domingo, 6 de abril de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
HITÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS (XLII)
CONTADAS ÀS MINHAS NETAS
Num recente dia passado, eu e as netas
avistamos, na vila onde moramos, equídeos no pastoreio.
…Já andaste de cavalo…? Pergunta-me uma
delas.
A outra sem esperar pela minha resposta
refere:
…Eu já, por duas ocasiões com o meu pai…!
Concluindo a autora da pergunta:
…Eu montei um pónei, numa exposição
agrícola na Praça do Comércio em Lisboa...!
E em uníssono referem as duas;
…E tu? Já andaste…?
E seguidamente perguntam:
…Quando no levas a andar de cavalo…?
Podemos,
logo, pela tarde, andar de “cavalo”, como na vossa idade eu andava retorqui!
Interrogadas
perguntam:
…Então
como…?
No velho Bairro das Furnas, lá
em casa, havia um modelo de cavalo de baloiço, feito de madeira, bem bonito,
mas longe de satisfazer a minha imaginação de bem cavalgar.
Os pés chegavam ao chão, quando pousados no
“estribo”, tendo em conta o meu tamanho, ocasionava, os joelhos ficarem em
posição incómoda, dificultando o acesso para agarrar o pau no pescoço do cavalo,
a servir de “rédeas”.
A minha preferência ia para
os “cavalos” feitos de cana, se bem que não fosse fácil adquiri-los. Quando
aventurados e conseguido, com os demais parceiros das brincadeiras, ninguém
segurava a rapaziada nas correrias, nas chilreadas e nas batalhas desenvolvidas
nas ruas do velho bairro.
A pequenada sentia-se feliz, realizada, não
só por ultrapassado o ingénuo risco de “roubar” a cana, mas também pelas
brincadeiras originadas.
No velho bairro e em seu redor, que me
lembre, havia 2 caniçais:
Um deles estava situado ao fundo do terreno
dos jardineiros, mesmo na entrada da Rua dos Choupos, paredes meias com o
quintal da Amélia-alta.
O outro caniçal estava situado por detrás
dos tanques, nos terrenos afectos à oficina do caminho-de-ferro, um pouco antes
da serração do mármore.
As canas destes 2 caniçais serviam de suporte
às plantações, no caso do terreno dos jardineiros, para apoio das flores e
sebes espalhadas no bairro.
Nos terrenos situadas entre o muro do
bairro e a linha do caminho-de-ferro, à beira do caneiro, geralmente as canas
serviam para suporte dos produtos agrícolas (feijão,etc) que os operários
ferroviários cultivavam.
No terreno do bairro, geralmente já noite, para
cortar as canas, tinha que ser em momentos livres dos olhares da vizinhança. Cortávamos
a cana bem no meio do canavial, para que não se detectasse a falta pelos
jardineiros.
No terreno da companhia dos
caminhos-de-ferro; um ou dois saltava o muro do caneiro, um outro ficava do
lado de dentro para receber o produto “roubado”, mas antes era verificado se
nenhum dos operários estava por perto.
A cana era escamada, ficando uma pequena
ramagem na ponta a fazer de rabo. Um cordel era atado na parte mais grossa da
cana a fazer de rédea. O “cavalo” estava pronto.
O “cavaleiro” ficava equipado quando
ostentava, na cabeça, um chapéu de 3 bicos feito de papel de jornal, ou outro
papel a jeito. Enfiada na cintura dos calções, ou suportada por um cinto feito
de trapo, era visível a espada de pau. A “guerra” vinha a seguir.
Fevereiro 2014
E o Justo disse:
E o Justo disse:
Gostei, como sempre!! Aprecio a narrativa "ao corrido" típica dos teus textos. Tiveste a sorte de na meninice viver simultaneamente na cidade e no campo, daí esta e outras vivências anteriores, ligadas a esses cenários. Lembro-me de pelo Natal ver numa drogaria na Rua da Condessa um cavalo do género destes mas em madeira, com uma rodinha e uma cabeça de cavalo pintada, com duas pegas laterais. Ainda recordo os brinquedos de lata e até do cheiro das tintas com que eram pintados. Mais uma vez...palminhas ao amigo Raulão. Abraços
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS (XLI)
O ESCULTOR A QUEM DENOMINAVAM DE CANTEIRO
Há
muito que queria registar no meu blog, o homem que, eu miúdo, via no seu
quintal num banco sentado, dias a fio, sustentando nas suas pernas magras e
compridas, pequenas pedras de mármore que, sobre um pano já rasgado e gasto
pelo uso, ousava esculpir.
