sábado, 10 de outubro de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
OS IDOSOS E OS OUTROS "VELHOS"
Impressionado com as reportagens, artigos e, outros textos, sobre os idosos e as vicissitudes da vida que, o dia-a-dia lhes tem vindo a reservar, surgiu-me a ideia de publicar no blog, um texto, necessariamente modesto, com o objectivo e no propósito – através dele - de desenvolver uma “conversa” com os meus antigos camaradas d’armas e amigos, ao estilo e a exemplo das muitas “conversas” desenvolvidas no tempo, onde não nos passava pela cabeça, a vida, 40 anos passados. 
Acreditem que não foi difícil encontrar o “suporte” necessário para relatar, e, opinar, sobre a problemática da chamada 3ª idade neste país, chegando à conclusão, que são muito poucos os Idosos, com razões para darem Graças, por verem respeitados, honrados, na sociedade e na família, os direitos que lhes são justamente devidos no Outono da vida.
Os outros, os “Velhos”, a esmagadora maioria, sem “voz” para reclamarem, juntam velas, que acendem, ou não, rezando e implorando p’los direitos que lhes são legítimos; na segurança económica, nas condições de habitação, na saúde, no convívio familiar e comunitário. Rezam, suplicam, protestam para que respeitem a sua autonomia pessoal, que lhes acabem com o isolamento e com a marginalização de que são vítimas. Direitos que lhes são constitucionalmente devidos e que tardam a encontrarem.
No Largo do Martim Moniz, em Lisboa, encontro o Fernando (nome fictício), um sem abrigo que se estendia e, se aconchegava no “seu” cartão, para uma noite que ambiciona ser calma. Na improvisada cabeceira da sua “cama”, tem uma vela apagada. Murmurava quando lhe pergunto se esteve na guerra colonial. Não me respondeu, a sua meditação ia noutra direcção. Não sei se rezava, ou se reclamava por não ter acesso uma refeição, mesmo que fosse de qualidade deficiente? Uma fatia de pão? Umas sopas ou “algo” misericordioso que não conseguiu encontrar?
Insisto por uma resposta e, entre dentes, de olhar incisivo, diz algo que me pareceu ser “Guileje” ou “Guidaje”. Foi claro a pedir-me cigarros, ao que anui. Virou-me as costas e tapou-se de farrapos, não me pareceu digno continuar a insistir, ficando, eu, sem saber as causas que motivaram ou motivam tão miserável forma de estar. Pareceu-me revoltado, mas ao mesmo tempo (talvez) resignado, mas não acredito que o Fernando, (ou qualquer outro sem-abrigo), rejeite uma sociedade que tem a obrigação de proteger aqueles que são seus filhos, que rejeite o direito a uma vida digna (e merecida), enquanto “percorrem a estrada” até ao dia da verdade.
Senhores, basta de olhar para o lado, fingindo que não vêem.
Estigma
Filhos dum deus selvagem e secreto
e cobertos de lama, caminhamos
por cidades, por nuvens e desertos.
Ao vento semeamos o que os homens não querem.
Ao vento arremessamos as verdades que doem
e as palavras que ferem.
Da noite que nos gera, e nós amamos,
só os astros trazemos.
A treva ficou onde todos guardamos a certeza oculta
do que nós não dizemos, mas que somos.
Foto de Renato Fogal
Poema Ary dos Santos
quinta-feira, 25 de junho de 2009
SEIXAL É ÚNICO NAS FESTAS DO S.PEDRO

És o único dos três que traz velhice
Às festas. Tuas Barbas brancas
Têm tudo contudo um ar terno
A que o teu duro olhar não dá razão.
Parece que com essas barbas brancas
Por fenómeno de imitação
Pretendes ter um ar de Padre Eterno.

Cá está a Timbre
A espalhar a sua alegria
Traz o Manel e a Maria
Vem com cana e balões
Com a sua gente
Vem dar volta ao arraial
E a cantar dizer bem alto
Viva o Seixal
te a serem pontos altos, na véspera do dia de São Pedro, é os desfiles das marchas populares dos diversos bairros e freguesias, incluído neles as marchas, dos Reformados e a das Canas.Nota:
Bibliografia
Quadra do Fernando Pessoa
C: M.Seixal,
Soc. Filarm. D.Timbre Seixalense
Quadra do Emílio Oliveira Rebelo
quinta-feira, 11 de junho de 2009
As Festas populares da Cidade de Lisboa

