sábado, 1 de maio de 2010

NÃO HÁ SAUDADE QUANDO SE ESQUECE

Há muito que procuro redigir sobre meu pai. Tenho escrito algumas linhas soltas, enquadradas em contextos diferenciados, mas é tempo de o fazer mais e detalhadamente.

O vosso Bisavô, Avô e meu Pai – Adriano Ferreira Picasinos, era um homem alto, cabelo preto encaracolado, pele morena, de bigode em “^” cheio e de corte fino, com o rosto sempre barbeado. Era um homem formoso e bem-parecido, de poucas falas mas observador. Respeitador e apreciado por quem que com ele convivia de perto. Amigo da verdade e tolerante até se reconhecer. A vida deu-lhe inteligência e responsabilidades que soube assumir, mas não a alfabetização.

Responsável pela minha existência, a saber, por duas razões. Uma; obviamente pela co-responsabilidade da gravidez de minha mãe. A outra; porque a sua mulher, com dois filhos nos braços ainda crianças (Fernando e Helena) e pelas adversidades da vida à data (1945), não estava pelos “ajustes” que a vontade do Adriano, seu homem e companheiro da sua vida, se concretizasse com minha existência neste mundo.

I - PARTE COM OS BOLSOS VAZIOS CARREGADO DE DESGOSTO
Entre a data do seu nascimento, 23 de Novembro de 1898 e 30 de Setembro de 1919, data da incorporação militar no Regimento de Infantaria nº 7, em Setúbal, muito pouco se sabe e, na família, já não existe quem se lembre bem ou saiba.

Sustenta o Arquivo Distrital de Leiria, por fotocópia Paroquial, que o Sr. Adriano nasceu pelas 3 horas da manhã, no Casal da Faniqueira, na freguesia da Batalha no Distrito de Leiria e foi baptizado, a 12 de Dezembro de 1898, na Paróquia local da sua naturalidade, recebendo os apelidos apenas do seu pai Joaquim Ferreira Picasinos, proprietário. A sua mãe chamava-se Francisca Santana, agricultora e era natural do Casal do Alho. Os seus avós paternos tinham os nomes de Manuel Ferreira Picasinos e Maria Tomásia e os maternos Luís Carreira Frazão e Maria Santana.

Vê a sua mãe morrer de pneumonia aos 8 anos de idade. Seu pai, desgostoso por tal infortúnio, isola-se no seu quarto e recusa-se a comer, situação que lhe valeu a morte dias mais tarde. Fica órfão em conjunto com os dois irmãos mais novos. A irmã mais velha (Júlia), já casada, fica responsável pela custódia e pela tutoturia dos menores.

Quando o vosso Bisavô, Avô e meu Pai, parte da sua terra natal, aos 21 anos de idade, para responder à chamada da vida militar obrigatória, carrega grande desgosto ao aperceber-se que os bens deixados pelos seus progenitores foram vendidos, com a argumentação, falsa, que a venda dos terrenos justificou-se para pagar as dívidas então deixadas pelos pais. Dividas que sabia serem inexistentes, reclamando dos tutores o valor das suas partes, 7 jeiras (1 jeira 0,2 Hect.) dos terrenos existentes na localidade, de um terreno existente junto ao Pinhal de Leiria e duma várzea cuja localização ora se desconhece. Mas sem êxito!

Meses passados, sabe que a sua irmã mais nova, desiste de viver e, que o seu irmão sai do país a “salto” para o Brasil, voltando só a vê-lo uma única vez cerca de 25 anos mais tarde.

II - UMA CARREIRA MILITAR ALGO FRUSTANTE

Ingressado a 30 de Setembro de 1919, no Regi- mento de Infantaria nº 7, na cidade de Setúbal, quando acaba a recruta, a 17 Março de 1920, é colocado como soldado d
e 2ª classe no Batalhão nº 2 da GNR, em Lisboa. A 17 de Julho do mesmo ano, como soldado de 1ª classe, passa a prestar serviço no Batalhão nº 3 da GNR, em Évora.