Todo
aquele trabalho me fascinava e, fazia confusão. Como era possível não
estilhaçar as pedras ao manipular as macetas de variado porte, os ponteiros e os
ciséis em ferro de vários tamanhos, quando trabalhava o mármore para lhe dar as
primitivas formas.
Como
ficava interrogado de ver aquele homem, de cabelos brancos, de mãos bem
calejadas, pacientemente a lixar e a lustrar as pequenas peças já esculpidas
que, soubera originar.
Bom
dia Ti Damião. Era assim o trato por quem chamava o Sr. Gualdino
Bom
dia rapaz.
Respondeu
ele sem desviar olhar do que estava a fazer.
Está
a fazer é um cinzeiro não é?
A
sua cabeça fez um sinal de afirmação, retorquindo com um sorriso;
Olha…
é uma peça igual, aquela que ofereci à tua irmã como prenda de casamento!
Como era bonito aquele
cinzeiro de mármore rosa e branco que um dia se quebrou contra o chão, deixado
cair por mim, quando não o soube agarrar ao contemplar a sua lindeza.
O Sr. Gualdino Damião, morava no nº 20 da
minha Rua dos Plátanos.
Morreu
com 87 anos de idade, no mês de Junho do ano 1964.
Nesta
sua casa, habitavam também a sua filha Srª. Dª. Hirondina e a sua bonita neta
Mª Helena Damião.
Gente
bem amiga da minha mãe. Muito divertidas, sobretudo a Srª Dª. Hirondina que, nas
épocas carnavalescas, mascaradas, acompanhadas pela minha mãe, pela Ti
Esperança e pela Ilda dos Óculos, todas vizinhas, não deixavam de brincar a bom
brincar por aquelas ruas do velho bairro. A estas paródias também não podia
fugir, a Ti Hirondina e a filha mascaravam-me, algo que não me agradava lá muito.
A Mª Helena Damião conta mais 7 anos de
idade que a minha pessoa. Por volta do ano 1965, após o seu casamento, muda de
morada de casa, com o saudoso Eugénio e filho, passando a viver na Quinta do
Charquinho, em Benfica.
Passaram
48 anos sem a ver. No entanto este lapso de tempo, não fez esquecer a sua
pessoa.
Ir
ao encontro da Mª Damião, por razões da reciproca amizade desde menino e moço, recordar
aquela família que tanto me estimara e, saber mais do homem cujo trabalho, em
miúdo, me deslumbrava era situação a colmatar.
Naquele
dia de inverno, a chuva e o vento forte, não impediu de ir ao seu encontro. Em
sua casa, observámos e comentámos fotografias antigas, também menos antigas, recordando
gentes da nossa rua, da sua vida e, da vida dos descendentes.
Recorda
com saudade o seu marido, companheiro da sua vida. Relembra sua mãe e, o avô. Sem
rebuço, afirma ter sido o seu verdadeiro pai.
Fala
orgulhosamente do seu filho e da sua bonita neta.
Deparo
que os seus 75 anos de idade não lhe tiram a vivacidade do olhar e o sorriso de
outrora. A sua voz é inconfundível para quem a conheceu menina e moça.
Na
fotografia do seu casamento, comenta a amizade vivida com as moças vizinhas da
sua casa. Eramos como verdadeiras irmãs, comenta.
No
dia 26 de Dezembro de 2013, a noite aproxima-se. O objectivo do nosso
programado encontro também se dá por finalizado, não sem antes perguntar:
…Diz-me
Raul, como tens passado? Tens filhos? Netos?
A
tua irmã?
