</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Em tempos numa consulta que fiz na Biblioteca da Câmara Municipal de Lisboa, no Campo Pequeno, em Lisboa, procurei saber a origem do nome Pica Sinos, em meu pai não era separado (Picassinos). Curioso, verifiquei que o apelido data do século XVI.&lt;br /&gt;Na oportunidade conclui (ver referidas outras opiniões abaixo) que a origem do nome (Pica Sinos) está ligada à profissão do picar os sinos, na medida em que no Mosteiro da Batalha, existia à data, uma ala para “formação profissional” (artes e ofícios) onde se ministrava a arte de “picar os sinos” assim é referido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;As outras duas versões fui recolhe-las à Enciclopédia das Localidades Portuguesas, com o devido respeito aqui transcrevo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Quanto à origem do nome de Picassinos, existem, que se conheça, duas versões. Uma, a de que o nome deriva de aí terem, em tempos, existido muitas aves conhecidas por picanços e picancinhos, daí derivando o nome para Picassinos. A outra, que nos foi contada pelo picassinense António de Sousa Martinho, é do seguinte teor: há cerca de 140 anos, por volta do ano de 1850, existiu para as bandas da Tojeira, uma pequena ermida, onde aos domingos a população do lugar (nessa altura conhecido por Carvalhos, por aí existirem muitas dessas árvores) se reunia para ouvir os cultos católicos. Como não existiam relógios, o pessoal era alertado pelo toque de um pequeno sino: as pessoas regulavam-se pela passagem do sineiro, e diziam umas para as outras: "vamos, que já passou o homem que pica o sino". 0 nome teria derivado de Pica-sinos, como antigamente se escrevia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-1524384016768808786?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/1524384016768808786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=1524384016768808786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/1524384016768808786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/1524384016768808786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/04/as-possiveis-origens-do-meu-nome.html' title='AS POSSIVEIS ORIGENS DO MEU NOME'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7442690162678401806.post-1141259737045729656</id><published>2008-04-19T17:54:00.000+01:00</published><updated>2008-04-27T00:28:30.037+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Abril de 2008'/><title type='text'>SEJAM BENVIDOS AO MEU CANTINHO</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBOtcgwQsHI/AAAAAAAAAB4/FYrG3nuiHU8/s1600-h/ANOS+2007+005.jpg"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193685500628611186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBOtcgwQsHI/AAAAAAAAAB4/FYrG3nuiHU8/s320/ANOS+2007+005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Os meus netos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Luis, a Inês e a Lara&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amigos/as – Bem Vindos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Creio que a melhor maneira de começar a construir o blog é falar do “artista” que o pretende “pintar”. Não faz sentido, penso eu, serem convidados a visitarem a “exposição” e não saberem como é, quem é o “pintor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome – Raul Ferreira Pica Sinos –; A morada – para os lados do Seixal no distrito de Setúbal, mais propriamente na Vila que já devia ser Cidade, Corroios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este Sagitário já passaram 62 primaveras, pensa que está em condições de poder passar por muitas mais. É casado, tem duas lindas filhas que já lhe deram netos, mais propriamente três. Um rapaz e duas meninas, cujas fotos se encontram publicadas neste espaço mais acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem como preferências: a vida politica, o sindicalismo, a história. A NET pois claro. No desporto o campismo e a pesca. Adora viajar, conhecer as gentes, as terras os seus usos e costumes. Na gastronomia: feijoada, cozido à portuguesa, peixe cozido ou assado, um bom naco de carne de porco, tudo com o devido acompanhamento, regado de preferência com vinhos, tinto ou branco. O verde também escorrega desde que fresquinho. Há anos deixou de fumar, não que não gostasse, sobretudo pela saúde e pelo preço dos cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto e porque sei que ao lerem “Pica Sinos” como meu apelido não deixaram de sorrir, não quero deixar de contar as três histórias que conheço procurando registar a origem: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7442690162678401806-1141259737045729656?l=raulpicasinos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/feeds/1141259737045729656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7442690162678401806&amp;postID=1141259737045729656' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/1141259737045729656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7442690162678401806/posts/default/1141259737045729656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raulpicasinos.blogspot.com/2008/04/sejam-benvidos-ao-meu-cantinho.html' title='SEJAM BENVIDOS AO MEU CANTINHO'/><author><name>Pica Sinos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00475384046422579322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/R_-oBrHW_3I/AAAAAAAAAAY/RR4gY3hPyus/S220/ZZd1+PICA+SINOS+em+2007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cUaVsj4d8aQ/SBOtcgwQsHI/AAAAAAAAAB4/FYrG3nuiHU8/s72-c/ANOS+2007+005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