Confrontado com o reduzido tempo da obrigatoriedade da prestação militar, a consequente passagem à disponibilidade, sem certezas na vida futura, reunindo as condições exigidas (robustez, firme, solteiro, e de boa morigeração e conduta) aproveita a possibilidade dada nesta instituição militar para a incorporação de soldados voluntários. E um ano depois, 01 de Junho de 1921, é considerado alistado e colocado na Secção de Adidos, em Lisboa, com contagem de serviço desde a data do pedido a 27 de Junho do ano de 1919. É destacado por um curto período na Ilha da Madeira, e recolocado mais tarde no Batalhão nº 2, em Lisboa

A saber pelo registos disciplinares na respectiva Caderneta, a vida militar não estava no seu horizonte: 7 Guardas disciplinares, 6 dias de detenção e 10 de prisão e algumas multas em dinheiro por não se apresentar à revista militar, (amnistiado pela Lei nº 1629 de 15/07/1924). Tais punições correspondem às seguintes actuações: por pouco vigilante no Posto da Guarda, por proferir palavras obscenas e um oficial por perto ter ouvido, por falta de limpeza nas botas e nas correias e por se ter apresentado, no quartel, depois de ter provado o vinho novo, em demasia, nas tascas a caminho. Castigos demasiado severos e desmotivadores para um jovem que procurou dar o seu melhor ao serviço da Guarda e da Pátria. Hoje, a verificarem-se tais situações, não têm o mesmo peso disciplinar que o regime militar defendia à época.

Passa à disponibilidade, como soldado, em 09 de Junho de 1922, com a obrigatoriedade de se apresentar periodicamente à revista militar. Agora, morador na Rua das Amoreiras nº 89, na Freguesia de Stª Isabel em Lisboa, a melhor sorte que encontrou neste ano, foi com a “criada de servir” de nome Georgina, que prestava as suas obrigações na residência de um oficial da instituição em que o Adriano se voluntariou. A D. Georgina, foi a sua mulher de sempre e mãe dos seus filhos.


III - DA G.N.R. PARA FUNCIONÁRIO
DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

Saído da G.N.R. consegue colocação como assalariado fora do quadro de efectivos na Câmara Municipal de Lisboa. Aguardou cerca de 8 anos o concurso para entrar no quadro do pessoal. O que só veio a acontecer por despacho em 08/12/1930, então com a categoria profissional de Cabouqueiro.

A extracção de pedra para a construção civil e obras públicas e para o fabrico de cal, era uma indústria há muito
tempo em expansão na zona de Alcântara. Esta freguesia estava, também por via de outras fábricas, a industrializar-se rapidamente.

Para ganhar mais uns escudos, o vosso Bisavô, Avô e meu Pai, depois do trabalho na Câmara Municipal, ainda trabalhava na pedreira, com a função de manipulador de explosivos com vistas aos rebentamentos das encostas. Igualmente, depois de prestar serviço na “Fábrica das Colheres”, na Rua Janelas Verdes, à Junqueira, acompanhava-o a D. Georgina, sua mulher, tendo como função, igual a outras mulheres, partir as pedras que vinham a ser empregues nas calçadas na cidade de Lisboa. A vida é-lhes madrasta!

No Casal do Louro nº 30, Estrangeira de Cima, em Alcântara, arrenda ou constrói uma casa feita com chapas de zinco. Em 1933 regozija-se com o nascimento de uma menina, sua filha, minha irmã e vossa tia Helena. O Fernando, filho de uma outra relação da vossa Bisavô, Avó e minha Mãe, transporta com ele uma doença pulmonar e, com vistas à sua reabilitação, é entregue à sua avó materna, Dª. Damascena dos Santos, residente em Montachique.


IV - REPUDIAR O COMUNISMO E TODAS AS IDEIAS SUBVERSIVAS
PARA MANTER O VINCULO À FUNÇÃO PÚBLICA

A serra de Monsanto coberta por searas e pasto para o gado assume, com a ar
borização em 1934, o nome Parque Florestal do Monsanto. A edilidade onde o vosso Bisavô, Avô e meu Pai já era funcionário do quadro de efectivos, associada à filosofia da Lei da Casas Económicas de Salazar, com vistas a acudir à mísera situação dos habitantes dos bairros de lata que proliferavam pela cidade e, ainda para responder ao realojamento dos seus fu
ncionários, que também viviam em barracas, constrói nas periferias deste Parque, e em outros locais da cidade, um conjunto de bairros de construção definitiva e, outros, com o nome de “casas desmontáveis” de duração limitada a “meia dúzia de anos”.