E
já na despedida comenta:
Olha…se
vais escrever sobre o meu avô, não te esqueças de referir que o brasão que
existe no quartel dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, em S. Bento, foi ele que o
fez sozinho, como um verdadeiro escultor que era. Notícia que não saiu do meu
pensamento, até ao dia em que teria a possibilidade de ver e fotografar a
escultura da autoria do Ti Damião.
Fiquei
triste e surpreendido quando me foi recusado retractar o brasão, ali tão perto,
pelo oficial de dia ao quartel.
…O
Sr não pode fotografar o que pede, sem a autorização do nosso comandante… Concluído:
…Peça-lhe
por escrito, garanto que a resposta será rápida…
Defacto;
foi rápida e concedida!
Janeiro de 2014
Raul P Sinos
fotos:
A 1ª foto retracta o Sr. Gualdino Damião.
A 2ª foto retracta a Srª Dª. Maria Helena Damião nos dias de
hoje.
A 3ª foto retracta o dia do casamento da Mª Damião,
acompanhada pelas damas d’Onor e vizinhas
A 4ª foto retracta a bonita escultura feita pelo Sr. Gualdino
Damião, exposta no quartel BSL – S. Bento
E o Bisneto disse:
Olá Raul!
O trabalho que me envias-te sobre o meu bisavô está admirável.
Invade-me a nostalgia e a saudade dele, do nosso velho Bairro e da nossa
velha Rua.
Aproveito também para te agradecer os teus trabalhos sobre o nosso saudoso
Bairro, com textos e imagens que nos transportam no tempo para junto das
pessoas e dos lugares que muito marcaram a nossa infância e juventude.
Tinha 17 anos a quando do falecimento do meu bisavô. Estava então na Força
Aérea e em aulas na Base Aérea 2 quando o diretor de curso, o major Tomás,
interrompeu a aula e me comunicou o seu falecimento, providenciando o meu
transporte para casa.
Tenho ainda gravada a sua imagem no seu leito de morte.
São muitas as recordações daquele homem bom e da bisavó Chica (Francisca),
sua companheira de sempre.
Esculpiu muitas obras para jazigos no cemitério do Alto de S.João; são
obras que não identifico mas todos ao trabalhos ali existentes são admiráveis e
regozijo-me com orgulho, quando tenho oportunidade de os contemplar,por saber
que as suas macetas e escopros cinzelaram muitas daquelas obras.
Oh Aida!... (a minha mãe) vou com o miúdo ao café. Lá me levava pela mão
ate à leitaria do Sr. Mane´l e do Sr.. António, único local onde nas redondezas
existia televisão, recém chegada a Portugal. Quase sempre à noite, após o
jantar, lá íamos ver televisão; ele bebia a sua bica acompanhada do seu bagaço
e... Oh António trás aí um pacote de bolachas de baunilha aqui para o
rapaz! - Regressava-mos a casa quase sempre no fim da
emissão após um dos seus programas favoritos, a volta a
Portugal em bicicleta.
Aqui fica expresso o meu agradecimento por me facultares a possibilidade
de, como já disse antes, me transportares aos anos do que considero uma
saudosa época da minha vida.
Recebe um grande abraço, até breve!
Luís Filipe Ramos (Luís Damião)
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS (XL)
A PAIXÃO PELO ARCO E GANCHETA
Andar de
arco de gancheta naquelas ruas, não era de todo fácil. O asfalto existente era
pobre, irregular, as covas eram mais que muitas.
A minha
rua dos Plátanos e, o arruamento de ligação às outras ruas paralelas e, de
acesso à saída do bairro, tinham uma ligeira inclinação. Mais acentuada ao confinar
com largo onde o mercado se encontrava.
Dizer que
este handicap/inclinado originava a velocidade do “transporte” a “dois” tempos.
Primeiro em passo de corrida, mas chegado à rampa, aqui o passo era de caracol.
Contudo, mais difícil era na descida, tendo em conta a velocidade e os pinotes do
arco que, a gancheta e o condutor, mal conseguiam segurar.
