sábado, 24 de maio de 2008

EM MIUDO TAMBÉM SALTEI AO LAGO


Miúdo, com oito ou nove anos de idade, tinha por habito brincar, com outros também pela minha idade, na Mata de S. Domingos de Benfica perto dos Pupilos do Exercito a três ou quatro quilómetros do meu Bairro das Furnas. A mata era bem bonita, com uma bica com duas saídas de água na rua central onde os passantes enchiam garrafões, as ruas era empedradas e os bancos feitos de árvores. Como eram bonitos os pássaros, mas a fisga, essa, escondida no bolso não fossem os guardas florestais, atentos, confiscarem tão “vil arma” como os vi fazer a outros. Nos lagos (dois) os patos abundavam, espalhados em considerável número os pavões, que inocentemente atrás deles andava, na esperança de adquirir uma ou outra pena que caísse.
Mas o porquê da memória? A escultura que apresento cujo autor desconheço, mas rendo a minha humilde homenagem, fez-me lembrar exactamente o que fiz quando miúdo. Saltar para o lago. Só que o fiz quando estava vazio para lavagem, a ânsia de ver os peixes que se acumulavam numa escapatória bem no centro do mesmo, deu como resultado torcer o pé esquerdo, concertado no Endireita da Esperança, na rua do mesmo nome em Santos, em plena Madragoa. Ainda hoje, quando o tempo está mais frio o dito cujo me dói.

2 comentários:

disse...

Grande Raul
Também foste ao "indireita"...tinha fama esse homem, e até parece que tinha mausinhas para o assunto.
A propósito da Esperança e do baitto da Madragoa...lembras-te do CARACOL DA ESPERANÇA ?
Vou escrever sobre isso.
Porta-te mal !! e curte o fim-semana.

Leandro Guedes disse...

Olá Pica Sinos
Sabes que eu também fui um cliente convicto dos beneficios da cavalo-terapia.
Eu por vezes tinha uma dor nas costas e anca que me dava água pela barba. Ficava todo torto. E então a solução era ir ao "Zé do Sobral", no Sobral do Monte Agraço e ele com meia duzia de esticões, uns coices e meia duzia de copos tipo ventosas, coravam as maleitas. Só que chegou a um certo ponto que desisti de tanta porrada... Mas eu achava engraçado porque humanos e animais tinham a sua vez para serem atendidos. Uma vez a cliente que estava antes de mim era uma cabra com a pata partida. Doutra vez um burro tirou a senha 3 lugares a seguir a mim - tinha uma grande ferida na barriga. E era assim, todos os dias, inc. sábados e domingos. Portanto amigo não estás só nessas andanças pela cavalo-terapia... Um abraço.