Assim, em 1937, foi-lhe “oferecida”, pela Câmara Municipal de Lisboa, uma casa situada no então Bairro do Alvito, na freguesia de Alcântara. A renda mensal era de 300 escudos. Não pôde aceitar. O aluguer da casa era superior ao ordenado da sua categoria profissional. Nem somado com ordenado da D. Georgina, sua mulher, poderiam aguentar tal opção de vida. O sustento da família estava em primeiro lugar. A barraca no Casal do Louro, construída com chapas de zinco, sem luz e água, continuou a ser a “casa” de eleição.

Em 1939, ao cabo de 3 anos, termina a guerra civil de Espanha, mas começa a 2ª Guerra Mundial.
Aumenta, no país, a procura dos alimentos. O racionamento dos mantimentos de primeira necessidade intensifica-se. A fome também.

A 20 de Agosto do ano em referência, para que vosso Bisavô, Avô e meu
Pai pudesse manter o vínculo à função pública, teve que confessar numa declaração escrita por outrem, aludindo a Constituição da República de 1933, ser sua honra repudiar o comunismo e todas as ideias subversivas. Esta declaração, pelo facto do Sr. Adriano ser analfabeto, foi assinada a rogo por 4 testemunhas.

Como aos demais pobres da cidade, a vida não lhe sorri. A vida é-lhe madrasta. São desgostos atrás de desgostos, tristezas atrás de tristezas. O Manuel Custódio, filho do casal, muito desejado, morre de uma pneumonia aos 5 meses de idade. Como não fossem desgraças suficientes, é-lhe diagnosticado o princípio de uma doença que dá pelo nome de esclerose múltipla. E o vinho passa de prazenteiro às refeições, para começar a manifestar-se-lhe um “bom analgésico” para dores que assolam o corpo.


V - TER UM TECTO SÓ NA CONDIÇÃO DE CASADO
E RESPEITADOR DOS “BONS” COSTUMES

Em 20 de Janeiro de 1941, com a construção do Bairro
da Quinta da Boavista, na freguesia de Benfica, um bairro de “casas desmontáveis” feitas de lusalite, no outro lado da serra, e propriedade da C.M.L., veio resolver-lhe o problema da habitação.

Em tempo, o Sr. Adriano tinha declarado que não poderia aceitar a casa no Bairro do Alvito porque a renda era elevada. Registava o cadastro de pessoal da C.M.L. que tinha 2 filhos. Que não era casado, mas com a condição de ser seu propósito. Homem trabalhador e respeitador dos “bons” costumes do Estado Novo, ou seja: estavam criadas as condições para poder habitar uma casa tipo T2 no citado bairro que se dizia, à época, ser de “construção provisória”.

A casa, equipada com mobília de sala e quartos, tinha uma renda acessível (80$00/mês), mas a localização, obrigava todos os dias, para o pegar ao trabalho na zona de Alcântara, percorrer, a pé, uma distância de cerca de 4 km, por caminhos serranos de trajectos muito difíceis. Acompanhava-o na ida e no regresso, a sua mulher e a menina, sua filha, que frequentava a instrução primária na escola da Tapada da Ajuda.

Em 1 de Junho de 1941, para responder aos compromissos, contrai, aos 42 anos de idade, o matrimónio com a mulher da sua vida; a D. Georgina dos Santos, mais nova de idade 6 anos.

Segue-se, no mesmo dia, o baptizado da sua filha Helena. As cerimónias realizam-se na Igreja de Nª Srª do Amparo de Benfica. Foram testemunhas do casamento gente que não conhecia; o Conde de Bonfim, casado, proprietário e Presidente da Junta da Freguesia de Benfica. José Neves, casado e empregado da Igreja e ainda Laura Costa Cabral, viúva, proprietária.