O meu
arco era aproveitado de um velho aro de bicicleta, originando nas correrias, por
mais largo e pesado, dificuldades no manejar. Os arcos dos outros miúdos eram mais
leves e finos, eram feitos de ferro, alguns até de aço, mais fáceis de os fazer
rodar e manejar. Não tinha serralheiros metalúrgicos na família para me brindarem
com um destes bólides, desvantagem jamais desmotivadora das entusiásticas
corridinhas, ruas abaixo, na direcção aos “tanques”.
“Tanques”
era o nome dado ao lavadouro comunitário, situado a sul dos arruamentos,
paredes meias com a linha do caminho-de-ferro.
A
rapaziada, aqui chegada, após aturadas correrias, matava a sede com a água sempre
fresca que, brotava das torneiras livres de serventia. Seguia-se o molhar das mãos
e da cara para que suor e, o avermelhado depressa deixasse de incomodar.
Preventivamente,
entre as oliveiras existentes, eramos observados pelas vizinhas na lavagem a
roupa. Uma ou outra, de voz bem elevada e ameaçadora, possuindo, nas mãos, algo
bem encharcado, “convidavam-nos” a desandarmos “dali-pra-fora”, numa atitude de
salvaguardar as roupas lavadas, nos arames estendidas e, a corar no chão sobre as
ervas e chorões, para que, não viessem a ser emporcalhadas, no toca e foge, resultante
de uma discussão da cachopada, mais acesa, na ultimação das sempre difíceis classificações,
para os lugares cimeiros das corridas “ciclo-pedestal” acabadas de realizar.
Hoje,
dificilmente se vê um miúdo a andar de arco e gancheta. Talvez num qualquer velho
bairro ainda existente, numa das colinas desta Lisboa.
Dezembro
de 2013
Raul Pica
Sinos
Notas:
1ª Foto do
Blog Recordar, Aprender e Descobrir
2ª Foto da
C.M.L.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS (XXXIX)
OS JOVENS DO RITMO NA
CONQUISTA DO ROCK AND ROL
O Zeca, era,
um galã. Vestia primorosamente, quase sempre de fato, oferecendo elevada
elegância.
Os Jovens do
Ritmo, durante 8/9 anos, abrilhantaram musicalmente decerto a mais famosa sala
de baile de Lisboa. Espelho D’Agua, em Belém,
Esta nova história do
velho Bairro das Furnas, vem a propósito por observação das minhas duas netas,
quando num dia, difícil de precisar, as transportei no automóvel e, sintonizo no
rádio uma das estações que, reproduzem música e canções anos 60/70.
Do banco de trás oiço
dizer …Lá vem música dos cotas.!
A discussão foi acesa para
catalogar da preferência do melhor:
Digo eu …Será a
gritaria, a falta de harmonia no ritmo musical, o aumento dos decibéis de
estoirar ouvidos, destes novos conjuntos que esgotam estádios, as danças com
esquemas, é disto que vocês gostam?
Do banco detrás oiço dizer…Não te
enerves, transfere lá essa “cena” para um posto de rádio de jeito, porque, a
hora de dormir ainda não chegou! (diz-me uma delas elas com a concordância da
outra).
Pois foi. Foi esta
troca de “ideias” que, se fez luz na memória, os momentos, sobretudo aos sábados,
quando colocava umas moedinhas na máquina jukebox, existente no café
do Gonçalves, na meia-laranja, ouvindo, repetidamente, as canções então na
“berra”; do Elvis Peslay, do Paul Anka, do Littie Richard, entre outros. Muitas
das vezes já aperaltado para participar numa sessão dançante, ao som das músicas do rock
and roll ou românticas, abrilhantada pela banda Os Jovens do Ritmo!
Creio que
haverá, felizmente, ainda muita gente recordada de ver o Beirão a tocar
guitarra eléctrica e, o saudoso Zeca acompanhando-o cantando.
Este duo foi
um sucesso nas salas de baile das colectividades de Lisboa, ao divulgar músicas
e canções de origem anglo/americanas e, italianas.
Mais tarde, por
exigência do êxito e dos muitos fãs que, a miude os acompanhava, verificou-se da
necessidade de evoluir, passando o duo a quarteto.
