domingo, 18 de maio de 2008

O 19º ALMOÇO COM O PESSOAL DA TROPA


Ontem, 17 de Maio de 2008, fui com a minha mulher e sogra ao 19º Almoço Convívio da rapaziada que comigo esteve em Tite na Guiné – Bissau nos anos de 1967/69.

É a terceira vez que assisto a estes almoços que são sempre palco de recordações. A linda baía de S. Martinho do Porto estava à minha esquerda, há anos que não a via. Há mesmo muitos anos. O mar, apesar de uma ligeira ventania estava calmo, o sol esse… ia e vinha.

O ponto de encontro foi junto ao Parque de Campismo. A “malta” por volta das 11 horas começou a chegar: uns isolados, mas a maior parte vêm acompanhados das suas esposas, filhos, filhas e alguns, vaidosos claro está, também trazem os netos.

São habituais os gestos com os cumprimentos daqueles que todos os anos fazem questão em marcar presença neste tipo de convívio. Diferentes são os cumprimentos daqueles que há largos anos, por esta ou aquela razão, não tiveram a oportunidade de se encontrarem, não se fazem esperar os fortes abraços, vive-se mais alegria, os olhos lacrimejantes, espalha-se ternura nas conversas que se sucedem.

São 12,30 horas, o organizador deste evento, dá ordem de partida à caravana automóvel ali presente. Salir do Porto é o rumo, espera-nos o almoço no restaurante Nascer do Sol cujos lugares nas mesas têm que ser aumentados, o número das presenças bateu o recorde. Nunca um almoço convívio teve tantos participantes com este, disse-me quem sabe.

Todos se acomodam, nas mesas os aperitivos, vinhos, sumos e cerveja já estão na mesa. Ouve-se aqui e ali o barulho característico das rolhas a serem sacadas das garrafas.

A minha esposa e sogra estão satisfeitas, conversam com as esposas dos meus camaradas José Santos e do Amador. O Contige, antigo padeiro, sentado ao lado da Maria Emília, minha esposa, conversam animadamente, certamente histórias passadas comigo e com ele em Tite.

Pela sobremesa, obviamente, os discursos não faltaram, houve quem cantasse o fado, que declamasse e assobiasse. Cantou-se os parabéns a alguém que fez anos. As palmas, essas, foram muitas. Mas as recordações dos anos 20 em Tite e os “retratos” das suas vidas depois, essas não cessaram todo o momento…….

São cerca das 17 horas, na partida repetem-se os sorrisos e os abraços com a mesma força da chegada, com a promessa que em Ovar – ano do 40º aniversário da chegada de Tite – os abraços serão mais fortes. Se tiver saúde lá estou outra vez. Tenho que abraçar novamente aquela malta. Amigos na guerra, amigos para sempre.

2 comentários:

Leandro Guedes disse...

Não sei o que se passou amigo, mas redigi uma mensagem que penso te enviei o que é certo é que ela não aparece.
Mas no essencial era para te agradecer a bela descrição que fizeste do nosso almoço. Como eu disse qualquer pessoa que não fizesse parte da festa, ao ler o teu escrito ficaria totalmente integrada.
Um abraço.
Bem hajas amigo.

alcinda leal disse...

Parabéns Raul! Quem disse que o seu blogue é pobre?
Gostei muito de tudo, nomeadamente das possíveis origens do seu nome.
Há dias falava do Alto do Moinho, sabe que eu conheço bem o Alto do Moinho? O meu marido, Oficial de Marinha, morou aí muito tempo. Já depois de nos casarmos vendemos essa casa pois ele é destas bandas e quis voltar. Não imagina quantas viagens fiz para aí a fazer a mudança, e era bem perto do Pavilhão que referia há dias... cumprimentos Alcinda