VI - AUMENTA A FAMILIA
MUDAM OS LOCAIS DE TRABALHO

Com os melhoramentos das condições de habilidade; a casa, com sala de entrada, que também servia de cozinha, dois quartos, casa de banho com água corrente e luz eléctrica em paralelo com o horário da iluminação pública, e na circunstância com as novas funções profissionais da sua mulher, o Sr. Adriano procura dar novo rumo à vida.

Em rigor, no ano de 1942, a D. Georgina ganha a oportunidade de lavar roupa para famílias abastadas; E, através destas, é admitida
como servente de limpeza e lavadeira das roupas, panos e toalhas servidas nos ensaios laboratoriais, na Comissão Reguladora dos Produtos Químicos e Farmacêuticos, no Calhariz de Benfica. A menina, a vossa tia Helena, conclui no ano a seguir a escolaridade obrigatória.

A 2ª guerra mundial está no auge, embora Portugal não participe com o envio de tropas, contribui, para a Alemanha de Hitler, com minério (volfrâmio) e com géneros alimentícios de toda a qualidade, faltando aos filhos da nação todos produtos de primeira necessidade em especial: o arroz, o açúcar, o macarrão, a farinha para o pão, as batatas, o feijão, o azeite, etc. O sabão, o carvão e o petróleo eram “luxos” muito caros. Passavam-se horas nas filas para conseguir as senhas de racionamento; O contrabando proliferava. As pequenas hortas que o Sr. Adriano cultiva, nas fossas junto ao bairro, e no quintal na frente da sua nova casa, eram uma dávida nestes tempos de fome e miséria.

No ano de 1943, constroem-se ruas e avenidas no eixo Benfica – S. Sebastião da Pedreira. Pela madrugada procede-se à recolha dos lixos domésticos. Seguem-se as lavagens com agulheta. Durante o dia varrem-se os lixos que se acumulavam nas zonas de passeio. O vosso Bisavô, Avô e meu Pai, agora com a função de cantoneiro e em reforço do pessoal da limpeza, é colocado no Posto de Limpeza e Regas de Benfica. O tempo de trabalho são em 10 horas por dia, mas permitiu acabar com as caminhadas na serra de Monsanto, em direcção a freguesia de Alcântara.

A dureza do trabalho não lhe trás receios, mas sim dores musculares e na cabeça. Tal sofrimento, que é muito, é em parte apaziguado pela acção das ventosas, que a D. Georgina lhe colocava nas costas. No entanto pelas manhãs, a ingestão do bagaço e também do vinho, começava a ser mais frequente por ser a opção escolhida para o alívio de tais maleitas.

Mas do mal, o menos. A sua única filha (Helena), aos 12 anos de idade, consegue, nesta época de enorme escassez e carência de trabalho, colocação na Fábrica das Bonecas e Manequins. Nesta fábrica, existente na Rua Cláudio Nunes em Benfica, os escassos escudos que lhe pagam, vêm permitir ajudar a família nas míseras receitas salariais.
No ano de 1945, mais propriamente no mês de Maio, a 2ª grande guerra acaba! Mas não acaba a fome e a miséria. Os géneros de primeira necessidade haviam quase desaparecido. O povo, sobretudo na grande região de Lisboa, manifesta-se contra o racionamento do pão.

No entanto no final do ano em referência, mais propriamente a 13 de Dezembro, existem motivos para grande satisfação na casa do Sr. Adriano. A sua mulher, a D. Georgina, dá à luz um outro filho a quem lhe atribuem o nome de Raul. Começa, então, a haver razões acrescidas, para concorrer a uma nova casa com mais uma divisão (T3), num bairro que ia ser construído na Quinta das Furnas, lá para os lados do Jardim Zoológico.