Para aqueles que desconhecem tal feito
e, decerto modo, para ficar registadas algumas modestas memórias, direi:
José Domingos A. Beirão, o Beirão como lhe chamavam. Na adolescência, era um “puto” muito giro. As borbulhas na cara, por via da barba a surgir, não lhe tirava a graciosidade. Irreverente, como os demais. Uma “fera” a jogar matraquilhos na tasca do carvoeiro situada ao fundo da Rua de S. Domingos, esquina com a Estrada de Benfica.
Adorava o rock
and rol, a rebeldia musical, os blusões de cabedal pretos. O fascínio, o
encanto pela música, o som das guitarras eléctricas, infernizava-o diariamente.
Seu pai,
acompanha-o no sonho e, oferece-lhe uma guitarra electrica de marca Eko, de
fabrico italiano, com 6 cordas, com amplificador e barra para vibração, a sua
cor era de um vermelho garrido. Custou 18 contos, quiçá vinte vezes superior ao
ordenado mensal de um operário.
Vaidoso, era
vê-lo depois, não poucas vezes, no quintal do Cataré, a produzir os primeiros
acordes.
O José
Alberto, o Zeca para família e amigos, era um rapazola alto, de cabelo preto e
sempre bem penteado. Vestia primorosamente, quase sempre de fato. Os sapatos sempre
engraxados. Indumentária, no seu conjunto, oferecendo elevada elegância. Era o
que se pode chamar…um galã. Amigo do seu amigo. Gostava muito de brincar e de
cantar todo o género de canções entusiasmantes à época, incluindo mornas de
Cabo Verde. Cantava primorosamente bem, com timbre voz limpo e agradável.
Já se
referiu o êxito e o entusiasmo destes dois amigos. Queriam mais. Ultrapassados
alguns obstáculos, formam uma banda de quarteto, com a junção de um baterista e
de um viola de acompanhamento, rapazolas oriundos de um bairro lá para os lados
da Pontinha.
Os Jovens do
Ritmo, não eram uma banda de menos importância. Em Setembro de 1965, na 7ª
eliminatória do concurso Ié-Ié, no destruído Teatro Monumental, ao Saldanha, há
quem defenda que, não ficou em 1º lugar, porque o vencedor (Gatos Pretos) era apadrinhado
pelo dono do teatro o Sr. Vasco Morgado (pai).
A prova do
seu esmero trabalho não demora a chegar, são convidados a participar no filme (Estrada
da Vida), durante um mês, em Angola, com o artista Tony de Matos.
Durante 8/9
anos de brilhante carreira, mensalmente, são contratados para actuarem (ao sábado)
no Espelho D’Agua, em Belém, engalanando musicalmente decerto a mais famosa sala
de baile de Lisboa.“Os Jovens do Ritmo” há muito que são uma recordação. Não fazia qualquer sentido continuar a abrilhantar as salas de baile de Lisboa, por respeito, à ausência daquele que foi decerto o seu grande animador.
O Beirão morava na Rua
Eng.º Gomes de Amorim. A rua principal do bairro como ele lhe chama.
Após cumprido o
serviço militar, foi ocupar, com a família, uma nova casa na Quinta das
Pedralvas, em Benfica.
Mecânico de profissão.
Em parceria com o Santana detém uma oficina auto na Rua do Montepio Geral, em
S. Domingos de Benfica.
Desfeita a sociedade
vai viver para a Nazaré. O Sr. Domingos como é conhecido por lá permanece
durante 18 anos.
Hoje, com 70 anos de idade, reside no
Concelho de Alcobaça, mais propriamente na localidade de Alpedriz.
O saudoso Zeca morava no Bairro Padre Cruz, era namorado da bonita Bina. Depois de casado, com esta irmã do saudoso Zé Augusto, passa a residir na Rua de São Domingos, paredes meias com o Bairro.
Foi
funcionário superior da Olivetti e mais tarde concecionário dos mesmos produtos
de comercialização.
Foi o responsável,
durante alguns anos, pelo Departamento do hóquei em patins do Sport Lisboa e
Benfica.
Faleceu aos
40 anos no dia do aniversário da sua mulher.
Agosto 2013
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