Não poderia deixar de assinalar o dia 13 de Junho, Dia de Santo António, Feriado Municipal em Lisboa, onde em honra do santo se desenvolvem festas com tradição que de entre diversos eventos destacam-se as festas dos Bairros e as Marchas populares.
Antes, na noite do dia 12, os bairros populares da cidade, montam arraiais que são decorados, engalanados, enfeitados com balões e arcos decorativos, onde a sardinha assada, o caldo verde, o pão com chouriço e o vinho procuram dar “cor” às comemorações com o bailarico a entrar pela noite dentro. Também ainda não se perdeu a tradição, dos rapazes oferecerem há raparigas, um vazo de manjericos ostentando quadras brejeiras e amorosas.
Tu que foste milagreiro
Vê lá se arranjas uma namorada
Que tenha muito dinheiro
Tenho pena que o Bairro onde nasci, Benfica, este ano não desfile na Av. da Liberdade, como o vem fazendo desde 1932, onde em variados anos foi sua Madrinha a saudosa Beatriz Costa. Não questiono as razões, mas creio que se prendem com a inclusão de novos “bairros”, sem raízes históricas, visando responder a aspectos de carácter económico sem sustentação popular.
Qual saloia cantadeira
Que entra na festa contente
Ai, ninguém fica sem cantar a vida inteira
Ouvindo a marcha da nossa gente.
domingo, 3 de maio de 2009
O Dia das Mães
SÃO BEIJINHOS MINHA MÃE SÃO BEIJINHOS
Naquele dia a aldeia estava diferente por mais bonita. A contrastar com as rotinas diárias do sossego e, com as cores azul e branca do caiado das casas. As folhas e flores que agora cobriam o chão, as colchas bordadas colocadas nas janelas, davam-lhe um colorido e uma beleza sumptuosa.
Era o 1º domingo de Maio, os sinos da igreja repenicavam freneticamente, não só pela ocasião da sua missa dominical, mas sobretudo pela festa que se verificava neste dia no povoado. Eram assim que a aldeia, todos os anos, celebrava o Dia da Mãe.
Na escola, a professora primária, uma ou duas semanas antes, não deixou de ensinar as crianças nos trabalhos manuais que normalmente desenvolviam, desenhos, pinturas e arranjos florais mas agora com motivos para celebração do Dia, que depois de prontos seriam religiosamente guardados até ao dia, então oferecidos, como prova do seu amor, às suas mães.
Antes também, sobretudo as mulheres e as raparigas, durante semanas, pelo serão, não se cansaram na construção dos arranjos florais, que não só iriam cobrir o chão das ruas da aldeia, mas também as bandeiritas que seriam colocados, tudo, na noite anterior.
A toda esta azafama, transportando no bolso uma caixinha que outrora fora de fósforos, agora com uma lagartixa dentro, assistia melancólico, o Pedro, com 4 anos, o irmão mais novo de 5. Ele sabia que os seus irmãos mais velhos tinham feito na escola desenhos para darem à mãe.
O Pedro não se lembrava de ver a aldeia tão bonita, por tudo
isto já passara mas só agora compreendia e dava valor. Ficou deslumbrado com os desenhos que os seus irmãos lhes mostraram. Ele nada tinha para oferecer. Isso entristecia-o mas… uma ideia lhe sucedeu.
No dia, libertou o seu amigo de estimação, limpou muito bem a caixinha que outrora fora de fósforos e que durante semanas serviu de abrigo ao seu amigo lagartixa, “pintou” a imagem do girassol com as cores dos lápis dos irmãos e, no Dia, disse à mãe quando esta ficou na expectativa ao verificar que dentro da caixa “nada” havia.
Abre com cuidado mãezinha….não os deixes fugir….são beijinhos mãezinha, são muitos beijinhos para ti que dentro da caixinha carreguei.
sábado, 1 de novembro de 2008
A LARA E A FESTA DOS DOIS ANINHOS
Os convidados, miúdos e as miúdas, não se cansavam de divertirem-se a correr e a saltar, não só pelo corredor, como no quarto da aniversariante. Aqui, era o delírio perante a oportunidade de brincarem, sem restrições, com os brinquedos da minha neta.
Deu muito prazer apreciar a alegria desta gente bem pequena, e a satisfação, por isso, dos seus pais, ao vê-los felizes nas suas brincadeiras.
A Catarina, minha filha, e o Miguel, meu genro, pais da Lara Sofia, estavam babados, vaidosos de felicidade.
A casa estava bem ornamentada, com balões, que um ou outro acabaria por rebentar pela força do calor e por estarem muitos cheios, originando grande animação provocada pelo susto e saltos de satisfação da pequenada.
A mesa estava bem composta, rebuçados, gelatinas, chocolates, pudins, sumos e outras coisas boas para contentamento da gente miúda.
Os petiscos destas ocasiões para os progenitores da “passarada” e familiares mais directos: Avó paterna, (pena foi que o avô paterno na ocasião estava em convalescença hospitalar) tios, tias, primos, primas, e outros convidados e convidadas que de perto a vêm crescer, também não faltaram.
Então, para mim, veio a surpresa da noite e da festa. Perante o olhar dos mais crescidos, na sala, animada pelas canções infantis, alguns pais, dançavam com os filhotes, quando para meu espanto, admiração e alegria, a minha neta, a aniversariante, de braços estendidos e a bambolear, me veio buscar para dançar o “Atchim Santinho” do Avô Cantigas: Convite que jamais podia recusar.
…Apanhou chuvinha
…O fantasminha está todo molhado
…Oh pobre fantasminha
…Ficou constipado
terça-feira, 7 de outubro de 2008
O SR MELRO VAI VOLTAR A CANTAR NO MEU JARDIM

Agradeço a tua mensagem relacionada com alguns problemas que identificas nos Espaços Verdes da Quinta da Mata e na envolvente.
A Câmara e a Junta de Freguesia fizeram, em conjunto, um esforço para melhorar aquele espaço, mesmo sem estar previsto no orçamento municipal de 2008, tendo em atenção o estado de degradação do local e os problemas causados aos moradores por aquela espécie de árvores.
Fizemos o que nos foi possível e creio que, apesar de tudo, está bem melhor. Desloquei-me ao local na semana passada com técnicos e com o Presidente da Junta de Freguesia e decidimos que a Junta vai instalar um aparelho para skate e procurar rectificar o piso nos pontos com mais problemas. Mande
i efectuar a limpeza do local, incluindo toda a extensão da vala que, ao que me dizem, já foi efectuada, e aguardamos o desenvolvimento do estado de apodrecimento das raízes das árvores abatidas para as retirar, tentando danificar-se o mínimo possível o pavimento.Vamos continuar a assegurar a limpeza periódica do local e tentar garantir a melhor qualidade ambiental possível aos nossos munícipes.
Um abraço
Com os meus melhores cumprimentos
Carlos Mateus
Vereador do Pelouro do Ambiente e Serviços Urbanos