VII - A VIDA NO NOVO BAIRRO
DA QUINTA DAS FURNAS

Com efeito, em 04/10/1948, com os parcos utensílios de cozinha, roupas e pouco mais, transportados pelos seus próprios meios, foi, com a família, estrear uma nova casa tipo T3, vazia de móveis, na Rua dos Plátanos nº 14, no novo Bairro da Quinta das Furnas. Neste novo bairro, inaugurado em Maio de 1946, as condições de habitabilidade eram rigorosamente iguais ao Bairro da Boavista, com excepção da renda que era de valor mais elevado, 110$00/escudos.

Na verdade havia outras diferenças por via das imposições querem do foro ético quer moral. A organização social regente defendia, que os moradores que administravam no bairro das Furnas, tinham níveis económicos e morais superiores, comparativamente com os diversos moradores dos bairros de “casas desmontáveis”. Pela negativa incluíam-se, os humildes e trabalhadores, moradores do bairro da Boavista. Certamente para justificar a obrigatoriedade do casamento civil procedido de católico, caso contrário, não eram socialmente bem aceites e a atribuição da casa era recusada.

Para responder, ou não a tais imposições, sobretudo do foro “ético”, em Fevereiro do ano de 1949, autoriza a sua filha Helena, então com 16 anos, a casar com o Fernando. O Fernando era manipulador de manequins e colega da Helena na Fábrica das Bonecas e Manequins em Benfica. Obviamente passou a habitar no quarto que é ocupado pela sua filha.

No entanto, nos dias que se passavam, o Sr. Adriano, rodeado de dificuldades, mesmo nos períodos em que a bebida encobria as tristezas do seu dia-a-dia, procurou sempre ser respeitador e educado para com todos os vizinhos e colegas, em especial para com os filhos.

É pela primeira vez avô por nascimento, em Janeiro de 1951, da sua neta Madalena, vossa prima em 1º e 2º grau. Meses depois, o quarto de dormir do vosso Avô e Pai Raul, sofre modificações pela necessidade de se construir um boliche com duas camas, com vistas a uma delas acomodar o mais recente membro da família. A prole aumenta, em Janeiro de 1955, por nascimento de uma outra neta a quem lhe põem o nome de Gina.

Em 1952, regozija-se com a entrada do seu filho Raul, para aprender as primeiras letras na escola primária do bairro. Dois ou três anos depois é a vez do vosso Bisavô, Avô e meu Pai, ser chamado, após a jornada de trabalho, a frequentar as lições ministradas na escola primária existente em Sete Rios, visando responder às acções de combate ao analfabetismo dos funcionários da função pública. Mas sem sucesso, o seu estado de saúde já não lhe permitia compreender, nesta área, o que é que fosse.
Os anos passam e a doença não o larga, pelo contrário, agrava-se o seu estado de saúde e é dado como incapaz para o serviço em Agosto de 1962. Internado na Casa de Saúde do Telhal, no Concelho de Sintra, despede-se do seu filho Raul, em Abril de 1967, quando este parte para a guerra colonial na Guiné-Bissau. O homem que não esqueço, morre a 08 de Dezembro de 1968. Foi vosso Bisavô, Avô e meu Pai.
Homem respeitador e apreciado por quem que com ele convivia. Homem amigo da família e tolerante com os demais.
Homem que pugnava pela verdade. Homem que assumiu e cumpriu todas as responsabilidades até se reconhecer.

1 de Maio de 2010
Fotos: Albúm de família
Caderneta Militar do meu pai
Medalhas CML atribuidas ao funcionário e meu pai
Outras Fotos: Google/C.M.L.

2 comentários:

José Justo disse...

Amigo
Se já te admirava, acredita que subiste muito na minha consideração com este teu texto.
Apreciava como te referias a teus pais, e as dificuldades que a vida lhes impôs.
Vidas de muito trabalho e muito sofridas, mas que tu elevas com dignidade nesta narrativa.
É bonito não esquecer quem nos amou.
Se ainda estivessem entre nós, gostariam de saber como o filho os venera.
Um abraço de muita amizade e apreço.

Leandro Guedes disse...

Viva Pica
Dá gosto ler estes teus textos.
Parabens.
Quanta coisa que aqui retratas, eu relembro na minha mocidade.
Um abraço.
E não te esqueças que o nosso blog também precisa dos teus escritos...